Preto no Branco

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Maria da Penha envia nota ao Preto No Branco sobre os 10 anos da Lei que leva o seu nome

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MariaDaPenha

Diante do atual Século é interessante observar que o desdobramento histórico dos direitos humanos, desde o registro cronológico da civilização é o que ainda hoje constitui um grande desafio, no que se refere, por exemplo, à igualdade entre homens e mulheres. Em 2016, no nosso país, ainda persiste o cenário de debates intensos para explicar as nossas crianças, jovens e adultos por que em mulher não se deve bater, espancar, maltratar, estuprar e violentar! Investimos em horas de Palestras, Encontros, Conferências, Simpósios, Aulas, em Mídias, em Políticas Públicas, para convencer a uma população de mais de 200 milhões de habitantes que não se deve bater e assassinar mulheres porque são mulheres!

Bem, este ainda é o contexto que persiste após os 15 anos de início deste novo Século. Pois, ao ouvirem este meu discurso, até então, rapidamente, vem as vossas consciências, de que SIM! É UM ABSURDO SE BATER EM MULHER! SIM, É TERRÍVEL HAVER EM NOSSA SOCIEDADE ESPAÇO PARA ESTUPROS COLETIVOS! SIM, É TERRÍVEL SABER QUE MULHERES CASADAS SÃO COTIDIANAMENTE ESTUPRADAS, CASO SE RECUSEM A MANTER RELAÇÕES SEXUAIS COM OS SEUS MARIDOS OU COMPANHEIROS! SIM, É UM ABSURDO SABER QUE EXISTEM CRIANÇAS E ADOLESCENTES QUE, NESTE MOMENTO ESTÃO SENDO VIOLENTADAS PELOS SEUS PAIS!

Aqui, neste momento de breve reflexão sobre os 10 ANOS DA LEI 11.340/06 – Lei em que emprestei o meu nome em razão dos crimes que foram cometidos contra mim e só reconhecidos pelo Estado Brasileiro em razão das pressões internacionais, acredito que todas e todos devem concordar que devemos colocar um fim na Violência contra as Mulheres. É claro que todas e todos nós concordamos com fim da Violência; mas o que estamos fazendo para que isto ocorra? Quantos de nós ainda reproduz piadas e adágios que dizem que “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, “ele pode não saber porque está batendo mas, ela sabe muito bem porque está apanhando”, entre outros? Esta questão poderia ser facilmente respondida se todas e todos nós reconhecêssemos que as mulheres que estão ao nosso lado, à frente ou atrás, no passado, no presente ou no futuro, de qualquer classe social, etnia e cultura, enfim dos mais diversos segmentos, indiscutivelmente merecem ter os seus direitos ampliados, garantidos e protegidos pelas leis, respeitados e reconhecidos por toda a sociedade.

Ao completar 10 Anos a Lei Maria da Penha enfrenta vários desafios, em meio a desconfianças quanto a sua legitimidade e aspectos positivos sobre a sua aplicabilidade. Porém, é importante ressaltar que a Lei Maria da Penha contribuiu positivamente para alteração comportamental entre autores da violência e vítimas, destacando três principais indicadores para essa mudança 1) aumento do custo da pena para o agressor; 2) aumento do empoderamento e das condições de segurança para que a vítima pudesse denunciar; e 3) aperfeiçoamento dos mecanismos jurisdicionais, possibilitando ao sistema de justiça criminal que atendesse de forma mais efetiva os casos envolvendo violência doméstica.

É verdade que por muito tempo o Estado brasileiro se omitiu e foi ineficaz ao tratar de questões referentes a gênero. Prova isto a acusação em que recebeu da Organização dos Estados Americanos (OEA), por ser negligente aos casos de violência doméstica praticada contra as mulheres. No meu caso, foram 19 anos e seis meses buscando por justiça através do cumprimento das leis na tentativa de salvaguardar a minha dignidade. Contudo, antes e depois do meu caso, ainda presenciamos práticas do descaso público, em muitas localidades deste País que apresenta mais de 5 mil e quinhentos municípios e nos quais, diante da violência praticada contra as mulheres, presencia-se, ainda, a banalização dessa violência em forma de tolerância aos abusos sexuais, psicológicos (na versão de torturas), na violência patrimonial e moral.

Esses comportamentos e reações em relação à violência praticada contra a mulher reforçam que essa violência ligada às questões de gênero decorre de um processo histórico e constitui-se dentro de um arcabouço cultural. Sendo assim as medidas necessárias para uma reversão desse processo devem ser entendidas para além apenas do âmbito jurídico. É preciso que se atue de uma maneira a apontar perspectivas de mudança desta cultura machista patriarcal que violentou e violenta milhões de mulheres em nosso país. Nessa perspectiva reconhecemos que a educação apresenta-se como principal alternativa quando o objetivo é contribuir com a desconstrução de uma cultura de violência e a promoção de uma cultura de paz na defesa dos direitos humanos.

Assim, ao completar 10 anos, a Lei Nº 11340/06 – Lei Maria da Penha não deixa dúvidas de que várias foram as mudanças ocorridas, tais como: aumento, significativo, do número de Delegacias Especializadas de Atendimento às Mulheres (DEAM’s); criação das Varas de Violência contra a Mulher; criação de Casas Abrigos e Centro de Referências, definição das Medidas Protetivas para a mulher vítima e criminalização da cultura da violência com a lei do Feminicídio.

Contudo, é necessário dizer que o grande feito da Lei nº 11340/06 não está em punir os homens, mas em punir os homens agressores”. Pelo fim da banalização dos crimes de violência contra a mulher é necessário fazer e dizer um basta!! É necessário não permitir que decisões de pequenos ou grandes segmentos do poder judiciário e ou legislativo possam ameaçar a estabilidade da Lei e colocar em segundo plano o que deveria ser o principal foco: a devida implementação da Lei.

A Lei Maria da Penha não precisa ser alterada. Ela precisa ser cumprida, efetivada, fortalecida na sua implementação pelos gestores públicos e pelos operadores do direito. Não é possível mais estarmos enfrentando embates sobre aplicar ou não a Lei Maria da Penha. Se violência contra a mulher é ou não de menor potencial ofensivo! Se deve ou não aplicar as medidas protetivas! Se deve ou não permitir encontros da justiça restaurativa ou, grosso modo encontros de reconciliação!

A Lei Maria da Penha deve e tem que ser aplicada, em qualquer contexto da violência contra a mulher! Em qualquer espaço seja urbano ou rural, do litoral ao sertão, em casa, no trabalho ou na escola. Nos asilos ou nas creches, a Lei precisa ser aplicada com eficácia, compromisso e responsabilidade de todas e todos que queiram acabar com a cultura da tolerância. Discando o 180, indo aos Centros de Referências, as Delegacias, ao Ministério Público, às Varas de Violência contra a Mulher em qualquer âmbito ou momento, nos ajuda a dizer

NÃO A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER! NÃO À CULTURA DA TOLERÂNCIA!

NÃO AO FEMINICÍDIO!

NÃO AO ESTUPRO COLETIVO!

POR UM MUNDO SEM VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, DIGA: NÃO MEXA NA LEI MARIA DA PENHA!

 

Fortaleza, 05 de agosto de 2016.

Maria da Penha

Instituto Maria da Penha Inspiradora da Lei Federal 11340/06 – Lei Maria da Penha

A Vaia por Álamo Pimentel

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A cerimônia de abertura dos jogos olímpicos no Brasil incluiu na sua produção oficial a expectativa da vaia contra o presidente interino. A grande mídia divulgou que partiu do próprio Michel Temer a inciativa de solicitar a supressão do seu nome no ato inaugural das olimpíadas em solo Brasileiro. O vexame público já era esperado por todos.

A vaia expressa uma performance coletiva de protesto à conduta de indivíduos, que, em alguma medida, ocupam posições sociais de destaque na vida pública. O coro sonoro da última vogal do nosso alfabeto expõe qualquer personagem de destaque da cena social ao vexame. Quando isso ocorre em momentos apoteóticos com hipervisibilidade midiática não há como abafar o grito. Sob a pressão da plateia no Maracanã e diante das lentes de todo o mundo, o presidente interino fracassou na tentativa de evitar o testemunho do povo quanto ao papel histórico que cumpre neste momento. Assumiu o poder pela porta dos fundos da democracia representativa e foi reprovado numa janela aberta para o mundo pela porta da frente da democracia participativa na mais famosa arena do país.

Houve vaias com a simples aparição da imagem do presidente interino nos telões do Maracanã. O protesto sonoro ganhou força quando a única frase feita rompeu o silêncio blindado do mandatário de ocasião. Enquanto o povo vaiava, a diplomacia pitoresca do camarote oficial exibia aplausos constrangidos. Nos comentários dos jornalistas que forjam opiniões favoráveis ao chefe do golpe contra a democracia brasileira, tentativas graciosas de relativização das vaias: “é o Maracanã, aqui até um minuto de silêncio é vaiado”- dizia uma reconhecida voz masculina da Rede Globo de Televisão. Em seguida a dupla de comentaristas tentou uma emenda: “mas foi uma vaia para o Temer, que já esperava. Reagiu do jeito dele”. Diante daquele fato qualquer condescendência estava fadada ao fracasso. Aliás, o coro popular elevou o fracasso das instituições públicas no Brasil do presente como símbolo paradoxal da hospitalidade que oferecemos neste momento, aos participantes do maior espetáculo da exacerbação das disputas pelo sucesso.

A máscara da seriedade fixou a rigidez das aparências do presidente na exposição ao ridículo. A descontração teatral dos comentaristas da Rede Globo tentou flexibilizar a dureza dos fatos. Eles jogam no mesmo time. Disputam o poder por meio da espetacularização da farsa como garantia de apagamento histórico da tragédia que consome a nossa democracia. Não é demais lembrar que na última década da nossa história a Rede Globo foi derrotada em todas as suas tentativas de eleger presidentes da República. A única eleição ganha até o momento foi indireta, ainda está em vias de consolidação e resulta de uma bizarra e bem sucedida aliança política com as três esferas do poder comprometidas com o golpe (e com a participação efetiva dos detentores de grandes fortunas). Em tempo de Olimpíadas a rejeição pública ao representante da maior instância do poder executivo Brasil é motivo de celebração do ‘jeito Temer de ser’ por parte dos seus patrocinadores.

Da parte do povo fica a memória do protesto espetacular. Nestes quase três meses de permanência no cargo do presidente interino este foi o primeiro protesto contra a sua conduta pública amplamente divulgado pelos meios de comunicação que o apoiam. As vaias não relevaram apenas o protesto popular. Elas também revelaram o tratamento que é dado à informação na distorção dos fatos para o controle da opinião com o firme propósito de sustentação das oligarquias midiáticas que sempre nos governaram. Ocorre que após a redemocratização do país, os oligarcas da mídia  nos governam hoje sob a forma de uma ditadura graciosa que dispensa a força das armas, graças à competência dos seus serviçais na fabricação do entretenimento deformante da nossa mentalidade política enquanto Nação.

As vaias do dia 05 de agosto foram políticas e marcaram os investimentos milionários do espetáculo de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio com a estética do fracasso da democracia no Brasil. Os jogos de luz e sombra que laboriosamente revelaram a grandeza do evento não esconderam a indignação honesta da multidão de brasileiras e brasileiros presentes no espetáculo. Vaias esperadas, vaias recebidas. As vaias foram além. Orquestraram vozes de uma multidão até agora sufocada pela República das Novelas. Introduziram o grito coletivo de protesto como performance da participação popular na nossa atual tragédia. Provamos ao mundo que sabemos produzir beleza com o luxo e o lixo da nossa história.

Álamo Pimentel, juzeirense, poeta, ensaísta, especialista em Antropologia, doutor em Educação, pós doutor em Sociologia do Conhecimento, professor da Universidade Federal do Sul da Bahia.

Seminário discute tecnologias e inovação no setor de panificação

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Evento acontece nos dias 9 e 10 de agosto, no Opara Palace Hotel, em Juazeiro.

Com o objetivo de qualificar empresários de micro e pequenas empresas do ramo de panificação, confeitaria, doceria, pizzaria e casas de bolos, o Sebrae realiza palestras e oficinas gratuitas em Juazeiro. O Encontro Setorial de Panificação acontece nos dias 9 e 10 de agosto, das 9h às 13h, no Opara Palace Hotel, localizado na Praça Dr. José Inácio da Silva, 23, Centro.

Para participar das capacitações, os empresários do setor podem se escrever gratuitamente na sede do Sebrae Juazeiro, na Rua Coronel João Evangelista, n 22, Centro ou pelo telefone (74) 36120827. As vagas são limitadas.

Durante os dois dias, a programação vai abordar temas como reduzir as perdas e falhas nos processos e aumentar a lucratividade de sua empresa, como criar um padrão de qualidade de seus produtos, qualidade do pão francês e inovação em produtos.

O técnico do Sebrae, Rinaldo Moraes, esclarece que o encontro setorial de panificação visa atualizar os empresários sobre as principais tendências do segmento e ajudá-los a descobrir novas ferramentas e ações para o sucesso dos negócios. “Eles precisam aprimorar as técnicas de gestão e conhecer as tecnologias de produção disponíveis no mercado. A diversidade de produtos nos balcões e nas conveniências é uma opção cada vez mais criativa para atrair os clientes, que, além do pão francês, vão em busca de diferenciais para a alimentação diária”, explica.

Realizado pelo Sebrae, o evento conta com a parceria do Instituto Tecnológico da Alimentação, Panificação e Confeitaria (ITPC) e apoio das empresas de alimentos Adinor e Bunge.

Programação

Data: 9 de agosto
9h – Abertura do Evento
9h30 – Palestra “Como Reduzir as Perdas e falhas nos Processos e Aumentar a Lucratividade de sua empresa” – Parceria ITPC
10h30 – Palestra “Mesmo Peso, Mesma Medida – Como criar um Padrão de qualidade de seus Produtos” – Parceria ITPC
11h30 – Oficina Inovação em Produtos – Parceria Bunge
12h30 – Coffee break
Sorteio de Brindes
13h – Encerramento do Evento

Data: 10 de agosto
9h – Abertura do Evento
9h30 – Palestra “Preparar a Equipe para a Construção da Qualidade Total – Uma Exigência de Mercado”
10h30 – Palestra “Qualidade do Pão Francês – Os impactos da norma da ABNT no faturamento da sua Panificadora”
11h30 – Oficina Inovação em Produtos – Parceria Adinor
12h30 – Coffee break
Sorteio de Brindes
13h – Encerramento do Evento
Agência Sebrae de Notícias Bahia

PC do B e partidos aliados realizam a maior Convenção que Remanso já viu

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Marcos Palmeira e a alegria da vitória
Nem os carros de som com mensagens desmobilizando o Povo, nem as publicações adulterando a determinação judicial, nem o calor ou o horário, conseguiram esvaziar as Convenções dos dez partidos que se constituíram na Coligação “Chegou a Hora de Mudar” realizada no começo desta tarde, 05 de agosto de 2016, em Remanso.

Foram pronunciamentos de compromisso, a saudação da chegada de novos partidos e novos aliados, como o Vereador Doutor, Presidente da Câmara; o entusiasmo de velhos combatentes como Vavá Costa e a alegria de milhares de pessoas lotando um espaço estimado em quase dois mil metros quadrados.

A presença do Deputado Zó (PC do B), saudado como “a força, a voz e a coragem do povo sertanejo”, as mensagens do Professor Alcides da UNIFAN e dos Deputados Federais Daniel Almeida (PC do B) e José Carlos Araújo (PR) agitaram os presentes; a fala do Prefeito de Juazeiro, Isaac Carvalho, mostrando a diferença entre as administrações da velha política e a da sua cidade, administrada pelo PC do B.

Professor Flávio fala

“Recebi Juazeiro com apenas duas obras em convênio com o Governo Federal, inadimplente e sem nenhum projeto. Hoje Juazeiro já entregou 11 mil casas do Minha Casa Minha Vida e foi campeã nacional em geração de emprego e renda no último mês de junho. Marcos Palmeira será um prefeito do PC do B para administrar como administramos. “

O Deputado Zó falou de seu trabalho, da sua dedicação e do empenho que terá, juntamente com os deputados pertencentes aos partidos da Coligação para garantir a Marcos Palmeira um governo de sucesso, empreendedorismo e realizações em Remanso: “A hora de mudar é agora! “, arrematou.

Falaram os presidentes dos partidos coligados, o ex-vice-prefeito Hugo Regis e o ex-prefeito Renato Rosal, aplaudido e o Vereador Humberto Santos, filiado ao PC do B e “um guerreiro a favor do povo”.

Vavá Costa, combatente, valente, lembrou das mazelas causadas por “gestores que saquearam os cofres públicos” e da diferença entre o palanque da Mudança e o outro lado e o Vereador Manoel Oliveira, da alegria de estar ao lado de Marcos Palmeira nesta caminhada rumo à vitória.

Didático, reconhecido e aplaudido, o vice-prefeito da chapa de Marcos Palmeira, Flávio da UNIFAN, chamou a militância à ação: “A responsabilidade de cada um é sair daqui e transformar-se em um agente da Mudança, em um multiplicador deste sentimento que percorre o povo de Remanso”

Pouco depois das 14:00 horas, com a quadra da Sociedade Operária lotada, com energia a vibração depois de duas horas, a multidão saudou Marcos com o grito: “Mudança Já”.

Marcos Palmeira falou de seu esforço, da experiência que tem, dos apoios e da força política que representa na Bahia e no Brasil. Reiterou seu compromisso de Mudar Remanso e do abandono da cidade e a certeza da vitória.

ASCOM PC do B Remanso

Senadora pede investigação sobre denúncia de garota contra Marco Feliciano

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A procuradora da Mulher no Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), entrou hoje (5) com pedido de investigação no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) do caso em que uma jovem militante do PSC acusa o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) de tentar estuprá-la em um apartamento em Brasília. A senadora alega que o episódio envolve um parlamentar “tido como zelador de direitos e garantias fundamentais”.

“A denúncia é mais um caso de assédio sexual, praticado por figura tida como zelador de direitos e garantias fundamentais, mais uma demonstração do cenário machista que compõe nosso Parlamento e nossa sociedade. O grave relato de uma estudante que foi pressionada para sair de Brasília, a fim de evitar um escândalo, precisa ser investigado e a culpa atribuída ao autor do fato”, diz o ofício encaminhado pela senadora ao procurador-geral de Justiça do MPDFT, Leonardo Bessa.

Vanessa Grazziotin anexou ao pedido reportagem publicada no último dia 2, na qual a garota que acusa Feliciano relata o caso a um jornalista. Segundo informações da coluna Esplanada, do Portal UOL, a garota tem tido comportamento instável, reiterando e desmentindo os fatos inúmeras vezes.

A coluna também informa hoje que o chefe de gabinete de Feliciano, Talma Bauer, foi preso hoje em São Paulo, por fatos relacionados ao caso. A Agência Brasil ainda não conseguiu confirma a informação. O deputado Marco Feliciano e seu gabinete em Brasília não atenderam às ligações da reportagem.

Agência Brasil

Chefe de gabinete de Feliciano é preso por participar de suposto estupro

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Chefe de gabinete do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), Talmo Bauer, foi preso preventivamente nesta sexta-feira(5). Ele responde a acusação de sequestro qualificado contra uma jovem que teria sido estuprada pelo deputado.

A denúncia foi feita pela jornalista Patrícia Lelis, ex-militante do PSC jovem. Segundo ela, o parlamentar teria a atraído para seu apartamento funcional. “Ele falou que tinha uma reunião do PSC jovem, mas quando cheguei lá só estava ele”, disse. “Ele tentou levantar meu vestido e tirar minha blusa. Como eu não deixei, ele me deu um soco na boca e um chute na perna”, completou. Segundo a jovem, ela só conseguiu escapar porque uma vizinha ouviu seus gritos e tocou a campainha para saber se estava tudo bem.

Depois disso, o chefe de gabinete de Feliciano a forçou a gravar dois vídeos em que negava as agressões, além de fazer elogios ao parlamentar. As gravações foram publicadas  na internet. “Ele também pagou a senha do meu Facebook e do whatsapp e passou a mandar mensagens em meu nome”.

A Procuradoria Especial de Mulher do Senado pediu a Procuradoria-Geral da República para investigar o deputado.

Bocão News

Michel Temer não é anunciado em abertura da Olimpíada no Rio

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Uma quebra de protocolo marcou o início da cerimônia de abertura do Rio de Janeiro. O presidente interino Michel Temer não foi anunciado ao lado de Thomas Bach, presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional). O protocolo previa a apresentação da dupla, mas apenas o segundo teve seu nome chamado ao microfone.

O presidnete interino teria pedido ao comitê que não fosse anunciado na abertura dos Jogos Olímpicos 2016.

No primeiro jogo da seleção masculina no Mané Garrincha, torcedores levaram faixas contra o processo de impeachment e um grupo já estava se mobilizando para gritar o nome do juiz Sérgio Moro durante os jogos.

Bocão News

Show de luzes e mistura de ritmos dão o tom da abertura da Rio 2016

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Rio será lembrado por uma cerimônia descolada, segundo produtor executivo da cerimônia, Marco Balich Reuters/Antonio Bronic/Direitos Reservados

Como haviam adiantado os diretores criativos da cerimônia de abertura, projeções e luzes foram os principais recursos tecnológicos utilizados na abertura dos Jogos Olímpicos. As projeções no chão do Maracanã criaram efeitos muito aplaudidos pelo público, como o voo do 14 Bis sobre o Rio de Janeiro, a transformação da floresta em um país tomado por plantações e grandes cidades e os traços arquitetônicos de Oscar Niemeyer no caminho da “Garota de Ipanema” Gisele Bündchen.

Os diretores criativos do espetáculo Daniela Thomas, Andrucha Waddington e Fernando Meirelles  haviam anunciado que o recurso seria a grande aposta da cerimônia, devido a limitações impostas pelo estádio do Maracanã.

Ao contrário das aberturas anteriores, o Maracanã não é um estádio olímpico (não tem pista de atletismo), o que reduz o espaço disponível. O estádio também tem muitos lugares no nível do campo, o que impede que palcos elevados sejam montados para que equipamentos e acessórios possam ser retirados dos subsolos e escondidos depois. Para completar, o Maracanã tem portas de menos dois metros de altura, o que inviabiliza a entrada de grandes alegorias ou estruturas.

Todas essas dificuldades se somam ao orçamento reduzido da cerimônia do Rio. O valor não foi divulgado, mas, segundo os seus organizadores, é bem menor que das edições anteriores. O produtor executivo da cerimônia, Marco Balich, disse que Atenas foi marcante por ter sido clássica, Pequim teve uma abertura grandiosa, Londres fez uma festa inteligente e o Rio seria lembrado por uma cerimônia descolada. “É a festa mais legal em que eu trabalhei”, disse ele, que também produziu a abertura dos Jogos de Inverno de Socchi, na Rússia.

Publico cantando

Rio de Janeiro - Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, no Maracanã (Reuters/Kai Pfaffenbach/Direitos Reservados)
Uma dos momentos em que o público cantou junto foi quando foi tocada a música O Samba do Avião Reuters/Kai Pfaffenbach/Direitos Reservados
O público cantou junto com energia e se levantou no momento mais animado da festa, quando o cantor Jorge Ben Jor interpretou seu clássico País Tropical. O Rap da Felicidade, com seu conhecido verso “Eu só quero é ser feliz” foi outro momento em que a plateia do Maracanã participou. O voo do 14 Bis ao som de Samba do Avião também foi muito aplaudido.

O momento da entrada das delegações também arrancou muitos aplausos. Grandes delegações, como a americana, a francesa e a britânica levantaram mais a plateia, mas países como Cuba, Palestina e Haiti também foram bem aplaudidos. Com a primeira olimpíada em seu continente, países da América Latina como México, Paraguai, Peru e Uruguai foram calorosamente recebidos. A pequena delegação de Tonga chamou atenção com seu porta-bandeira sem camisa e com o tronco coberto de óleo. O lutador de taekwondo Pita Nikolas Taufatofua fez a plateia gritar quando sua imagem apareceu no telão do estádio.

Ex-metrópole do Brasil Colônia e terra de ancestrais de muitos brasileiros, Portugal fez um dos desfiles de maior destaque, com muitos aplausos, mas superados pelos recebidos pelo Time Olímpico de refugiados. O Brasil encerrou o desfile ao som de Aquarela Brasileira e fez tremer o estádio do Maracanã com gritos e palmas.

Voluntários

Cinco transexuais estavam entre os voluntários que levavam o nome de cada país em bicicletas. Os atletas passaram entre um corredor de pessoas vestidas como vendedores ambulantes das praias cariocas e cada um recebeu uma semente, que será plantada na área do Parque Radical, uma das instalações do Complexo Esportivo de Deodoro, onde será criada a Floresta dos Atletas.

Com a passagem de todas as delegações, os atletas depositaram suas sementes em torres espelhadas que depois revelaram os aros olímpicos, que eram formados por árvores. Uma queima de fogos encerrou o desfile.

Pira olímpica

Rio de Janeiro - Entrada da delegação brasileira no desfile olímpico (Reuters/Stoyan Nenov/Direitos Reservados)
A passagem das delegações também foi momento de emoçãoReuters/Stoyan Nenov/Direitos Reservados
 

O maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, único brasileiro consagrado com a medalha Pierre de Coubertin, acendeu a pira olímpica do estádio, depois de receber a tocha da jogadora de basquete Hortência e do tenista Gustavo Kuerten. Vanderlei foi atrapalhado por um espectador na maratona de Atenas, em 2004, quando estava em primeiro lugar. Mesmo assim, ele continuou e ficou com a medalha de bronze, o que foi considerado um ato de grandeza olímpica.

A pira das Olimpíadas do Rio tem uma pequena chama, que fica em frente da escultura do artista plástico Anthony Howe, formando um conjunto que representa o sol. A quantidade pequena de fogo, segundo a Rio 2016, faz da pira de 2016 uma chama de baixa emissão de carbono. O momento anterior à pira foi marcado por um grande desfile que trouxe as 12 escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro e os cantores Anitta, Caetano Veoloso e Gilberto Gil, que embalaram a plateia ao som de Isso aqui, o que é?, de Ary Barroso.

A Bandeira Olímpica foi carregada por brasileiros que se destacaram no esporte, e o público aplaudiu com grande intensidade. Marta Vieira (futebol), Sandra Pires (vôlei de praia), Oscar Schmidt (basquete), Torben Grael (vela), Emanuel (vôlei de praia) e Joaquim Cruz (atletismo)  carregaram o símbolo olímpico. Também conduziram a bandeira a juíza Ellen Gracie e a fundadora do Instituto Pró-Criança Cardíaca,  Rosa Celia Pimentel Barbosa. O medalhista olímpico Robert Scheidt fez o juramento dos jogos, a parte em que os atletas se comprometem a competir sem recorrer à dopagem foi muito aplaudida.

Homenageado

Rio de Janeiro - Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, no Maracanã (Reuters/Ruben Sprich/Direitos Reservados)
A pira olímpica foi acessa pelo ex-maratonista Vanderlei Cordeiro de LimaReuters/Ruben Sprich/Direitos Reservados
O medalhista olímpico do Quênia Kip Keino foi o homenageado com a primeira Láurea Olímpica, prêmio concedido a contribuições prominentes ao olimpismo. A partir dos jogos do Rio de Janeiro, o prêmio se tornará uma tradição nas cerimônias de abertura, segundo o Comitê Olímpico Internacional.

O esportista do atletismo desenvolve um projeto social no Quênia em que dá assistência educacional e esportiva a jovens de comunidades pobres. “Meu humilde pedido a todos vocês, esportistas, é que se juntem a mim na ajuda a todos os jovens”, disse o atleta. “Que todos tenham alimento, abrigo e educação”.