Preto no Branco

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Carlinhos Brown é nomeado Embaixador do Turismo Brasileiro

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O cantor, compositor, arranjador, multi-instrumentista, artista visual e ativista social  Carlinhos Brown é o novo Embaixador do Turismo Brasileiro.

O artista baiano representará o Brasil em ações de divulgação do país no exterior.

A cerimônia de entrega do diploma de Embaixador do Turismo Brasileiro será realizada na próxima sexta-feira (24), em Salvador (BA), às 16h, na Expo Carnaval.

“Já há algumas décadas, Brown projeta para o mundo, de forma consciente e voluntária, o que o Brasil tem de melhor, um Brasil que dá certo. Sua arte dá protagonismo e centralidade à cultura afrobrasileira, ao tempo que exalta nossa diversidade: Brown é mistura, é também indígena e latinoamericano, sertanejo e experimental. Vamos trabalhar juntos para projetar ainda mais esse Brasil no exterior e assim ajudar a construí-lo, convidando o mundo a vir conhecer o quão fascinante é nossa cultura e nosso povo, e como somos mais belos e felizes quando respeitamos e valorizamos nossas diferenças”, disse Marcelo Freixo, presidente da Embratur.

Carlinhos Brown

Primeiro músico brasileiro a fazer parte da Academia do Oscar e também o primeiro a receber o título de Embaixador Ibero-Americano para a Cultura, Brown e sua arte levam o nome do Brasil para o mundo há quase quatro décadas, com especial projeção em países como Espanha, França, Inglaterra, Itália e Alemanha. Em setembro desse ano, o Cacique do Candeal arrastou mais de 60 mil pessoas pelas ruas de Paris, na França, durante a Lavagem da Madaleine. No ano passado, levou para as ruas de Londres, no Carnaval de Notting Hill, na Inglaterra, um bloco com tecnologias sustentáveis nunca antes aplicadas a um trio elétrico.

Carreira internacional

A presença no exterior de Carlinhos Brown começou ainda nos tempos do grupo Timbalada, com vários shows e turnês pela Europa. Em 1992, por exemplo, gravou com os músicos de jazz Wayne Shorter, Herbie Hancock, Bernie Worrell e Henry Threadgill o disco “Bahia Black”, que também contou com a participação do Olodum. O Cacique ainda compôs canções para artistas internacionais consagrados, com destaque para as cantoras Omara Portuondo, de Cuba, Angélique Kidjo, do Benin, e Vanessa Paradis, da França, e também tem participações em outras produções musicais estrangeiras, sempre levando nossa sonoridade para o mundo.

Entre os momentos mais expressivos de sua projeção internacional, destaques para os anos de 2004 e 2005, quando promoveu carnavais com seu trio elétrico pelas ruas de cidades da Espanha. Apenas na capital, Madri, o artista reuniu um milhão e meio de pessoas. O sucesso continuou em Barcelona, para onde levou o Camarote Andante, em 2005: por lá, arrastou mais de 600 mil pessoas. Em 2023, além da Lavagem de Madeleine, o artista foi a principal atração do “Bahia Day”, evento que homenageou seu time do coração, o Esporte Clube Bahia, durante um jogo do Manchester City com mais de 50 mil torcedores.

Em 2006, foi convidado para percorrer seis cidades espanholas, como Bilbao, Valência e novamente Barcelona, junto de grandes estrelas locais como o tenista Rafael Nadal e o piloto de Fórmula 1 Fernando Alonso, quando foi lançado o Carnaval Movistar, evento que se tornaria um novo incentivo para os espanhóis conhecerem a folia original em território brasileiro. A divulgação da nossa maior festa continuou em 2008, quando Brown participou do primeiro carnaval das Ilhas Canárias e da primeira edição do Rock in Rio em Madri.

O sucesso na Espanha é tamanho que o artista recebeu o título, no país, de “Rei da Espanha”, e o cineasta Fernando Trueba fez o documentário “El Milagro del Candeal”, produção vencedora do Prêmio Goya (o mais importante do cinema espanhol) que mostra os trabalhos do artista no Candeal. Em 2014, Brown gravou com a colombiana Shakira a música “La La La – Brazil 2014”, sucesso na Copa do Mundo de 2014.

Em 2011, co-assinou a trilha sonora da animação infantil “Rio”, da Fox Filmes, em parceria com Sérgio Mendes, Mikael Mutti, John Powell e Siedah Garrett, e chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Canção Original com a canção “Real in Rio”. O filme do brasileiro Carlos Saldanha teve também sua segunda edição, “Rio 2” (2014), que contou com mais seis composições de Carlinhos Brown.

O ativismo social de Carlinhos Brown também tem repercussão internacional, Em 1994, ele fundou a Associação Pracatum Ação Social, que beneficia milhares de crianças carentes de Salvador através da música, oferecendo, ainda, cursos de idiomas, moda, reciclagem, oficinas e escolas. Os projetos têm parceiros importantes, como a UNESCO. Ainda no Candeal, Brown implantou inicialmente o projeto “Tá Rebocado”, de urbanização e saneamento do bairro, que recebeu, em 2002, o Certificado de Melhores Práticas do Programa de Assentamentos Humanos das Nações Unidas/UN-Habitat.

Embaixadores do Turismo Brasileiro

O programa de Embaixadores do Turismo Brasileiro foi criado em 1987 e teve como primeiro embaixador o Rei Pelé. O programa foi reeditado pela Diretoria Executiva da Embratur através da Resolução 33/2023. A norma, aprovada na sexta-feira (17), estabelece que as personalidades escolhidas para representar o Brasil devem destacar “a diversidade cultural e natural do país, a sustentabilidade ambiental, o respeito à fauna, à flora, às florestas, à vida e à democracia, o enfrentamento às discriminações”, e devem “colaborar para a construção da imagem positiva do Brasil”.

Redação PNB, com informações Ascom Embratur

“Tapas e enforcada”: Noiva de Zé Trovão acusa parlamentar de agressão; Justiça concede Medida Protetiva pela Lei Maria da Penha

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Em denúncia registrada na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, em Brasília, neste domingo (18), Ana Rosa Schuster Silveira, noiva do deputado federal Zé Trovão (PL-SC), acusou o parlamentar de violência doméstica.

Segundo o Metrópoles, fontes que tiveram acesso ao depoimento de Ana Rosa informaram que ela contou ter sido vítima de agressões, como tapas, e que teria sido “enforcada” por  Zé Trovão.

Ana Rosa relatou que Zé Trovão chegou ao apartamento em que eles moram, por volta das 4h da madrugada. Às 11h, eles teriam iniciado uma discussão e o deputado teria passado a agredi-la psicologicamente, afirmando que queria terminar o noivado.

A mulher então teria se exaltado e dito que até então, seu noivo, seria “um lixo”. Ana Rosa também disse que o deputado a teria empurrado contra a parede, desferido tapas e tentado enforcá-la.

Antes de liberá-la, Zé Trovão teria informado à sua noiva que ela não seria mais um “empecilho” em sua vida. Ana Rosa Schuster utilizou o telefone para solicitar assistência.

De acordo com o relato dela às autoridades, o parlamentar teria a acompanhado até o térreo, expulsando-a do prédio antes da chegada da polícia.

O deputado também compareceu à polícia para dar sua versão dos fatos.

Ana Rosa Schuster Silveira foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para exames de lesão corporal e a ocorrência foi enquadrada na Lei Maria da Penha.

A Justiça concedeu à ex-companheira do deputado uma medida protetiva contra o parlamentar, por meio da Lei Maria da Penha, sob a acusação de agressão física e psicológica.

Zé Trovão, eleito  por Santa Catarina, foi alvo de investigação e posteriormente detido devido a discursos de ódio dirigidos ao presidente Lula (PT). Obrigado a usar tornozeleira, ele teve suas redes sociais suspensas.

Redação PNB, com informações Metrópoles

Uma Igreja Sinodal em Missão: Carta aberta ao povo de Petrolina, por ocasião das festividades do Centenário da Diocese

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A Diocese de Petrolina tem uma história marcada pelo anúncio do Evangelho e compromisso social. Essa característica tem pautado a vida e a ação de bispos, padres e agentes de pastoral ao longo de sua existência. Nas missas e encontros, no calendário de festas, das datas consagradas e celebrações que juntam paróquias em toda sua transparência.

De 2018 pra cá, infelizmente, saibam os irmãos em Cristo, fatos estranhos se sucedem na Diocese, constrangendo e entristecendo o clero e a comunidade diocesana. A administração financeira da Cúria, as contas, as receitas líquidas e contribuições dos fiéis, tudo isso requer prestação de contas transparente. Justamente para isso e por isso, existe o cargo ou função de um Ecônomo na estrutura administrativa da Cúria Diocesana. Infelizmente é um posto ignorado ou apenas decorativo, já que na Diocese tudo está concentrado na pessoa do bispo e seu secretário.

Nesse tempo de novas ferramentas tecnológicas e sistema financeiro tão moderno, a Cúria faz opção pelo atraso, sem registro eletrônico das arrecadações rotineiras junto às paróquias, incluindo contribuições voluntárias e, principalmente, da Obra das Vocações Sacerdotais, voltada à evangelização e renovação do clero, manutenção e funcionamento do seminário que prepara e qualifica os futuros presbíteros.

Num histórico recente de indiferença, a administração diocesana tem se revelado distante e autoritária, premiando a agressão velada, fechada em uma redoma, alheia ou distante dos ensinamentos de Cristo. Os registros internos e lamentáveis de tantos padres, numa sucessão de constrangimento, são desautorizados, humilhados, afastados de suas funções sacerdotais e de suas atividades em geral.

Lamentavelmente, nos últimos seis anos, três padres jovens abandonaram o ministério sacerdotal; um foi sumariamente demitido do estado clerical, dois suspensos de ordem, com processos canônicos encaminhados à Cúria Romana solicitando sua demissão do estado clerical. Um padre que exerceu várias funções de destaque na Diocese tais como: Vigário Geral, Reitor do Seminário Diocesano, Diretor da Rádio e outras funções de cunho eminentemente pastorais. Foi Administrador Diocesano, tendo inclusive coordenado a bela recepção ao bispo atual por ocasião da sua posse. Pasmem! Foi o primeiro a se sentir mal e a deixar a diocese.

Caso emblemático envolve dois presbíteros, um dos quais é o famoso, poderoso secretario e protegido do bispo diocesano, certa vez apelidado criticamente de “Superministro” e outro sacerdote que trabalhava com ele. Este, protegido do bispo, sumariamente inocentado, enquanto o outro considerado culpado cumpre pena em Recife. O que se sabe é que, inclusive, é proibido de vir a Petrolina.

Além desses casos, lamentavelmente existe um repertório de suspeitas que maculam a
moralidade querendo demonstrar legalidade. Inclusive há ainda dois sacerdotes sem
paróquia, um dos quais residindo em casa de familiares. A administração atual, tão
amante de Decretos, Determinações e outros documentos canônicos, nunca se pronunciou, oficialmente, sobre esses e outros casos semelhantes.

Desse modus operandi da administração diocesana, as consequências são visíveis nas dificuldades para manter e fortalecer as pastorais que tratam com a população mais necessitada, as obras de catequese, a construção de novos templos na expansão da Igreja. Infelizmente, foram assumidas outras injustificadas prioridades, em prejuízo do despertar de vocação autóctone, pois a Diocese atualmente tem recebido padres de outras dioceses e
seminaristas egressos de outros seminários notadamente de: Picos – PI; Salgueiro –PE; Juazeiro – BA; E Pasmem até de Minas Gerais e do Sul do País.

É opressora e imoral a centralização de recursos financeiros e decisões que são adotadas sem consulta ao clero, além da contabilidade conduzida com métodos contrários ao que prescreve o Direito Civil e Canônico e sobretudo a ética cristã, inclusive com uma história centenária.

Infelizmente, ainda se verificam fatos estranhos ao clero, de movimentações comerciais
e extras clericais, com interesses particulares, fora dos limites diocesanos. Não é dada a
importância às Assembleias Diocesanas de Pastoral que discutem e garantem o
funcionamento de Pastorais, além de outros valiosos serviços de natureza pastoral e
caráter social. Para o povo de Deus e para o cidadão coerente é muito lamentável o
distanciamento da atual gestão diocesana dos princípios cristãos e inclusive o
Magistério do Papa Francisco.

Sabemos que um grupo considerável do Clero tomou a iniciativa de dialogar de forma
respeitosa com o bispo diocesano por diversas vezes inclusive em julho de 2018, no
inicio de sua administração; nas Reuniões do Clero; sugerindo a pauta mais voltada para
os interesses do conjunto do Clero, prestação de contas que, infelizmente, nunca
aconteceu.

Por fazer uma avaliação critica da falta de transparência, um sacerdote está com
processo canônico pedindo sua demissão do estado clerical. Sabe-se que outro
sacerdote com mais de 15 anos de ministério escreveu e leu em uma reunião do clero
um longo texto revisitando as irregularidades inclusive da presença invasiva do
secretario do bispo. Este nem pediu o texto para ler depois e nunca convidou o referido
sacerdote para uma conversa franca e fraterna. Todas essas e outras iniciativa foram
escutadas pelo bispo diocesano com ouvidos de mercador.

Esta carta Aberta é fruto de muitas e variadas reflexões, iniciadas por um grupo de padres que, depois se percebeu vencido e, que nosso grupo de fiéis, discípulos missionários com história de décadas de engajamento na Pastoral da Diocese, motivados pelos estudos e reflexões do Sínodo sobre a Sinodalidade cuja primeira sessão aconteceu em outubro, resolvemos nos pronunciar. Não somos movidos por ódio ou ressentimento, mas por amor a Deus e à Diocese. É um ato de bravura de esperança. Pois sabemos que seremos duramente criticados pela Administração Diocesana e por parte da elite católica local

“AI DE MIM SE ME CALAR, QUANDO DEUS ME MANDAR FALAR”

Movimento Leigos por uma Igreja Sinodal

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Redação PNB

ONU alerta sobre risco de aquecimento global chegar a quase 3ºC

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As altas temperaturas observadas em diversas partes do planeta podem ficar ainda mais extremas, podendo chegar a quase 3 graus Celsius (ºC) acima da temperatura observada no período pré-industrial.

De acordo com o Relatório Anual de Lacuna de Emissões 2023, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), as metas previstas no Acordo de Paris estão cada vez mais difíceis de serem alcançadas.

Para se atingir o limite de aquecimento do planeta em 1,5ºC, conforme prevê o Acordo de Paris, acordo, seria necessário reduzir em 42% as emissões de gases de efeito estufa até o ano de 2030. Se a redução for de 28%, o aquecimento global chegaria a 2ºC.

O problema, segundo os dados divulgados nesta segunda-feira (20), é que em vez de baixar, as emissões globais aumentaram 1,2% de 2021 a 2022, “atingindo um novo recorde de 57,4 gigatoneladas de Dióxido de Carbono”. Cada gigatonelada equivale a 1 bilhão de toneladas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) lembra que até o início de outubro de 2023, foram registrados 86 dias com temperaturas 1,5°C acima dos níveis pré-industriais e que setembro foi o mês mais quente já registrado, com temperaturas médias globais 1,8°C acima dos níveis pré-industriais.

Ambição maior

Diante da situação, a ONU conclui que para reduzir a lacuna de emissões, será necessário uma “mitigação implacável e transformação de baixo carbono”, e que é necessário aproveitar a próxima Conferência das partes sobre Mudança Climática (COP28), que ocorre em Dubai, no final do mês, para elevar a  ambição de negociação das próximas rodadas de ações climáticas.

“Os compromissos atuais no âmbito do Acordo de Paris colocam o mundo no caminho para um aumento da temperatura de 2,5ºC a 2,9ºC acima dos níveis pré-industriais neste século, apontando para a necessidade urgente de uma maior ação climática”, resume o documento da ONU.

Ainda entre as principais conclusões do relatório de 2023, está a de que os países devem ter como objetivo eliminar quase totalmente a produção e uso de carvão até 2040; e uma redução combinada na produção e uso de petróleo e gás de, no mínimo, três quartos até 2050 a partir dos níveis de 2020.

“O potencial fracasso dessas medidas para se desenvolver em escala que exige uma eliminação global ainda mais rápida de todos os combustíveis fósseis”, complementa o estudo.

Compromissos confiáveis

De acordo com o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, “os governos estão literalmente dobrando a produção de combustíveis fósseis. Isso significa problemas duplos: para as pessoas e o planeta. Não podemos enfrentar a catástrofe climática sem combater sua causa raiz: a dependência de combustíveis fósseis. A COP28 deve enviar um sinal claro visando o fim da era dos combustíveis fósseis”.

“Precisamos de compromissos confiáveis para aumentar as energias renováveis, eliminar gradualmente os combustíveis fósseis e aumentar a eficiência energética, garantindo uma transição justa e equitativa”, acrescentou.

Entre os principais resultados do relatório de 2023 está também o de que uma transição equitativa da produção de combustíveis fósseis deve reconhecer as responsabilidades e capacidades diferenciadas dos países.

“Governos com maior capacidade de transição devem visar reduções mais ambiciosas e ajudar a financiar os processos de transição em países com capacidades limitadas”, diz o documento.

Transparência

O relatório pede aos governos que sejam mais transparentes com relação a planos e projeções relacionados à produção de combustíveis fósseis e ao alinhamento com as metas climáticas nacionais e internacionais.

“Os principais países produtores se comprometeram a alcançar emissões líquidas zero e lançaram iniciativas para reduzir as emissões da produção de combustíveis fósseis, mas nenhum se comprometeu a reduzir a produção de carvão, petróleo e gás, de acordo com a limitação do aquecimento a 1,5ºC”, diz o relatório.

Necessidades financeiras

O Relatório Anual de Lacuna de Emissões analisa o progresso no planejamento, financiamento e implementação de ações de adaptação às mudanças climáticas. Ele conclui que as necessidades financeiras de adaptação dos países em desenvolvimento são 50% maior do que a estimativa anterior.

A ONU estima que os custos de adaptação a serem implementados nos países em desenvolvimento são de US$ 215 bilhões por ano nesta década, e que o financiamento de adaptação necessário para implementar as prioridades de adaptação domésticas é de US$ 387 bilhões por ano.

Apesar de tamanhas necessidades, esses fluxos financeiros diminuíram 15%, chegando a US$ 21 bilhões em 2021.

Agência Brasil

Policiais da CIPE-Caatinga apreendem arma de fogo usada na tentativa de homicídio contra o vice-prefeito de Uauá; autor dos disparos não foi preso

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Policiais da Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE-Caatinga), em operação conjunta com o 4º Pelotão da 45ª CIPM, apreendeu neste domingo (19), arma de fogo no município de Uauá – BA.

Segundo a PM, a apreensão ocorreu quando os referidos policiais foram informados por populares que um homem havia realizado diversos disparos de arma de fogo em um bar da cidade.

Após rondas feitas pela PM no intuito de localizar o acusado, os policiais localizaram, em uma estrada vicinal, encontraram o veículo usado na ação delituosa.

“Durante as buscas no veículo, foi localizada 01 (uma) pistola Taurus G2C, calibre 9mm, número série ACJ310254, 38 (trinta e oito) munições intactas de igual calibre, e 02 (dois) carregadores 9mm,” informou a PM.

O material foi apresentado à Delegacia de Polícia Civil de Uauá, para adoção das medidas legais cabíveis.

O alvo dos disparos seria o vice-prefeito e Secretario de Infraestrutura do município, Moisés Ribeiro, após uma discussão política. O autor, Eliseu Oliveira Domingos, de 34 anos, é irmão do Secretário de Agricultura de Uauá e assessor da pasta.

Segundo as informações de testemunhas, Moisés Ribeiro estava em um estabelecimento comercial acompanhado de outras pessoas, quando se iniciou uma discussão sobre salários na gestão municipal. Em um vídeo que circula nas redes sociais, o acusado aparece sentado ao lado do vice-prefeito, e de outros três homens.

Os disparos atingiram o balcão e o teto do estabelecimento. Eliseu Oliveira fugiu após os disparos, abandonado o veículo em uma estrada vicinal.

Redação PNB, com informações Ascom/ CIPE-Caatinga

Alta temperatura afeta o desempenho de professores e alunos em sala de aula e mãe cobra climatização em escola de Petrolina: “Fica inviável para os alunos permanecerem o dia inteiro dentro de uma sala”

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O forte calor registrado na região do São Francisco nos últimos dias tem prejudicado o desempenho de estudantes e professores que passam quase cinco horas dentro de salas de aula sem ar-condicionado e, muitas vezes com ventiladores quebrados, expostas a temperaturas que chegam a 40ºC.

O PNB vem recebendo reclamações de pais, alunos e professores de Juazeiro e Petrolina preocupados com a falta de climatização nas escolas. Há relatos de que alunos estão passando mal e precisando de atendimento médico.

Nesta segunda-feira (20) foi a vez de uma mãe de aluna da Escola EREM OSA Santana, localizada no bairro Cohab Massangano em Petrolina-PE, Sertão de Pernambuco, que, em contato com o PNB relatou o sofrimento dos estudantes com as altas temperaturas em sala de aula.

A mãe questionou o critério usado para climatizar umas salas e outras não e cobrou explicações.

” Gostaria que a gestão da escola explicasse o porquê da falta de ar-condicionado nas salas dos 1° anos do ensino médio. Qual foi o critério escolhido para instalação do sistema de
refrigeração em apenas algumas salas, pois todos o setores administrativos e demais
salas tem ar-condicionado funcionando. Estamos enfrentando dias com altíssimas
temperaturas e fica inviável para os alunos permanecerem o dia inteiro dentro de
uma sala no calor. Recentemente um aluno teve um mal estar na sala de aula e
precisou de atendimento médico, justamente pelo calor excessivo dentro da sala de
aula. Senhores gestores, tomem providências, pois sabemos que as verbas são enviadas
diretamente para a escola, cobrou a mãe.

Estamos encaminhando a reclamação para a gestão da escola.

O conforto térmico é essencial para manter os níveis de atenção e concentração necessários em uma sala de aula. A falta de climatização compromete as condições básicas de bem-estar e segurança. Estudos mostram que temperaturas acima de 28ºC podem dificultar o raciocínio e a lógica, além de reduzir a capacidade de concentração.

Redação PNB 

“Será que o pessoal da prefeitura não enxerga isso?” critica moradora da Antônio Pedro, em Juazeiro, sobre amontoado de entulho e lixo na rua

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Uma moradora da Rua Antônio Pedro, centro de Juazeiro, em contato com o PNB, nesta segunda-feira (20) cobrou do setor de limpeza da Prefeitura de Juazeiro a retirada de entulhos em um trecho da via que está servindo para despejo de lixo.

“Uma vergonha. No centro da cidade e na porta do avô de um vereador de Juazeiro. Um morador que estava fazendo uma construção em frente e colocou entulho. Agora, a cada dia, está aumentando, pois estão jogando tudo que não presta lá. Será que o pessoal da prefeitura não enxerga isso? Essa pasta da limpeza e nada é mesma coisa, pois a cidade está tomada pelo lixo,” observou a moradora.

Estamos encaminhando a reclamação para o setor responsável.

Redação PNB

Consciência Negra: coletivo destaca trajetórias de servidoras pretas

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Mulheres pretas que tiveram carreira de destaque no serviço público são o foco de um perfil de rede social que busca combater a invisibilidade dessas personalidades e servir de inspiração para outras negras. A iniciativa é do Coletivo de Mulheres Negras Servidoras e Empregadas Públicas do Governo Federal, que criou a página @servidorasnegras no Instagram.  Em cada uma das cinco semanas deste mês da Consciência Negra, o coletivo publica uma minibiografia das servidoras que abriram caminhos no serviço público.

A primeira a ser homenageada pela página reúne ainda o elemento curiosidade. Uma mulher que ficou conhecida como Primeira-Dama do Samba, mas que marcou o nome também na reforma psiquiátrica no Brasil. Yvonne Lara da Costa era servidora do Ministério da Saúde e, no mundo da música, ficou conhecida como Dona Ivone Lara.

Não bastasse a relevância que teve no ambiente do samba, Dona Ivone teve uma carreira de destaque como servidora pública voltada para a saúde mental. Foram 37 anos de atuação. Formada em enfermagem e assistência social, a cantora e compositora teve papel de vanguarda ao levar para pacientes o mesmo que oferecia aos admiradores de sua produção artística, a música.

Yvonne Lara da Costa era especializada em terapia ocupacional. O interesse de usar a música nos tratamentos levou à união com outro grande nome do cuidado psiquiátrico no país, Nise da Silveira. As duas trabalham juntas no Rio de Janeiro.

Nise revolucionou o tratamento psiquiátrico no país com ações humanizadas, em contraste aos procedimentos agressivos como eletrochoques e lobotomia. Yvonne sugeriu a Nise que criasse uma sala com instrumentos musicais dentro do hospital em que trabalhavam, isso na década de 40.

“O trabalho de Dona Ivone Lara como servidora foi fundamental para a reforma psiquiátrica no Brasil”, afirma o perfil, que traz uma foto da então enfermeira no hospital em que trabalhava. Dona Ivone morreu em 2018, aos 96 ano.

Surgimento

O coletivo de servidoras negras tem cerca de 170 participantes. O grupo foi criado no começo do ano, depois de uma declaração da ministra do Planejamento, Simone Tebet, sobre dificuldade de conseguir mulheres pretas para compor a equipe.

“Quero não só ter mulheres, mas mulheres pretas. E a gente sabe, lamentavelmente, que mulheres pretas normalmente são arrimo de família. Trazer de fora de Brasília é muito difícil”, disse Tebet, um dia antes de tomar posse em 4 de janeiro.

“Algumas mulheres negras se sentiram particularmente atingidas por essa fala, que não condiz com a realidade. A gente tem um grupo significativo de mulheres com qualificações até mais altas que a de algumas pessoas que estão em determinados cargos do governo. Então, essas mulheres começaram a se organizar”, explicou à Agência Brasil Barbara Rosa, uma das organizadoras do coletivo.

Barbara é servidora do Ministério da Educação (MEC) e está cedida ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), onde atua como coordenadora de planejamento de contratações.

À época da posse, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, se comprometeu a ajudar Tebet com uma lista de currículos de mulheres pretas. No dia da posse, Tebet comentou sobre a ajuda. “Foi bom que agora está vindo um monte de currículo. Estou achando ótimo”.

Diplomata

O Itamaraty foi a casa de outra homenageada pelo perfil @servidorasnegras. Trata-se de Mônica de Menezes Campos. Em 1978, aos 22 anos, Mônica foi a primeira mulher preta a ingressar no Instituto Rio Branco, órgão do governo para formação de diplomatas. Em 1980, se tornou a primeira negra diplomata.

“Sua admissão à carreira diplomática foi um marco. A trajetória de Mônica de Menezes Campos é um referencial para mulheres negras do serviço exterior brasileiro e para candidatas às carreiras de diplomata e de oficial de chancelaria”, publicou o coletivo no Instagram. Mônica morreu em 1985, aos 27 anos, vítima de um aneurisma cerebral.

No último dia 9 de novembro, o Itamaraty realizou o seminário Relações Internacionais, Política Externa e Igualdade Racial: Reflexões em Homenagem a Mônica de Menezes Campos. O encontro abordou o programa de ação afirmativa do MRE, igualdade racial como objetivo transversal da política externa, impacto de acadêmicas negras na teoria das relações internacionais e igualdade racial no serviço exterior.

Primeira engenheira negra

Outra servidora lembrada é Enedina Alves Marques, a primeira engenheira negra do Brasil. Filha de um lavrador e de uma empregada doméstica, a curitibana se formou em engenharia civil em 1945, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Precisou trabalhar como doméstica para ajudar a pagar os estudos. Foi a primeira mulher a atingir a formação em engenharia no estado.

“Ao longo da graduação, Enedina teve embates com colegas, professores e com a própria instituição de ensino, por ser mulher, negra e pobre em um curso reservado aos homens brancos e ricos”, diz a publicação no Instagram.

Funcionária do Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica do Paraná, Enedina foi uma das responsáveis pela construção da Usina Capivari-Cachoeira (atual Parigot de Souza), inaugurada em 1971 no município de Antonina, litoral do Paraná.

“Enedina abriu espaços para a presença de pessoas negras e de mulheres na engenharia, sendo ainda hoje inspiração para mulheres negras que buscam espaço nas áreas de ciência e tecnologia”, escreveu o coletivo.

Em janeiro deste ano, quando completou 110 anos de nascimento, a engenheira preta recebeu uma homenagem na página de busca principal do Google.

A biografia de Enedina, que em 1940 buscou inserir-se em uma área profissional ocupada majoritariamente por homens, foi tema do trabalho de conclusão do curso de história na UFPR.

Enedina morreu em 20 de agosto de 1981, aos 61 anos.

Pioneira na medicina

A baiana Maria Odília Teixeira é mais uma das homenageadas pelo perfil. Filha de um médico branco de origem pobre e neta – por parte de mãe – de uma ex-escravizada, Maria Odília se tornou a primeira negra formada em medicina no país, em 1909.

Ainda na graduação, trabalhou para desmistificar teorias embasadas no racismo científico. Apresentou tese sobre a cirrose, desvinculando-a da população preta.

“A médica optou por não discutir os aspectos sociais da doença, nem atribuiu fatores genéticos e raciais às pessoas que desenvolviam a cirrose alcoólica. Diferentemente de muitos contemporâneos, Odília não recorreu a nenhum pressuposto das teorias racialistas”, escreveu em dissertação acadêmica Mayara Santos, mestre em história social pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Em 1914, Maria Odília atingiu mais um pioneirismo ao ser a primeira professora negra da Faculdade de Medicina da Bahia, onde se formou. A primeira médica negra do Brasil morreu em 1970, aos 86 anos.

Música e ativismo

Aos 85 anos, uma homenageada que une ativismo pelo movimento negro e pioneirismo na educação é Lydia Garcia, primeira professora de música da rede pública do Distrito Federal. A carioca, formada em piano clássico, é filha de uma costureira e de um funcionário público. Ela foi para a capital federal na década de 60, onde vive atualmente.

Lydia se utilizava de atividades como ciranda, coral, cantigas, entre outras, para iniciar crianças no mundo musical. Além do ensino de alunos, atuou também na formação de professores.

Ela criou, há mais de 30 anos, o Bazafro, ateliê cultural de moda e arte étnica que valoriza a autoestima e historicidade do povo negro. Além disso, é matriarca do Coletivo de Mulheres Negras Baobá.

A pianista, professora e ativista é vencedora do 1º Prêmio Cultura Afro-Brasileira, promovido pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal, e do 3º Prêmio Marielle de Direitos Humanos, oferecido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Inspiração

A servidora do MEC Barbara Rosa contou que os nomes foram escolhidos em reuniões do coletivo, e a divulgação dos perfis tem dois objetivos principais.

“O primeiro é proporcionar reflexão sobre a carreira, sobre as possibilidades que a gente tem. O segundo é reconhecer e valorizar o legado dessas mulheres, seja em vida ou pós-morte. Trazer à luz essas trajetórias.”

Além de combater o que classifica como invisibilidade de servidoras públicas pretas, o coletivo acredita que a iniciativa é um incentivo para que mais negras queiram fazer carreira no setor.

“Nosso perfil atinge não só mulheres que já são servidoras. Queremos inspirar nessas trajetórias históricas e consolidadas, porém não tão visíveis, outras mulheres que almejam destaque no serviço público”.

Representatividade

Reportagem publicada pela Agência Brasil no mês passado mostrou que pessoas negras, apesar de figurarem como maioria da população brasileira (56%), são apenas 35% no serviço público federal, além de receber menores salários.

O coletivo de mulheres negras reconhece a baixa representatividade. Esse é um dos motivos para a realização de seminários preparatórios para concursos públicos. De agosto a outubro, 250 pessoas participaram dos encontros.

Barbara acredita que a valorização de mulheres negras no setor público se dá por meio de mais presença e igualdade.

“Essa valorização se dá tanto por valorizar as carreiras onde estamos, na redução das desigualdades salarias entre carreiras, na garantia de oportunidades de ascensão e exercício de liderança, e na ampliação da participação nas carreiras onde somos minoria”, disse.

“Para fazer isso é necessário reformular a forma de ingresso a fim de garantir diversidade e, ao mesmo tempo, propiciar que pessoas que já são servidoras tenham oportunidades de terem carreiras que garantam qualidade de vida e dignidade”, conclui.

Lei de Cotas

A disparidade entre negros e brancos poderia ser pior não fosse a Lei de Cotas (Lei 12.990, de 9 de junho de 2014), que reserva 20% das vagas em concursos públicos da União para pretos e pardos. No ano 2000, para cada 100 novos servidores do Executivo federal, 17 eram negros. Em 2020, essa relação saltou para 43 em 100 novos aprovados.

A lei tem vigência de dez anos a contar de 2014, mas há iniciativas para que seja prorrogada. Uma delas é o Projeto de Lei 1.958, de 2021, de autoria do senador Paulo Paim (PT/RS), que tramita no Senado e mantém a reserva de 20% por mais dez anos.

Dentro do governo, além de interesse na prorrogação da lei, há um movimento para aumentar a faixa de reserva de 20% para 30%. A proposta foi construída pelos ministérios da Igualdade Racial, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e da Justiça e Segurança Pública.

Comissionados

Outra medida para diminuir a desigualdade dentro do serviço público é o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em março deste ano, que reserva 30% dos cargos de confiança na administração direta, autarquias e fundações para pessoas negras.

As cotas são para os cargos comissionados executivos (CCE), de livre nomeação, e as funções comissionadas executivas (FCE), também de livre nomeação, mas exclusivas para servidores concursados. A norma determina a observação da paridade de gênero na ocupação desses cargos.

Agência Brasil

Remanso: Assentamento Canãa é destaque na culminância do Projeto Navegando nas águas da Leitura 

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Entre as escolas municipais sediadas no interior do município de Remanso que participaram do evento de culminância do Projeto Navegando nas Águas da Leitura, destaca-se a Escola Municipal Carlos Marighella ou Escola do Assentamento Sem Terra Canãa, localizada no interior do município de Remanso.

Conduzida por professoras locais, administrada pela Secretaria de Educação de Remanso, a escola levou ao evento de culminância  neste sábado (18/11), o trabalho realizado durante o ano letivo, focando a leitura em livros que retratam a realidade,  as desigualdades existentes na sociedade e conscientizam sobre as diversas formas de preconceito e exclusão social.

Há trabalhos sobre a questão da consciência negra, a relação casa e propriedade e a presença de conscientização sobre a terra e o respeito à natureza, com a produção de alimentos sem pesticidas e capazes de danificar o meio ambiente e um evidente orgulho de identificar-se: “Eu venho lá do sertão”, brada o maior cartaz do estande.

Professoras e alunos se mostram conscientes e participativos.

Ascom