Preto no Branco

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Sindicato dos Guardas Municipais de Juazeiro denuncia o “sucateamento da GCM” pela Gestão Suzana Ramos

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Na manhã desta terça-feira (18), representantes do Sindicato dos Guardas Civis Municipais de Juazeiro participaram do Programa Preto No Branco na Transrio Fm e relataram uma série de deficiências da instituição, que segundo eles, está totalmente desestruturada para desempenhar sua função.

Francisco Junior, presidente em exercício e Adegivaldo Mota, diretor financeiro da entidade, criticaram o Governo Suzana Ramos, que segundo eles, em 2 anos e 4 meses de gestão, não cumpriu o que fora prometido na campanha eleitoral. Eles definiram a situação como o “sucateamento da GCM”.

Neste período, contaram os sindicalistas, a GCM somente foi contemplada com a aquisição “de 40 bastões ( cassetetes) e 60 coletos balísticos, sendo que são 170 guardas, e nada mais”, afirmaram.

“Nós estamos desde 2021, desde o início da gestão discutindo com o governo na busca de melhorias para nossa instituição. Tanto do ponto de vista estrutural, de viatura, de equipamentos, quanto da questão salarial. Infelizmente já se passaram dois anos e três meses e nós não conseguimos avançar em nada. Então, a guarda está totalmente sucateada. Nós temos um micro-ônibus que não funciona, é um elefante branco. Nós temos viaturas surradas, com mais de 10 anos. Algumas viaturas são alugadas, e governo já está devolvendo algumas. O armamento que nós temos, conseguimos na gestão passada. Nessa gestão só conseguimos 60 coletes balísticos, que é de uso pessoal. Então se tem aproximadamente 170 funcionários, deveria ter essa quantidade de coletes”, disse Adegivaldo.

“São poucas viaturas, muitos problemas salariais, pois cortaram nossas horas extras, ônibus não funciona, material para os guardas municipais, como coletes, armas e etc não existem. Além disso, não temos avançado em nada também na questão salarial. A luta é grande e os benefícios são muito poucos. Muita desvalorização e desrespeito”, relatou Francisco Junior.

Adegivaldo Mota contou que “em 21 anos não houve a aquisição de nenhum veículo para a GCM. Nesta gestão, tínhamos 6, sendo 3 veículos locados, mas até estes 3 eles estão entregando e também, depois do decreto de contenção de despesas da prefeita, reduziram o combustível. Como fiscalizamos sem carro e sem combustível? A população precisa ter conhecimento disso, pois nos cobram atuação, mas não sabem que estamos sem estrutura para trabalhar”, revelou o GCM.

Ainda de acordo com eles, as câmeras do monitoramento das ruas não estão mais funcionando e o serviço de ciclistas da guarda foi extinto.

“Eram 20 e hoje só existem 3 funcionando e mal, por falta de manutenção. O vídeo-monitoramento também está sucateado. Inclusive, não está tendo guarda para atuar no vídeo-monitoramento, pois os que estão escalados, então sendo remanejados para outros espaços, justamente porque não querem pagar as horas extras. Nós tínhamos o ciclismo e acabou por conta desse sucateamento. Nós temos a viatura da Maria da Penha, que foi uma doação pela PRF “, denunciaram.

Os representantes da categoria reivindicaram também que a GCM seja vinculada à Secretaria de Governo, como determina a lei federal e não a CSTT, como é atualmente.

“Só precisa a prefeita mandar essa mudança para a Câmera de Vereadores, para que a gente possa conquistar recursos e direitos, pois não somos guardas de trânsitos e ficamos sem amparo legal sendo vinculados à CSTT”, disseram.

Eles também rebataram a informação da Prefeitura de Juazeiro de que a GCM reforçou a segurança nas escolas neste período de ameaças as unidades escolares.

“A gestão municipal não ofereceu nenhuma estrutura básica para que as equipes possam atuar na segurança escolar. Mais uma propaganda enganosa da prefeitura publicada em blogs e redes sociais para ludibriar os pais e a comunidade. Não temos estrutura para fazer a segurança nas escolas e creches. Faltam veículos, combustível, pessoal. Muitas vezes algumas guardas compram pastilha de freio e até combustível no desejo de cumprir a função”, revelaram.

Estamos encaminhando as reclamações e reivindicações para a Prefeitura de Juazeiro.

Redação PNB

Congresso presta homenagem aos judeus vítimas do Holocausto; cerca de 6 milhões de judeus foram exterminados pelo regime nazista

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Palácio do Congresso Nacional na Esplanada dos Ministérios em Brasília

O Congresso Nacional foi iluminado nesta segunda-feira (17), das 19h às 23h, em memória às vítimas do Holocausto. O prédio receberá a projeção da frase “Holocausto Nunca Mais”.

O evento faz parte da programação do Dia do Holocausto e do Heroísmo – Yom Hashoá VehaGvurá, data lembrada em vários países em memória aos cerca de 6 milhões de judeus exterminados pelo nazismo durante a Segunda Guerra Mundial.

Na terça-feira (18), o Senado terá uma sessão especial, às 9h. A realização da sessão, aprovada no dia 11 de abril, foi apresentada pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) em comum acordo com a Embaixada de Israel, segundo a Agência Senado.

“Buscamos levar à reflexão das atuais e futuras gerações acerca do que representou um dos maiores genocídios de nossa história contemporânea, o Holocausto. Ao mesmo tempo, busca-se promover consciência crítica para que não mais se repitam crimes contra a humanidade e que se promova efetivamente uma cultura de paz, onde impere o respeito à diversidade e à tolerância, em todos os níveis e instâncias da sociedade”, disse o parlamentar, conforme publicação da Agência Senado.

A sessão tratará ainda dos 80 anos do Levante do Gueto de Varsóvia, na Polônia, episódio considerado um marco da resistência judaica. Em 19 abril de 1943, judeus entrincheirados em prédios e abrigos enfrentaram os soldados nazistas por quase um mês até a explosão da Grande Sinagoga de Varsóvia, em 16 de maio. A maioria dos sobreviventes foi levada para campos de concentração e extermínio.

Serra da Capivara: Seminário Jornadas da Caatinga discute o tema “Lutas, retomadas, reconhecimentos”

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O Colegiado de Antropologia (Cant) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) realizará a quarta edição das Jornadas da Caatinga, de 25 a 28 de abril, no auditório do Campus Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI). Com o tema “Lutas, retomadas, reconhecimentos”, o evento contará com mesas redondas, oficina e apresentação de trabalhos na Mostra de Pesquisa Graduada e Pós-Graduada. O prazo para submissão de trabalhos foi estendido até quinta-feira (13). As Jornadas da Caatinga integram as atividades do projeto Canteiro de Antropologia e são abertas à participação de toda comunidade.

Os interessados em apresentar trabalhos, na modalidade comunicação oral, devem se inscrever por meio de formulário on-line. As normas de submissão constam no Edital Nº 1/2023. As inscrições para ouvintes serão feitas no primeiro dia do evento.

Esta edição traz em sua programação, além de três mesas redondas e da Mostra de Pesquisa Graduada e Pós-Graduada, a Mostra Visual das Jornadas da Caatinga, uma oficina e a conferência de encerramento. O evento terá a presença de docentes e pesquisadores de diversas Instituições de Ensino Superior do país.

A abertura das Jornadas da Caatinga acontecerá às 9h e o tema da primeira mesa redonda, sobre “Indigenidades Comparadas”, será debatido pelos professores Victor Alcântara e Silva, da Universidade de Brasília (UnB); e Camila Galan de Paula, da Univasf. Também participarão como palestrantes convidados nas outras mesas redondas os professores Gustavo de Andrade Gurão, da Universidade do Estado do Piauí (Uespi), Maria Elza Soares da Silva, da Universidade Federal do Piauí (UFPI); Jacquez Manz, do Instituto Federal do Piauí (IFPI).

As tardes serão destinadas à apresentação dos trabalhos da Mostra de Pesquisa Graduada e Pós-Graduada. Já a Mostra Visual das Jornadas da Caatinga ocorrerá às 19h30, do dia 27 de abril, no Núcleo de Extensão, localizado no Centro de São Raimundo Nonato. A conferência de encerramento sobre o tema “Comunidades quilombolas e a demarcação de territórios estatais” será ministrada às 14h do dia 28 pela pesquisadora Daniela Perutti, do Núcleo de Antropologia da Política (NuAP) da Universidade de São Paulo (USP).

A professora do Cant, Natacha Simei Leal, que integra a organização do evento, lembra que as Jornadas da Caatinga são um seminário anual, que foi suspenso durante a pandemia e está sendo retomado. “Essa quarta edição é muito importante para dar continuidade ao debate e à vida universitária no Campus Serra da Capivara. Como nas outras edições das Jornadas e igualmente nos Canteiros de Antropologia, tentamos sempre trazer a São Raimundo Nonato pesquisadores e pesquisadoras de outras instituições, o que consideramos fundamental para o debate antropológico”, destaca a docente. O evento conta com o apoio financeiro da Fundação de Apoio à pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi).

Ascom

Associação de Moradores do Lomanto Junior discute segurança pública nesta terça-feira (18)

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A  Associação de Moradores do Bairro Lomanto Junior vai realizar nesta terça-feira(18)
às 18h30, no Centro Comunitário do bairro, uma reunião para discutir segurança pública. A reunião contará com a presença da Major Ivana, Comandante da 73ª CIPM e do CONSEG/NORTE 73 CIPM.

“Convidamos a todos os moradores interessados em conversar sobre segurança. A hora, é agora. Vamos participar, dando sugestões para manter a paz e a segurança em nossa comunidade”, convidou João Leopoldo, líder comunitário.

Redação PNB

Mulher acusada de agressão e racismo contra entregadores presta depoimento à polícia e diz que se sentia ameaçada

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Nesta segunda-feira (17), a ex-atleta de vôlei Sandra Mathias Correia de Sá, que agrediu entregadores no dia 9 de abril, em São Conrado, Zona Sul do RJ,  afirmou em depoimento à polícia que se sentia ameaçada pelas vítimas de seu ataque de fúria. Ela chegou a dar chicotas com a guia do cachorro no trabalhador Max Ângelo, que é um homem negro.

Segundo reportagem do G1, Sandra também confirmou que a confusão começou no dia 4 de abril, quando o entregador Max Angelo passou perto dela na calçada onde os trabalhadores se reúnem, ao lado do prédio dela.

O depoimento de Sandra Mathias durou cerca de três horas e o IP investiga as agressões, respondendo pelos crimes de injúria e lesão corporal.

Após o depoimento, a acusada saiu da delegacia em silêncio.

Redação PNB

Autor de ataque a creche em Blumenau (SC) é indiciado por homicídio quadruplamente qualificado em SC

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A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou nesta segunda-feira (17) o homem de 25 anos que foi preso após invadir uma escola infantil particular em Blumenau (SC) e matar quatro crianças. Ele vai responder por quatro homicídios consumados quadruplamente qualificados (motivo fútil, emprego de meio cruel, sem possibilidade de defesa e contra menor de 14 anos) e por cinco tentativas de homicídio, com as mesmas qualificadoras, por causa das crianças que ficaram feridas. O ataque ocorreu em 5 de abril e, segundo os investigadores, durou apenas 20 segundos.

O inquérito foi concluído na sexta (14) e o conteúdo dele está sendo divulgado na tarde desta segunda em coletiva de imprensa conduzida pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel. A questão da sanidade mental, segundo o investigador, será enfrentada apenas na fase judicial. Antes, a polícia tinha cogitado pedir o exame ainda na fase do inquérito.

Para fazer a investigação, a polícia obteve autorização para quebrar o sigilo telefônico e telemático do homem. Os investigadores apontam que ele agiu sozinho e escolheu o CEI (Centro Educacional Infantil) Cantinho Bom Pastor, no bairro Velha, de forma aleatória.

Na versão apresentada pelo indiciado aos investigadores, ele declarou que obedecia a ordens de um outro homem, um policial militar e lutador de jiu-jítsu. Mas a hipótese de participação de uma segunda pessoa no crime foi descartada pela polícia. O policial atleta é apontado pelos investigadores como alguém “íntegro e sereno” e, segundo a apuração, não conhecia o autor dos crimes.

De acordo com o delegado Ronnie Esteves, um colega do autor do crime também foi chamado para prestar depoimento e afirmou aos investigadores que o homem indicava que faria “algo grande”.

“Duas semanas antes do fato ele se reuniu com esse amigo numa praça e ele teria conversado sobre a machadinha, sobre o padrasto e o policial militar e teria dito ainda que faria algo grande. Não disse o quê”, afirmou Esteves, fazendo referência a um dos antecedentes criminais do agressor, que esfaqueou o padrasto em 2011. “Como ele falava muita coisa, e o amigo não acreditava em mais nada, eles não deram sequência [à conversa].”

O exame toxicológico apontou que havia cocaína no sangue do agressor, mas os investigadores disseram não saber ainda a quantidade da substância e se o uso tinha sido feito de forma recente -pouco antes de cometer o crime ou no dia anterior, por exemplo.

Eles afirmam que o próprio homem admite que era usuário constante de cocaína.

Inicialmente, a polícia estudava apontar quatro tentativas de homicídio, apenas em relação às crianças que precisaram ser internadas em hospital. Mas, depois, houve a inclusão no inquérito de uma quinta criança ferida, que foi levada pela própria mãe ao hospital para realizar exames e não precisou ser internada.

A pena para o homicídio simples é de 6 a 20 anos de reclusão, além de multa. Em circunstâncias qualificadoras, a pena pode aumentar de 12 a 30 anos de reclusão.

Com a conclusão da investigação, o Ministério Público tem até cinco dias para oferecer a denúncia contra o homem à Justiça estadual. O processo deve tramitar na 2ª Vara Criminal de Blumenau e sob sigilo, por se tratar de um caso envolvendo vítimas menores de idade.

O criminoso está preso na Penitenciária Regional de Blumenau. A reportagem procurou a Defensoria Pública de SC para saber se o indiciado já tem defesa constituída no caso, mas ainda não teve retorno. Ele já tinha quatro passagens pela polícia.

O ataque

O ataque à escola aconteceu às 8h47 do dia 5 de abril. O acusado pelo ataque chegou de moto, pulou o muro de aproximadamente 1,65 metro e caiu no parquinho da escola, onde 25 crianças estavam reunidas para uma roda de conversa sobre a Páscoa.

Usando uma machadinha, o homem atingiu quatro crianças, que não resistiram e morreram ainda no parquinho. As quatro crianças que perderam a vida eram Bernardo Cunha Machado, 5, Bernardo Pabst da Cunha, 4, Enzo Barbosa, 4, e Larissa Maia Toldo, 7.

Outras quatro ficaram feridas, mas conseguiram ser levadas para o Hospital Santo Antônio e voltaram para suas casas no dia seguinte.

Funcionárias da escola relatam que a ação do homem foi extremamente rápida e que estava claro que o foco dele eram as crianças -ele fugiu quando teria percebido que elas estavam conseguindo frear o avanço dele contra os alunos, segundo os relatos. Toda a ação teria durado apenas 20 segundos.

Ao sair da escola, o homem logo se apresentou a um batalhão da PM próximo e foi preso. Horas depois do ataque, a polícia descartou a hipótese de o homem ter praticado o crime sob influência de jogos de internet -a versão chegou a circular em grupos de mensagens.

Creche retoma atividades

As atividades na escola infantil Cantinho Bom Pastor foram retomadas nesta segunda-feira (17). Logo na entrada, as crianças foram recepcionadas por pessoas fantasiadas de personagens de histórias infantis. Balões coloridos completavam o cenário.

O espaço interno também foi modificado. Desde a semana passada, a direção da creche vem promovendo uma reforma, com ajuda de voluntários e doações de materiais de construção. O muro da creche ficou mais alto e ele ainda ganhará uma nova pintura.

Na rua logo em frente à escola infantil, há uma viatura da Polícia Militar -dois agentes fazem a vigilância. De acordo com a direção da Cantinho Bom Pastor, o suporte da PM será dado nos próximos 15 dias. A partir daí, a creche prevê a contratação de segurança privada.

A escola infantil é particular e existe há quase 15 anos no bairro Velha. O espaço funciona como berçário, pré-escola e também contraturno para crianças de até 12 anos. Hoje são mais de 200 alunos matriculados e quase 30 funcionários.

Folhapress

MPBA faz recomendação sobre mina de fosfato em Campo Alegre de Lourdes

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O Ministério Público da Bahia fez uma recomendação sobre a mina de fosfato que está sendo gerida pela empresa Fosfonor, no povoado de Angico dos Dias, na cidade de Campo Alegre de Lourdes, Norte da Bahia.

Segundo a promotora de Justiça Heline Esteve Alves, é importante que seja feita uma inspeção cautelar em residências, cisternas e estruturas localizadas próximas do local onde ocorre a lavra do minério, o que deve ocorrer antes do início do uso de explosivos para extração dos fosfatos.

A recomendação se baseia em um parecer técnico elaborado pela Central de Apoio Técnico (Ceat) do MP, após visitas ao local no último dia 13.

Foi solicitada uma análise para definir o background no solo para os elementos químicos bário e arsênio, determinando os teores destes na água da barragem de Angico dos Dias, para estabelecer uma relação com os valores permitidos.

A promotora indicou que seja realizada uma avaliação técnica a fim de verificar se estão sendo disponibilizados no meio ambiente, durante o processo de beneficiamento, elementos e sedimentos que contenham arsênio, bário, fósforo, ferro, dentre outros, com seus quantitativos na água da barragem de Angico dos Dias, avaliando possíveis riscos ao meio ambiente, aos trabalhadores da mina e aos residentes próximos.

Redação PNB

“Inaceitável e desumano”: Paciente do Hospital Psiquiátrico de Juazeiro é trancado no cadeado, afrontando a Política Nacional de Saúde Mental; veja o que diz especialista

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O Portal Preto No Branco teve acesso a um vídeo que flagra um paciente do Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora de Fátima, em Juazeiro, trancado no cadeado em um dos cômodos da instituição.

Segundo informações de nossas fontes, o fato aconteceu no dia 8 de janeiro deste ano e a denúncia foi registrada no Ministério Público, em Juazeiro.

O paciente de iniciais J. V. teria sido preso no cômodo por determinação da enfermeira plantonista.

“Mesmo os técnicos de enfermagem sendo contra este procedimento proibido pela política Nacional de saúde mental, tiveram que passar o cadeado, pois a enfermeira de plantão disse que tinha ordem da direção do hospital. Os técnicos foram obrigados porque havia esta determinação, alegando que o paciente estava agitado”, denunciou uma fonte.

O fato também foi comunicado ao Conselho Municipal de Saúde, com envio do vídeo.

“Até a data de hoje não fizeram nada. Eles no conselho têm várias denúncias de irregularidades que acontecem no hospital, mas não adotam providências”, completou a fonte.

Nós enviamos a denúncia para o Presidente do Conselho Municipal de Saúde, Irmão Robson, que disse desconhecer a situação, mas que amanhã (18) enviará uma comissão ao hospital para averiguar o caso.

Passados mais de 3 meses do flagrante, estamos também buscando esclarecimentos junto ao Ministério Público sobre as providências adotadas.

A direção do Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora de Fátima não responde nossas mensagens e deixamos o espaço aberto para sua manifestação.

Nós ouvimos e mostramos o vídeo para a Assistente Social Emanuela Fonseca, que integra o movimento de Luta Antimanicomial na região.

Segundo o parecer da profissional a prática é “inaceitável e desumana”.

“Observa se nesse vídeo que a pessoa esta trancada, provavelmente como forma de castigar, disciplinar. Ele está destituído de todo e qualquer direito de ser tratado em sua singularidade. É desumano e inaceitável que pessoas continuem sendo internadas nesse local insalubre que não produz vida nem cuidado em saúde mental”, disse a Assistente Social.

A profissional continuou esclarecendo que “a reforma psiquiatra surge como denúncia ao modelo manicomial hospitalocêntrico, que segrega ,exclui e cronifica o sofrimento psíquico, de modo que não haja possibilidade de reintegração social, valorização das subjetividades dos sujeitos que ficam privados de liberdade, sofrendo abusos de varias ordens e agudizando as crises. A Lei 10.216 regulamenta o cuidado em saúde mental, assegurando o direito das pessoas com sofrimento psiquico de realizarem um tratamento territorial, como exemplo os serviços substitutivos dos CAPSs que têm como objetivo a reintegração ao convívio social, familiar e de trabalho. A razão de ser deste manicômio se dá por conta da fragilidade na rede de saúde mental do munícipio de Juazeiro.

Redação PNB

STF inicia julgamento de denúncias contra envolvidos em atos golpistas

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Manifestantes invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto.

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou madrugada desta terça-feira (18) o julgamento de 100 envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. Na ocasião, vândalos depredaram as sedes do Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso e o Palácio do Planalto. Agrediram policiais militares, seguranças dos prédios e deixaram um rastro de destruição.

A votação sobre o recebimento das denúncias feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os acusados começou à meia-noite e vai até as 23h59 da próxima segunda-feira (24). Na modalidade virtual, os ministros depositam os votos de forma eletrônica e não há deliberação presencial.

Nos votos que estão entrando no sistema, Moraes está aceitando as denúncias e afirmando que a liberdade de manifestação é garantida, mas atos com objetivo de pregar violência e desrespeito à democracia são “criminosos e inconstitucionais”.

“Não existirá um Estado Democrático de Direito sem que haja Poderes de Estado, independentes e harmônicos entre si, bem como previsão de direitos fundamentais e instrumentos que possibilitem a fiscalização e a perpetuidade desses requisitos”, afirmou o ministro.

Com a divulgação do voto de Moraes, que é relator das denúncias, os demais dez ministros da Corte também podem começar a votar. Se a maioria aceitar a denúncia, os acusados passarão a responder a uma ação penal e se tornam réus no processo. Em seguida, o ministro deverá analisar a manutenção da prisão dos acusados que permanecem detidos.

Presos

Conforme levantamento dos presos, dos 1,4 mil pessoas que foram detidas no dia dos ataques, 294 (86 mulheres e 208 homens) permanecem no sistema penitenciário do Distrito Federal. Os demais foram soltos por não representarem mais riscos à sociedade e às investigações.

Agência Brasil