Preto no Branco

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Governo retoma política humanizada de prevenção a drogas

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26/06/2023-Abertura da Semana de Políticas sobre Drogas e do Seminário Nacional de Prevenção do Uso de Álcool e Outras Drogas/Sinap. Foto:Isaac Amorim/MJSP.

 

A estratégia para prevenção do uso de drogas no Brasil terá uma abordagem mais humanizada, voltada para o âmbito social. O problema será encarado como uma questão de saúde, evitando “repressões bélicas” comprovadamente ineficientes.Tendo por base esta premissa, começou nesta segunda-feira (26) a Semana Nacional de Políticas sobre Drogas, com o tema Política sobre Drogas: Foco nas Pessoas. O evento é promovido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ).

Segundo a secretária da Senad, Marta Machado, a ideia do encontro, que reúne em Brasília diversos especialistas no assunto, é pensar a prevenção ao uso de drogas por meio de “políticas voltadas a pessoas”, tendo como foco demandas e vulnerabilidades, em um cenário problematizado por impor obstáculos de acesso a serviços, Justiça e direitos por pessoas que usam drogas, suas famílias e comunidades.

“Falamos, portanto, de uma política sobre drogas que lida com a questão do uso problemático de substâncias como uma questão de saúde, de desenvolvimento social e humano, de direitos humanos, e de equidades racial e de gênero”, explicou a secretária.

Na avaliação de Marta Machado, é necessário olhar de forma integrada para as necessidades das pessoas, com foco no respeito à autonomia, no acesso à informação qualificada, na ampliação do acesso a serviços da rede de saúde e de proteção social, no acesso a direitos, e na promoção de justiça social e de justiça racial.

Metodologias

Iniciativas similares, segundo ela, já foram implementadas em 2013, durante o governo de Dilma Rousseff, por meio de “alguns programas de prevenção, com metodologias validadas internacionalmente, adaptadas para o Brasil, e com a aplicação monitorada para continuar o aperfeiçoamento”

“A Senad, então, apoiou esse movimento que, infelizmente, foi interrompido”, disse ao anunciar a retomada das iniciativas de prevenção e seu “robustecimento” em torno de um Sistema Nacional de Prevenção que consiste em um plano de ação a ser aplicado, inicialmente, em 163 municípios prioritários, no âmbito do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

Esses municípios que serão o ponto de partida do programa são responsáveis por 50% dos homicídios cometidos em território nacional. “Nossa meta é a de [posteriormente] disseminar isso por todo o país”, acrescentou.

Entre as medidas previstas está a de qualificar informações e profissionais que atuam em prevenção, além da possibilidade de replicação.

O sistema de prevenção contará também com uma plataforma virtual que funcionará, segundo ela, como banco de dados, onde gestores e educadores poderão encontrar os materiais dos programas.

Possibilitará também a troca de conhecimentos e boas práticas: “consideramos essencial que os materiais sejam democratizados, com acesso livre e gratuito”. O piloto desse programa será a rede escolar do Ceará.

Unodc

Representando o Escritório sobre Drogas e Crime das Nações Unidas (Unodc), Elena Abbati disse que, segundo relatório da entidade, apenas uma em cada cinco pessoas com transtorno associado a uso de droga recebe tratamento. “As barreiras para acesso ao tratamento são múltiplas”, disse.

Ela explica que, entre os problemas observados para acesso a tratamento, está o fato de as pessoas usuárias de drogas terem de lidar com o estigma e com a discriminação, o que pode comprometer ainda mais a saúde física e mental, além de dificultar o acesso a direitos e serviços.

“Por isso a campanha do Unodc deste ano [People First] ressalta a importância de colocar as pessoas em primeiro lugar, para fortalecer a prevenção”, acrescentou ao defender, também, “práticas baseadas em evidências e em uma cultura de respeito e empatia”.

Marta Machado defendeu um redirecionamento dos “recursos repressivos do Estado”, visando, em vez de repressões à população, o “estrangulamento patrimonial das organizações criminosas”. O alvo, segundo ela, devem ser os “elos mais fortes e de comando” na cadeia do tráfico de drogas.

“É, portanto, preciso ter foco nas pessoas, para que a força bruta do Estado deixa de atingir pessoas inocentes – muitas delas, crianças. A maioria, negras e periféricas que sofrem os efeitos colaterais dessa guerra”, acrescentou.

Agência Brasil

Prefeitura de Petrolina injeta quase R$ 8 milhões e consegue reduzir crise financeira na Facape

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Após a intervenção anunciada em maio de 2022, a Prefeitura de Petrolina conseguiu reduzir os impactos da crise financeira que comprometia todo o funcionamento de uma das instituições de ensino mais antigas da região: a Faculdade de Petrolina (Facape).

A gestão municipal superou todas as metas da faculdade e ampliou em 700% os recursos investidos, anualmente, na Facape. Com o aporte da prefeitura, a instituição que nos últimos 9 anos teve investimento anual de R$ 274.483,29 conseguiu receber, em apenas um ano, sete vezes mais o volume de recursos, ou seja, R$ 1.928.852,73.

A diretora-presidente da Facape, Larissa Fernandes Soeiro, ressalta que durante a intervenção, além dos investimentos, a Prefeitura de Petrolina também repassou mais de R$ 6 milhões necessários apenas para garantir o funcionamento da instituição, somando cerca de R$ 8 milhões. Os dados apontam que, sem o aporte da prefeitura neste período, a faculdade não teria capacidade de manter seu funcionamento. O valor injetado pela gestão municipal refere-se, principalmente, à quitação dos salários de servidores em atraso de fevereiro, março e abril de 2022.

Avanço:

Ainda de acordo com a gestora, os investimentos da prefeitura foram decisivos para que a Facape se tornasse a primeira autarquia municipal de Pernambuco a implantar um curso de Medicina.

“Quando o prefeito Simão Durando atendeu o pedido de socorro da Facape, o curso de Medicina apresentava diversos entraves e ainda era uma grande incógnita. Não havia um planejamento para sua execução, não tínhamos professores, coordenador, muito menos, ambientes específicos para as aulas ou organização didático-pedagógica o que nos obrigou, inclusive, a adiar o vestibular. Mas, graças aos recursos investidos pela prefeitura, a Facape conseguiu executar a reforma necessária, além de implantar e equipar todos os laboratórios de Medicina com materiais de ponta”, disse.

Com os ajustes feitos durante e intervenção, a projeção é de novos avanços na instituição a exemplo da implantação do curso de Psicologia previsto para 2024. A equipe interventora, liderada por Larissa Soeiro, assumiu a gestão da Facape atendendo ofício da própria instituição diante da situação de indisponibilidade financeira. O pedido de intervenção foi feito para permitir medidas visando melhorar a eficiência administrativa da entidade.

Ascom/Facape

PRF encerra Operação São João em Pernambuco

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Mobilidade e segurança viária estiveram no foco da Operação São João 2023 da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que teve início na última na quinta-feira (22) e se encerrou neste domingo (25). O reforço nas ações buscaram coibir condutas que colocariam em risco a segurança de quem viajou nesse período, e buscou ainda conscientizar motoristas e passageiros sobre o papel de cada um na construção de um trânsito mais humanizado.

Durante a operação, a PRF registrou 35 sinistros de trânsito, que resultaram em 37 pessoas feridas e três mortos. Os números são menores do que os registrados na operação do ano passado, realizada entre os dias 22 e 26 de junho, portanto com um dia a mais. Em 2022, foram atendidos 39 sinistros nos quais 34 pessoas se feriram e outras cinco acabaram morrendo.

A previsão do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) foi de que haveria um aumento de 30% no fluxo de veículos na BR 232, o que equivale a cerca de 90 mil veículos circulando por dia na rodovia. Quem seguiu para cidades como Gravatá, Bezerros e Caruaru, no Agreste, Arcoverde e Petrolina, no Sertão, sentiram o impacto desse aumento no número de veículos, com trânsito intenso e lento especialmente no fim da tarde de quinta e durante toda a sexta.

Muitos motoristas ainda insistiram em condutas contrárias às normas de trânsito. No total, 2.109 autos foram emitidos pelos PRFs. No ranking das infrações estão as ultrapassagens indevidas (253), alcoolemia ao volante (110), não uso do cinto de segurança (104), a falta do capacete (51), não uso da cadeirinha (29) e o manuseio do celular ao voltante (10).

Mais de 3300 veículos e cerca de 4 mil pessoas foram fiscalizadas. Mais de 2500 testes com o etilômetro – o bafômetro – foram realizados; quatro pessoas acabaram detidas. Por diversas irregularidades, 114 veículos foram recolhidos, assim como 147 CRLVs. Em paralelo, os policiais prestaram auxílio a 105 usuários que tiveram problemas durante a viagem e recolheram 34 animais que soltos nas proximidades das BRs aumentavam as chances de sinistros.

Para reforçar o entendimento de que condutores, passageiros e pedestres podem contribuir diretamente para a redução da violência no trânsito, a PRF intensificou as ações educativas. Mais de 1.700 pessoas receberam orientações sobre a importância de condutas prudentes e os riscos de ignorá-las.

O reforço operacional trouxe ainda resultados no combate à criminalidade. Durante a operação, a PRF recuperou cinco veículos, apreendeu 57 comprimidos de anfetaminas (“rebites”) e flagrou o transporte irregular de 120 toneladas de mercadorias. No total, 19 pessoas foram presas por diversas práticas criminosas, entre elas uso de documento falso, receptação e mandado de prisão em aberto.

Ascom/PRF

Concurso de Quadrilhas de Sento-Sé celebra cultura nordestina e premia vencedores

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Neste domingo (25) o Concurso de Quadrilhas de Sento-Sé encantou o público com apresentações que trouxeram animação, história, tradições e cultura. O evento, que aconteceu na Travessa Juvêncio Alves (em frente à sede da prefeitura), foi concorrido por cinco grupos, divididos em duas modalidades: tradicional e estilizada, que se apresentaram com performances vibrantes e emocionantes.

O evento iniciou com a apresentação das quadrilhas tradicionais: Arraiá Dona Matuta Jayro CPM e a Quadrilha Peltier, que emocionaram o público ao rememorar a riqueza cultural do nosso nordeste com apresentações repletas de força, cultura e resistência. Em seguida, foi a vez das quadrilhas estilizadas enaltecerem a riqueza da cultura nordestina. Com muito brilho e glamour os grupos: Pajuca, Junina Jayro e Junina Tombador, apresentaram tradições diversas das quadrilhas juninas, como casamento, pé de serra, xaxado e muito mais.

Após as emocionantes apresentações, chegou o momento de premiar os vencedores. No grupo das quadrilhas tradicionais a equipe Peltier conquistou o primeiro lugar e em segundo lugar ficou a quadrilha Arraiá Dona Matuta Jayro CPM. No grupo de quadrilhas estilizadas a Junina Tombador foi a primeira colocada, em segundo lugar a Pajuca e em terceiro a Junina Jayro. Todas as colocadas receberam premiação em dinheiro, além de troféus.

Na avaliação da prefeita do município, Ana Passos, o sucesso do Concurso só foi possível graças ao empenho e colaboração de diversos profissionais e do povo sentoseense. “A gerência municipal de cultura e várias outras secretarias municipais desempenharam um papel fundamental para conseguirmos realizar esse importante e tradicional evento cultural para o nosso povo. O legado que conseguimos deixar a cada ano com essa celebração continuará inspirando futuras gerações a valorizarem e preservarem suas tradições culturais. O nosso Concurso de quadrilhas é um exemplo de como a cultura popular pode unir pessoas, promover a diversidade e fortalecer a identidade de uma comunidade”, afirmou Ana Passos.

O gerente municipal de cultura, Aedson Nascimento, agradeceu e parabenizou a todos os grupos que se apresentaram no Concurso. “Com a energia, talento e dedicação, todos eles contribuíram para enriquecer e fortalecer a cultura nordestina, preservando tradições e promovendo momentos de alegria e emoção para a comunidade. O Concurso foi muito mais do que uma simples competição. Foi um evento que trouxe à tona a história, a resistência e as tradições do povo nordestino”, disse.

Encerrando o evento a quadrilha convidada, ‘Xamego Bom’ que veio de Sobradinho, mostrou um pouco da sua alegria e teve ainda o show musical de Pedro Luca que animou os participantes com muita música e forró.

PREMIAÇÃO:

QUADRILHAS TRADICIONAIS

1º Lugar: Quadrilha Peltier

2º Lugar: Arraiá Dona Matuta Jayro CPM

Melhor Casal de Noivos – Quadrilha Peltier

Melhor Marcador – Arraiá Dona Matuta Jayro CPM

Melhor Repertório – Arraiá Dona Matuta Jayro CPM

Quadrilha mais Animada – Arraiá Dona Matuta Jayro CPM

QUADRILHAS ESTILIZADAS

1° Lugar: Junina Tombador

2° Lugar: Pajuca

3° Lugar: Junina Jayro

Melhor Casal de Noivos – Pajuca

Melhor Casa de Rei e Rainha – Junina Tombador

Melhor Casal de Cangaceiros – Pajuca

Melhor Marcador – Junina Jayro

Melhor Repertório – Pajuca

Ascom/PMSSE

Celebração à São João movimentou o final de semana no interior de Sento-Sé

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Religiosidade, tradição e alegria comandaram a celebração à São João no povoado de Limoeiro da Batateira, interior de Sento-Sé. A tradicional festa realizada pela Prefeitura de Sento-Sé, por meio da gerência municipal de Cultura, celebrou o padroeiro da comunidade, nesta sexta-feira e sábado, dias 23 e 24 de junho.

A primeira noite de festa contou com uma programação diversificada com apresentações culturais, quadrilhas e shows musicais de Fábio Alexandre, Afrânio Melo, A Turma da Pisadinha e Xavier e Telma, até amanhecer o dia. Já o segundo dia de festa foi marcado pela religiosidade com a procissão e Missa Campal, que encerrou o novenário ao santo padroeiro, seguido pela noite de shows musicais com participação da Banda Sonhos e Desejos, Robinho Vaqueiro e Itiúba.

A prefeita Ana Passos, juntamente com o secretário municipal de Administração, Juvenilson Passos, vereadores e integrantes da sua equipe de governo prestigiaram a festa. “O São João de Limoeiro da Batateira está entre as festas tradicionais de Sento-Sé. É uma festa de grande riqueza cultural, uma festa voltada para a religiosidade e celebração do padroeiro do povoado e feita para o nosso povo, essa é a nossa tradição e nós temos muito orgulho dela”, concluiu a prefeita.

Aprovação – A comunidade e visitantes que prestigiaram a festa aprovaram a organização. “Sou natural daqui, mas moro na sede e sempre venho prestigiar o festejo. Está tudo lindo e muito organizado, a Prefeitura e toda sua equipe estão de parabéns pela realização”, avaliou a dona de casa Dira. O comerciante Jadson também saiu da sede para curtir os festejos em Limoeiro da Batateira. “Aqui é só alegria, as apresentações estavam lindas, muitas bandas pra curtir, obrigada prefeita Ana Passos por nos proporcionar mais um ano de alegria com essa festa linda e tradicional”, disse Jadson.

Concurso de Quadrilhas – Neste domingo (25) as festividades juninas seguem em Sento-Sé com a realização do tradicional Concurso de Quadrilhas Juninas, a partir das 18h, em frente ao prédio da prefeitura.

Ascom/PMSSE

CPMI de 8 de janeiro ouvirá ex-chefe da PMDF e coronel do Exército

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Brasília (DF) 25/06/2023 - Coronel Jorge Eduardo Naime. Foto Polícia Militar do Distrito Federal..jpg

 

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro tomará nesta segunda-feira (26), às 14h, o depoimento do ex-chefe do Departamento de Operações da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel Jorge Eduardo Naime (foto), sobre a tentativa de invasão da sede da Polícia Federal, em Brasília, em 12 de dezembro de 2022 – data em que Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin foram diplomados como presidente e vice-presidente da República, respectivamente, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Naime será ouvido pelos deputados e senadores da CPMI que investiga os atos golpistas de 8 de janeiro como testemunha, a pedido da relatora da comissão mista, senadora Eliziane Gama (PSD-MA). “Pensa-se que o senhor Jorge trará informações de enorme valia para a condução dos nossos futuros trabalhos na presente comissão”, avalia a senadora.

O coronel Jorge Eduardo Naime está preso no Complexo Penitenciário da Papuda (DF) desde fevereiro, acusado de omissão no 8 de janeiro, quando ocorreram os atos antidemocráticos na Praça dos Três Poderes, na capital federal.

Agenda

Na terça-feira (27), às 9h, será a vez do depoimento do ex-subchefe do Estado Maior do Exército Brasileiro, coronel Jean Lawand Júnior.

O militar aparece em mensagens periciadas pela Polícia Federal, no celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro. Nas conversas telefônicas reveladas, o coronel Jean Lawand Júnior pediu a Cid que convencesse o ex-mandatário a dar um golpe de Estado e ordenar uma intervenção militar no Brasil para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida em 1º de janeiro.

Os dois depoimentos estão previstos para serem tomados no plenário 2, da ala Nilo Coelho, no Senado Federal e os convocados não podem se recusar a comparecer.

A CPMI de 8 de Janeiro já aprovou a convocação de 40 nomes para prestar depoimentos, na condição de testemunhas. Entre eles, o ex-ministro da Defesa do governo Bolsonaro, Braga Netto; o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno; o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e que ocupava a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal em 8 de janeiro, Anderson Torres; o tenente-coronel Mauro Cid, o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Marco Edson Gonçalves Dias, o G Dias, e o ex-diretor ajunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Saulo Moura da Cunha. Ambos indicados no governo do presidente Lula.

O então ministro-chefe do GSI, general Gonçalves Dias, pediu demissão em abril, depois de aparecer, junto com outros funcionários da pasta, em imagens do circuito interno de segurança do Palácio do Planalto, gravadas em 8 de janeiro, no momento em que vândalos destruíam o palácio presidencial.

Depoimentos recentes

A CPMI de 8 de Janeiro já ouviu o empresário George Washington Sousa – condenado a 9 anos e 4 meses de prisão pela tentativa de atentado a bomba em um caminhão próximo ao Aeroporto JK, em Brasília, em 24 de dezembro de 2022; o diretor do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do DF, Leonardo de Castro; e os peritos da Polícia Civil do DF Renato Carrijo e Valdir Pires Filho, que fizeram exames nas proximidades do aeroporto e no referido caminhão. Além do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, acusado de direcionar ações do órgão, na Região Nordeste, para atrapalhar o segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Na última terça-feira (20), Silvinei Vasques negou ter interferido no andamento das eleições majoritárias.

Policiais da 73ªCIPM prendem 5 homens por porte de arma no bairro Quidé, Juazeiro

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Durante patrulhamento tático no bairro Quidé, na noite de sábado (24), policiais da 73ªCIPM e guarnições da Rondesp Norte prenderam 5 homens por porte ilegal de armas.

A PM foi acionada por populares que informavam a presença de um veículo Fiat Siena, cor preta, com 5 homens, que realizaram ameaças no local e exibiram armas de fogo.

“As guarnições iniciaram diligência de imediato, obtendo êxito em abordar o referido veículo e seus ocupantes, localizando em seu interior um revólver cal. 38, com 05 munições intactas”, informou a 73ªCIPM.

Os acusados e o material apreendido foram conduzidos e apresentados à Delegacia local para adoção das medidas cabíveis.

Redação PNB, com informações 73ªCIPM

Governador participa do lançamento da 11ª Flica e realiza aula pública sobre a Independência do Brasil em Cachoeira

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Neste domingo (25), o governador Jerônimo Rodrigues participou do lançamento da 11ª edição da Feira Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que este ano terá como tema “Poéticas Afro-Indígenas da Brasilidade”.

O evento será realizado entre os dias 26 e 29 de outubro de 2023, seguindo a temática do Bicentenário da Independência do Brasil, e contará com a Curadoria Coletiva formada por Mirian Sumica (UNILAB), Luciana Brito (UFRB) e Jocivaldo dos Anjos (SEC).

O governador destacou a importância da leitura para o desenvolvimento. “Estimula a criatividade e traz conhecimento, além de valorizar quem escreve e quem lê. E a Flica tem essa responsabilidade de amadurecer a nossa missão de incentivar a cultura da leitura”. Jerônimo destacou ainda que vai estar sempre lado a lado com essas iniciativas.

A coordenadora Executiva da Flica, Vanessa Dantas, ressaltou que a programação está sendo preparada a diversidade e a relevância da programação. “Nesta edição, estamos buscando ampliar as vozes e perspectivas, trazendo poéticas afro-indígenas que representam a brasilidade em toda a sua riqueza cultural. Queremos proporcionar um espaço de valorização dessas expressões literárias”.

O secretário da Cultura, Bruno Monteiro, destacou que a Flica é um momento importante de debates e valorização da arte literária. “É um evento sempre muito enriquecedor para a cultura, que traz à tona a ancestralidade do Recôncavo Baiano e fortalece o compromisso com a divulgação da literatura e a promoção da diversidade cultural”.

Ato Cívico

Ainda em Cachoeira, o Jerônimo participou do desfile cívico. Neste domingo (25), a cidade de Cachoeira, foi elevada à sede do Governo da Bahia. A ato simbólico tem o objetivo de valorizar a importância do município para a Independência do Brasil.

Conexão histórica

Cachoeira é uma cidade histórica, tombada pelo Instituto do Patrimônio e Histórico Artístico Nacional (Iphan) em 1971, sendo considerada Monumento Nacional. Conhecida por seu importante acervo arquitetônico no estilo Barroco, é a segunda cidade baiana, depois de Salvador, a preservar de forma significativa essa época do Brasil Império. Suas casas, igrejas e prédios históricos contam a história desse período e destacam a riqueza e importância da cidade nos séculos XVII e XVIII.

Secom

Mutirão inclui quase 16 milhões de brasileiros no Censo 2022

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Previsto para ser lançado na próxima quarta-feira (28), o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) esteve a um passo de ser comprometido. A falta de apoio para acesso dos recenseadores a áreas remotas ou carentes e resistência de alguns cidadãos abastecidos por notícias falsas por pouco fizeram o equivalente a quase um estado do Rio de Janeiro deixar de ser contado.

Ao longo dos últimos três meses, sucessivos mutirões do IBGE e do Ministério do Planejamento conseguiram reverter a situação. Uma série de forças-tarefas incluiu, de última hora, 15,9 milhões de brasileiros no censo. Ao todo, foram três operações especiais. A primeira buscou alcançar brasileiros na Terra Indígena Yanomami, que nunca tinham sido recenseados. As outras procuraram reduzir a taxa de não resposta em dois ambientes opostos, mas com resistência a recenseadores: favelas e condomínios de luxo.

“Nesta semana, vamos deixar para trás informações de 13 anos atrás, do Censo de 2010. Para formular políticas públicas, conhecer as demandas da população e atuar em emergências, precisamos de informações atualizadas. O recenseamento é essencial para conhecer quem somos, quantos somos e como somos hoje. Não como éramos”, diz o assessor especial do Ministério do Planejamento, João Villaverde.

Indígenas

Realizado em março, o recenseamento na Terra Indígena Yanomami incluiu 26.854 indígenas no censo, dos quais 16.560 em Roraima e 10.294 no Amazonas. O mutirão foi essencial para atualizar a população indígena no Brasil, estimada em 1,65 milhão de pessoas segundo balanço parcial apresentado em abril. O número completo só será divulgado em julho, quando o IBGE apresentará um balanço específico do Censo 2022 para a população indígena.

A operação na Terra Yanomami foi complexa, mas conseguiu, pela primeira vez na história, recensear 100% da etnia no território. Por envolver dificuldades de acesso a aldeias aonde só se chega de helicóptero, o mutirão foi coordenado por cinco ministérios e reuniu 110 servidores federais dos seguintes órgãos: Polícia Rodoviária Federal, que forneceu os helicópteros; Ministério da Defesa, que forneceu o combustível; guias do Ministério dos Povos Indígenas; servidores da Secretaria de Saúde Indígena da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai); além dos próprios recenseadores do IBGE.

Realizado de 7 a 30 de março, o mutirão foi necessário porque o recenseamento tradicional não conseguia chegar a todas as aldeias yanomami. Por causa das operações para retirar os garimpeiros e do remanejamento de helicópteros para as ações de resgate humanitário, o censo teve de reduzir o ritmo em fevereiro, quando cerca de apenas 50% da população do território havia sido contabilizada.

Favelas

Nas favelas, o censo esbarrava em outras dificuldades. Além da falta de segurança em alguns locais, muitos moradores não queriam abrir a porta para o recenseador porque tinham recebido falsas notícias de que teriam benefícios sociais cancelados. Outro problema, principalmente em áreas mais densas, era a falta de endereços nas comunidades. Muitas vezes, os recenseadores não tinham informação sobre novas moradias surgidas nos últimos anos, como puxadinhos e lajes num mesmo terreno.

“O que impedia a entrada dos recenseadores na favela era a falta de conexão dos recenseadores e do Poder Público com as pessoas que moram lá. Além disso, havia a falta de conscientização das pessoas por falta de uma explicação que alcançasse os moradores das favelas da importância do censo e de respostas sinceras e objetivas”, analisa o Marcus Vinicius Athayde, diretor do Data Favela e da Central Única adas Favelas (Cufa), que auxiliou o IBGE no mutirão.

O mutirão começou no fim de março, com o lançamento de uma campanha na Favela de Heliópolis, em São Paulo, do qual participou a ministra do Planejamento, Simone Tebet. A operação ocorreu em 20 estados e registrou aglomerados subnormais (nomenclatura oficial do IBGE para favelas) em 666 municípios. O número de habitantes só será conhecido em agosto, quando o IBGE divulgará um recorte do Censo 2022 para as favelas.

Segundo Athayde, a Cufa ajudou primeiramente por meio de uma campanha chamada Favela no Mapa, que usou as lideranças estaduais da entidade para conscientizar os moradores de favelas da importância de responder ao censo. Em seguida, a Cufa recrutou moradores de favelas e lideranças locais para atuarem como recenseadores e colherem os dados das comunidades onde moram. Também houve mutirões de respostas em eventos comunitários.

“Responder ao censo traz benefícios de volta para o morador da favela, para seus vizinhos, para sua família, na medida em que o governo e as políticas públicas atuarão de forma mais adequada para essa população”, destaca Athayde.

Condomínios

Por fim, o último flanco de resistência a recenseadores concentrava-se em condomínios de luxo, principalmente em três capitais: São Paulo, Rio de Janeiro e Cuiabá. “Historicamente, a taxa de não resposta, que é o morador que não atende ao recenseador, fica em torno de 5%. Isso em todos os países que fazem censo. Nessas três cidades, a taxa estava em 20% em condomínios de alto padrão”, conta Villaverde, do Ministério do Planejamento.

No Censo 2022, a média nacional de não respostas estava em 2,6% segundo balanço parcial divulgado em janeiro. No estado de São Paulo, alcançava 4,8%, principalmente por causa da recusa de moradores de condomínios de renda elevada.

Para contornar os problemas, o Ministério do Planejamento e o IBGE promoveram uma campanha maciça em redes sociais. Parte das inserções foi direcionada a sensibilizar porteiros, que obedecem a regras restritas para entrada de estranhos. Outra parte esclareceu que síndicos não têm o poder de proibir o morador de receber o IBGE. “Muitas pessoas queriam atender ao censo, mas não sabiam que o recenseador não tinha vindo porque o síndico vetava”, recordou Villaverde. Também houve reportagens de quase 10 minutos em televisões locais sobre o tema.

Segundo o assessor especial do Planejamento, a mobilização foi um sucesso. “Em uma dessas três capitais, conseguimos reduzir a taxa de não resposta para menos de 5% em condomínios de alta renda”, diz. A operação para os condomínios começou em 14 de abril e estendeu-se até 28 de maio, último dia de coleta de dados para o Censo 2022.

Entraves

A realização do Censo 2022 enfrentou diversos entraves. Inicialmente previsto para 2020, o recenseamento foi adiado por causa da pandemia de covid-19. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) obrigou o governo anterior a realizar o censo em 2022.

Na época, o Ministério da Economia autorizou R$ 2,3 bilhões para o censo, mesmo orçamento de 2019 que desconsiderava a inflação acumulada em dois anos. Com a coleta de dados iniciada em 1º de agosto, o Censo 2022 inicialmente estava previsto para encerrar-se em outubro do ano passado. Com dificuldades para a contratação, o pagamento e a manutenção de recenseadores, o fim do censo foi primeiramente adiado para fevereiro deste ano.

Com falta de verba e alta proporção de não recenseados, o governo atual decidiu fazer uma suplementação orçamentária de R$ 259 milhões ao IBGE. O Ministério do Planejamento também decidiu seguir a recomendação do Conselho Consultivo do IBGE, formado por ex-presidentes do órgão, demógrafos e acadêmicos, e estender a coleta de dados até o fim de maio. Em abril, uma série de remanejamentos internos no órgão evitou um novo pedido de verbas pelo IBGE.

Desde 29 de maio, o IBGE está rodando os dados, para a divulgação na próxima quarta-feira. “No início do ano, o ministério tomou a difícil decisão de seguir 100% das recomendações do Conselho Consultivo porque os dados colhidos até então não garantiam a qualidade do censo. Agora, com as operações especiais e o tempo extra de coleta, temos a certeza de que o recenseamento está robusto e em linha com os parâmetros internacionais de qualidade”, diz Villaverde.

Agência Brasil