
Preto no Branco
Unimed lança campanha para orientar usuários sobre uma melhor utilização de planos de saúde

Movimento defende a realização simultânea de Olímpíada e Paralimpíada

A possibilidade de realização da Paralimpíada simultaneamente com a Olimpíada voltou a ser discutida com a realização dos Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro, que se encerram amanhã (18) . Os defensores da ideia propõem que seja feito um evento único, com maior estrutura, no qual tanto as competições de atletas olímpicos como as de paralímpicos fossem realizadas nos mesmos dias. Já quem é contra a unificação aponta dificuldades como a estrutura e a logística necessárias para abrigar as duas competições ao mesmo tempo.
A realização dos dois eventos de forma simultânea é defendida pelo movimento Unifica Jogos Já, que considera a separação das disputas uma segregação dos atletas com deficiência. Um dos idealizadores da proposta é Flávio Scavasin, que nasceu com deficiência física e trabalha em defesa dos direitos das pessoas com deficiência há mais de 20 anos. Para ele, a união da Olimpíada com a Paralimpíada poderia significar um passo gigantesco na inclusão das pessoas com deficiência.
“Seria um ganho para os dois lados: um ganho para a inclusão das pessoas com deficiência, para tirar do papel o que já existe de legislação internacional, e para as pessoas sem deficiência taria uma humanização muito maior, algo mais abrangente, mostrando que somos todos seres humanos, não há ser humano A e ser humano B”, destaca Scavasin, que presidiu o Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência de São Paulo. Ele lembra que a Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Organização das Nações Unidas estabelece a igualdade para essas pessoas.
O professor de educação física e pesquisador na Escola do Futuro da Universidade de São Paulo Alan Costa acredita que seria possível fazer os dois eventos de forma simultânea, embora admita que isso exigiria um tempo e uma preparação maiores para as competições. Enquanto a unificação não é viabilizada, o professor defende uma mistura das modalidades olímpicas e paralímpicas durante os dois eventos, como a apresentação de uma equipe de basquete em cadeira de rodas no intervalo de um jogo de basquete convencional. “Seria muito importante e uma alternativa excelente para que a gente pudesse debater de verdade o que é inclusão, o que é conviver ao lado de uma pessoa com deficiência”, diz Costa.
Ele também sugere que possa ser debatida a realização da Paralimpíada antes da Olimpíada. “Por que o privilégio é das pessoas que têm menos dificuldades? Se a gente pensasse pela lógica, eles (pessoas com deficiência) é que teriam a prioridade. Deveria ter sido tudo preparado para eles, e depois entrariam os atletas sem deficiência. Só isso já seria um grande avanço”, avalia.
Comitê Internacional não prevê mudança
O Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) diz que, por enquanto, a entidade está feliz com a realização dos dois eventos separadamente. “Estamos felizes com o formato atual de seguir os Jogos Olímpicos, pois isso ajuda a resolver alguns problemas antes dos Jogos Paralímpicos”, informou Craig Spence, diretor de comunicações do IPC, à Agência Brasil.
Spence diz que não pode ser descartada a possibilidade de realizar os dois jogos simultaneamente, mas isso só será feito se o IPC considerar que a mudança não irá impedir o crescimento exponencial que os Jogos Paralímpicos vêm tendo desde 1960. Segundo o IPC, um acordo de cooperação com o Comitê Olímpico Internacional estabelece que os Jogos Paralímpicos devem ser realizados na mesma cidade e nos mesmos locais dos Jogos Olímpicos até 2032.
Para o atleta André Brasil, medalhista paralímpico da natação, seria muito difícil fazer os dois eventos de forma unificada, especialmente por causa da estrutura necessária para pessoas com limitações físicas. Ele não acha que, por ocorrer depois dos Jogos Olímpicos, a Paralimpíada seja considerada como disputa de menor importância. “Talvez as pessoas devam tirar um pouco essa conotação e preconceito de que a Paralimpíada vem depois e por isso seria de segundo plano. Eu penso diferente, não é uma coisa de segundo plano. São jogos que acontecem de quatro em quatro anos com tanta importância quanto a Olimpíada”, afirma.

Na avaliação do atleta, que participa de eventos paralímpicos desde 2006, a Olimpíada acaba sendo um teste para as Paralimpíada. “Tudo que pode acontecer de errado acontece numa Olimpíada. E as pessoas se prepararam para atender da melhor forma a gente”, avalia o nadador, que já ganhou 13 medalhas paralímpicas em sua carreira, sendo três na Paralimpíada do Rio.
História
A primeira edição da Paralimpíada ocorreu em 1960, em Roma, na mesma cidade onde foram realizados os Jogos Olímpicos naquele ano. De lá para cá, os dois eventos sempre ocorrem no mesmo ano, mas nem sempre na mesma cidade. Em 1964, as duas disputas foram em Tóquio, mas em 1968, por exemplo, a Olimpíada foi realizada no México e a Paralimpíada, em Tel Aviv. Em 1976, os dois eventos foram realizados no Canadá, mas a Olimpíada foi em Montreal e a Paralimpíada, em Toronto. A partir de 1988, as disputas ocorrem sempre no mesmo ano e na mesma cidade, mas com um intervalo entre as competições.
O primeiro presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, João Batista Carvalho e Silva, considera que a unificação das olimpíadas com as paralimpíadas é difícil de ser viabilizada por causa do tamanho das competições e das várias classes que existem no esporte paralímpico, em que as competições são separadas de acordo com o nível de deficiência de cada atleta. No entanto, Silva acredita que a realização simultânea dos eventos seria positiva para a integração dos esportes. “Eu acho que seria bom se pudesse ser feito junto porque acho que integraria, daria uma demonstração para o mundo de que não existe diferença, está tudo incluído, atletas olí mpicos com paralímpicos.”
Silva conta que, em 1996, durante a realização dos jogos em Atlanta, o então ministro do Esporte Pelé sugeriu ao Comitê Olímpico Internacional que as paralimpíadas fossem realizadas antes das olimpíadas. Mas, segundo ele, a ideia não foi aceita pelo COI, que justificou que, pela tradição, o Estádio Olímpico não poderia ser usado por nenhum atleta antes dos atletas olímpicos.
Agência Brasil
HDM/IMIP tem 100% de aprovação de médicos em provas de títulos da SBP e FEBRASGO
Resultado comprava eficiência das residências de pediatria e Ginecologia e obstetrícia da Unidade de Saúde

Os pediatras Sandra Medeiros e Paula Dias e os ginecologistas, Paulo Campos, Priscilla Sousa Santos e Stênio Galvão, todos ex-residentes do Hospital Dom Malan/IMIP, em Petrolina (PE), foram aprovados recentemente em prova de título em suas especialidades. Os concursos foram realizados pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).
Os três pilares que norteiam a gestão IMIP são a Assistência, o Ensino e a Pesquisa. Os desempenhos dos médicos diante das provas de títulos demonstram a eficiência do Ensino e Pesquisa no HDM.
Para Paulo Campos fazer residência no HDM foi um desafio e uma grata surpresa. “Apesar das dificuldades acredito que tive uma excelente formação, tendo em vista essa aprovação na prova de título da Febrasgo. Através dessa prova ela titula como especialista os concluinte das provas de residência em Ginecologia e Obstetrícia. Foi uma prova difícil com uma aprovação baixa, mas que o HDM teve 100% de aprovação, o que comprova nossa boa formação”, comemorou o médico
Já a pediatra Sandra Medeiros ressaltou que “decidi pela Residência no Hospital Dom Malan pois já tinha boas referências a respeito do trabalho desenvolvido pela instituição. Tive a comprovação durante o Internato Médico em Pediatria e, posteriormente, durante o período de Residência Médica”, afirmou.
“Temos um corpo de preceptores bastante preparados e a qualidade do ensino foi fundamental para minha capacitação profissional. Os dois anos da Residência Médica em Pediatria contribuiu significativamente para minha formação teórica e prática”, comemora a médica.
Ensino e pesquisa no HDM
O HDM é considerado a maior maternidade em volume de atendimentos do Estado de Pernambuco, além da assistência, realiza atividades de Ensino e Pesquisa, atuando como cenário de prática para atender à demanda de estágios dos diversos cursos das áreas da saúde, da Universidade Federal do Vale do São Francisco/UNIVASF e da Universidade Estadual de Pernambuco/UPE.
“A missão do HDM é garantir, de forma inovadora e sustentável à população da macro região do médio São Francisco, assistência à saúde materno-infantil com qualidade, de forma humanizada, integrada ao ensino e à pesquisa, contando com o empenho e a satisfação de todos os colaboradores”, ressalta a diretora de ensino e pesquisa, Angélica Guimarães.
Foi iniciado em 2011 dois Programas de Residência Médica (PRM ) de Ginecologia e Obstetrícia, e Pediatria, e dois Programas de Residência em Enfermagem (PRE), em saúde da Mulher e Saúde da Criança. Atualmente são ofertadas 10 vagas no PRM de Pediatria, 04 vagas no PRM de Ginecologia e Obstetrícia, 07 vagas em PRE em saúde da mulher e 03 vagas em Saúde da Criança.
“No âmbito da pesquisa, servimos de celeiro para as diversas pesquisas acadêmicas realizadas na região (dissertação de Mestrado, Trabalhos de conclusão de curso/TCC, relato de casos, etc.), além da participação em estudos multicêntricos. Para tanto contamos com o intercâmbio e a parceria técnica e científica do IMIP para desenvolver nossas atividades de ensino e investigação científica”, finaliza a diretora.
ASSESSORIA DE IMPRENSA HOSPITAL DOM MALAN/IMIP – PETROLINA (PE)
IAT e Univasf inauguram extensão do Polo UAB de Juazeiro

O Instituto Anísio Teixeira (IAT), em parceria com a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), inauguraram a unidade de extensão do Polo da Universidade Aberta do Brasil (UAB), em Juazeiro, no norte da Bahia, nesta sexta-feira (16). Com 542 estudantes de 16 cursos, entre licenciaturas, bacharelados, especializações e extensões, o Polo UAB de Juazeiro integra a rede de 25 polos mantidos pelo IAT na Bahia.
“O nosso próximo desafio é levar uma extensão do polo UAB para a unidade prisional de Juazeiro, proposta da Univasf que considero de grande relevância do ponto de vista educacional e importante para a ressocialização dos detentos”, afirmou o diretor-geral do IAT, Severiano Alves, que também colocou a educação a distância como algo fundamental para a qualidade da educação. “Não temos como chegar em todos os lugares do País se não for por meio da EaD. Por isso, ela é de fundamental importância, pois cumpre também a função de formar cidadãos qualificados para o mundo do trabalho”.
De acordo com a coordenadora do Polo UAB de Juazeiro, Rosângela Cunha, a ampliação permitiu que, em 2017, a unidade possa chegar a ofertar um total de 713 vagas, em 14 cursos. “Esta ampliação nos proporciona a possibilidade de uma oferta maior de cursos, que atendem às demandas sociais, a exemplo do curso de bacharelado em Administração Pública, que contabilizamos mais de 1,2 mil inscrições”, comemorou a coordenadora.
Fonte: Ascom/IAT
EUA anunciam morte de “ministro da Informação” do Estado Islâmico

O Pentágono informou hoje (16) que matou o “ministro da Informação” do Estado Islâmico, Wa’il Adil Hasan Salman al-Fayad, em um ataque aéreo realizado no dia 7 de setembro em Raqqa, na Síria. As informações são da Agência Ansa.
Segundo o porta-voz da entidade, Peter Cook, “Dr. Wail”, como era conhecido, era um dos líderes mais importantes do grupo terrorista e o responsável pela “supervisão” dos vídeos que mostravam as execuções e torturas cometidas pelos extremistas.
Ainda de acordo com Cook, o “ministro” era muito ligado a Abu Muhammad al-Adnani, considerado o porta-voz dos jihadistas e morto em um ataque aéreo em 30 de agosto.
Trégua
Apesar de estar vivendo uma trégua nas ações militares, a ONG Observatório Nacional para os Direitos Humanos na Síria (Ondus) informou que 54 pessoas foram mortas nas últimas 24 horas no país.
Dessas, 34 eram civis e 20 eram militantes de diversos grupos. Entre os civis, 11 eram crianças. O balanço mais sangrento ocorreu em Mayadin, cidade controlada pelo Estado Islâmico, onde 27 civis morreram em um ataque aéreo ocorrido ontem (15).
A trégua humanitária atinge grandes partes do território sírio, mas não inclui as áreas dominadas pelos extremistas do Estado Islâmico e da Frente al-Nusra.
Agência Brasil
Comitê presta homenagem ao ator Domingos Montagner

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco emitiu, ao final da XIX Plenária Extraordinária da entidade, encerrada nesta sexta-feira (16.09), em Belo Horizonte (MG), uma moção de pesar pelo falecimento do ator Domingos Montagner, aos 54 anos, vítima de afogamento no rio São Francisco, no município sergipano de Canindé do São Francisco.
Montagner estava na cidade para gravar as últimas cenas da novela Velho Chico, na qual interpretava o protagonista ‘Santo’. Como ressaltou o presidente do CBHSF, Anivaldo Miranda, a morte do ator envolveu emocionalmente o próprio colegiado em vista de sua relação com a novela já que o Comitê foi convidado pelos autores da trama para uma espécie de consultoria sobre o rio e suas peculiaridades. Além da moção, os membros fizeram um minuto de silêncio em homenagem ao ator.
ASCOM – Assessoria de Comunicação do CBHSF
Levy Fidelix se diz contrário a políticas para mulheres e população LGBT


O candidato pelo PRTB à prefeitura de São Paulo, Levy Fidelix, se posicionou hoje (16) contra políticas específicas para mulheres e para a população LGBT. “Não podemos fazer essa política petista do passado de dividir a sociedade em segmentos. Querem por um lado cota racial. Mulher agora também?”, disse ao participar da série de sabatinas da TV Brasil em parceria com o jornal El País com os candidatos a prefeito. A entrevista, ao vivo, foi feita durante edição especial do Repórter São Paulo, às 12h30.
“Tem que ser política só de mulher, não. Tem que ser política da família. Com a família a gente envolve o homem e a mulher”, acrescentou ao defender que boas medidas beneficiam todos igualmente. “Quando você dá uma creche, você beneficia quem? A mãe”, exemplificou.
Sobre gays, lésbicas e transexuais, Fidelix disse que, caso eleito, vai tratar essa parcela da sociedade como “contribuintes”: não pretende destinar medidas específicas, mas também não planeja interromper os programas em andamento. “Se existem esses projetos [específicos para a população LGBT] por que cortá-los? Agora potencializá-los, não. Porque é uma minoria ínfima. São Paulo tem tantas crianças passando fome, problema de creche e isso é tão ínfimo”, disse.
Táxis
O candidato do PRTB defendeu ainda que os motoristas de táxi sejam indenizados pelas perdas causadas pela chegada do aplicativo Uber à capital paulista. “O taxista pagou de R$ 85 mil a R$ 120 mil para ter a sua concessão. Caberá, para ter isonomia e igualdade, dar a indenização para equalizar a regra do jogo”, disse. Ele avalia que os motoristas merecem receber valores em torno de R$ 100 mil.
Além das indenizações, Fidelix disse que tem a intenção de criar uma central de atendimento para facilitar o contato entre passageiros e taxistas. “Caberá à prefeitura dar a eles um centro de telemarketing. As pessoas poderão ligar para o centro da prefeitura e pedir o táxi”, acrescentou.
Os recursos viriam, segundo o candidato, da renegociação da dívida do município e do redirecionamento do dinheiro usado em outras ações, como a construção de ciclovias. “São Paulo negocia muito mal a sua dívida. Eu quero fazer uma reforma completa nas finanças de São Paulo. Primeiro, uma auditoria, porque está se gastando mal. Está se gastando fortunas para pintar o chão, fazer ciclovias que podem ser adiadas”, disse.
Fidelix também se manifestou contra a redução da velocidade nas marginais Tietê e Pinheiros. “Tem que voltar aos 90 quilômetros por hora nas vias expressas e nas vias colaterais os 70 (quilômetros por hora). Porque estamos andando como tartaruguinha”, enfatizou. Em julho do ano passado, a administração municipal adotou a redução da velocidade nas marginais, limitando a 50 km/h, 60 km/h e 70 km/h nas pistas locais, centrais e expressas.
O candidato criticou ainda a aplicação de multas contra os motoristas infratores. “O [prefeito Fernando] Haddad arrecada por ano R$ 1 bilhão somente com multas aplicadas ao povo. Isso é um absurdo! Ampliou de 300 para 900 radares. Isso é criminoso. Todo dia você chega em casa e tem uma multa”, protestou.
Aerotrem
O candidato aproveitou a oportunidade para falar de sua proposta mais conhecida: o Aerotrem – trem suspenso sobre trilhos. “Um aerotrem, monotrilho, tira da cidade dez ônibus. Então, ele é muito bom. Eu faria mais de 30 quilômetros”, disse após criticar os gastos com os monotrilhos em construção na capital paulista.
Sobre os recursos necessários para o investimento, Fidelix disse que a solução é retirar os subsídios dado às empresas de ônibus. “Cabe à prefeitura essa questão de mobilidade urbana. Tem que tirar o dinheiro que investe em empresa de ônibus, uma coisa ultrapassada”, defendeu.
Agência Brasil
Brasil perdeu 1,5 milhão de empregos formais em 2015

A recessão econômica do ano passado teve efeitos perversos no mercado de trabalho. Em 2015, o Brasil perdeu 1,51 milhão de postos formais, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada hoje (16) pelo Ministério do Trabalho. O resultado é o pior da série histórica, iniciada em 1985.
A retração no mercado de trabalho fez o número de trabalhadores formais (com carteira assinada) cair de 49,6 milhões no fim e 2014 para 48,1 milhões no fim do ano passado. Essa foi a primeira vez desde 1992 em que o país acumulou perdas de empregos no mercado formal de trabalho. Naquele ano, o Brasil tinha eliminado 623 mil vagas.
Divulgada uma vez por ano, a Rais é mais ampla que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e engloba não apenas os trabalhadores do setor privado, mas trabalhadores temporários e servidores públicos federais, estaduais e municipais. Para medir o desempenho do mercado de trabalho, a Rais contabiliza a diferença entre as contratações e as dispensas.
As demissões em massa e as contratações por salários mais baixos afetaram os rendimentos médios reais dos trabalhadores, que recuaram 2,56% em 2015 em relação a 2014. Em valores absolutos, a remuneração média individual caiu de R$ 2.725,28 em 2014 para R$ 2.655,60 em 2015.
Na comparação por setores da economia, apenas a agropecuária contratou mais do que demitiu no ano passado, tendo criado 20,9 mil vagas formais. Os demais setores registraram quedas, com destaque para indústria de transformação (-604,1 mil), construção civil (-393 mil) e comércio (-195,5 mil).
Entre as regiões, o Sudeste foi a que mais eliminou postos de trabalho, com 900,3 mil trabalhadores a menos. Em seguida, vêm o Nordeste (-233,6 mil) e o Sul (-217,2 mil). Apenas três estados acumularam aumento no número de empregos formais em 2015: Piauí (3 mil), Acre (2,8 mil) e Roraima (2,2 mil).
Em relação à faixa etária, o desemprego afetou principalmente os jovens. Na faixa de 18 a 24 anos, foram eliminados 673,4 mil postos de trabalho, contra 477,8 mil entre 25 e 29 anos, 233,9 mil de 30 a 39 anos, 172,1 mil de 40 a 49 anos, e 107,7 mil na faixa até 17 anos. Somente a categoria acima de 50 anos registrou ampliação de vagas: 154,4 mil.
Agência Brasil
Músico Fred Pontes é acusado de agredir uma jovem pelas redes sociais
“Hate speech”, significa, traduzindo do inglês, discurso do ódio, o que vem se tornando cada vez mais frequente no Brasil, por pessoas que se utilizam do campo virtual para expor, com ódio e agressões, quem quer que pense ou seja diferente. É estarrecedora a onda crescente de ataques, difamações, xingamentos e agressões, revelando a intolerância do internauta tupiniquim. O que se tem visto nas redes sociais é o acirramento do discurso de ódio, de intolerância às diferenças. Por trás do anonimato ou da covardia daqueles adeptos “do agir pelas costas”, encorajados agora pela virtualidade das relações, os internautas, acreditando que internet é terra sem lei, descarregam preconceitos, ira e tirania.
O intenso debate nas redes, na maioria das vezes com xingamentos e discursos rasos, incentivam o ódio e a divisão. Os temas mais atacados, além de preferências e ideologias políticas e partidárias, são o racismo, a homofobia, a xenofobia e o ódio às mulheres – a misoginia, que se alastra pelas redes. Assédio, pornografia de vingança, incitação ao estupro e outras violências são, por vezes, travestidos de “piadas” curtidas e compartilhadas, reforçando o machismo presente na sociedade. A cada 11 minutos, uma mulher é estuprada no Brasil e as redes sociais amplificam esse ódio, reafirmando preconceitos e frustrações.
Em Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), cidades onde as pessoas ainda se conhecem e se reconhecem, um grupo de estudantes de uma instituição superior e amigos destes, vem sendo acusado de atacar e achincalhar pessoas, principalmente mulheres, nas redes sociais, quando estas expõem suas opiniões e ideologias a cerca de temas que estão em pauta na sociedade brasileira.
Em fevereiro deste ano, foi amplamente denunciado o caso da Professora universitária Janaína Guimarães, que ministra aulas sobre questões de gênero, em Petrolina, atacada por este mesmo grupo. A vítima denunciou os agressores e o processo corre na justiça. A ação parece não ter intimidado o grupo de rapazes das duas cidades, que continua agindo da mesma forma e fazendo novas vítimas. Desta vez foi uma jovem estudante de 18 anos, que mora em Juazeiro e estuda Artes Visuais na Univasf. A universitária manifestou sua opinião sobre aborto no Facebook, quando iniciou-se o ataque moral e xingamentos , com termos chulos e agressivos.

A família da vítima prestou queixa na Delegacia da Mulher, em Juazeiro, apontando o músico juazeirense Fred Pontes como autor das agressões. Fred Pontes também é acusado no processo, que já corre na justiça, pela agressão à Professora Janaína Guimarães. Clarice Alves, irmã da vítima da vez, que vamos preservar a identidade, está inconformada com a situação vexatória e falou para o Portal Preto No Branco: “Estamos chocados. Uma agressão gratuita. Uma conduta violenta. A atitude deste rapaz é de uma violência sem tamanho. Ele é reincidente e isso precisa parar. Fico me perguntando se ele tem mãe, irmã, filha, porque isso não é comportamento de uma pessoa normal, mas de um doente. Toda minha família está indignada, revoltada”.
Clarice Alves declarou ainda que a família acredita nas instituições e tomará todas as medidas judiciais “Vamos levar este caso até o fim. Minha irmã participou de um debate entre jovens no Facebook sobre aborto e foi agredida, exposta, por este rapaz que sequer a conhece. Ela foi exposta e atacada na sua moral. Isso não pode ficar assim. Uma garota que acabou de sair da adolescência ser agredida assim, porque exerceu seu livre direito de expressão?! É uma tirania. Não aceito este tipo de agressão, minha família não aceita”, concluiu Clarice.
O Portal Preto No Branco reserva-se ao direito de não reproduzir aqui, na íntegra, o conteúdo difamatório, altamente agressivo e chulo, por respeito à vítima e aos leitores. Replicamos a postagem, tentando, ao máximo, minimizá-la, extraindo termos impróprios. Informamos que já recebemos outras denúncias que apontam o músico com este mesmo tipo de comportamento misógino.
Quando alertado sobre a possibilidade de ser processado pelas ofensas, o músico respondeu :

E alertamos: o direito à liberdade de expressão não é absoluto, legislações tratam o discurso de ódio explicitamente como um limitador da liberdade de expressão. São necessárias ações educativas e de conscientização para reduzir a intolerância entre os internautas, que, se apoiando no anonimato, ou na distância do “cara a cara”, expressam seus preconceitos e crueldade. Expressamos nossa solidariedade a vítima, as vítimas e lembramos: Internet não é terra sem lei. Se houver interesse investigativo, os agressores podem e devem ser identificados e punidos.
Pela dignidade humana, precisamos dar um basta na ação dos ativistas do ódio!
A produção do Portal Preto no Branco tentou entrar em contato com o acusado através das redes sociais, telefone celular e telefone residencial, mas até o momento não conseguimos falar com o músico. O nosso espaço está à disposição do mesmo, para esclarecimentos.



