Preto no Branco

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Espetáculo sacro leva fé e emoção para o distrito de Itamotinga, em Juazeiro

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A apresentação da Paixão de Cristo em Itamotinga, nesta quinta-feira (06), com o espetáculo ‘Jesus de Nazaré’, abriu a temporada de espetáculos sacros em Juazeiro. As apresentações que celebram a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo acontecem em cinco localidades do município e contam com investimento da Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (Seculte).

O analista de projetos de gestão cultural e turismo da Seculte, Edvaldo Franciolli, falou sobre o edital que facilita a realização dos espetáculos. “O edital envolve todo o município, tanto a sede como o interior, com a apresentação de espetáculos de qualidade, que merecem esse fomento. A prefeita Suzana Ramos acertou mais uma vez e vem gerando não só cultura, mas movimentando a economia dos bairros e distritos, que recebem um grande número de pessoas atraídas por essa cena que emociona o mundo há mais de 2 mil anos”, frisou o gestor.

Esse foi o caso da trabalhadora rural Tamires Marcolino, que saiu de Vermelhos (PE) com a família, para assistir a Paixão de Cristo em Itamotinga. “É um espetáculo lindo, o mais bonito que eu já vi, e isso atrai muita gente de fora. Eu venho sempre assistir porque emociona demais”, revelou Tamires.

Em Itamotinga, a apresentação dos espetáculos sacros já é uma tradição de mais de 30 anos, que sempre se renova com o apoio da comunidade e da Prefeitura de Juazeiro. “Pra gente é uma gratidão imensa poder contar com o apoio da Prefeitura e realizar um trabalho tão importante, que não é só teatral, mas religioso e de transformação dentro da vida de muita gente que já se envolveu e se envolve no processo”, disse um dos diretores do espetáculo, Giovani dos Santos. Na localidade, o evento é realizado pela Associação Comunitária, Cultural e Artística de Itamotinga (Accardi) e conta com a participação de mais de 100 pessoas.

Programação

Nesta quinta-feira (06), além do Distrito de Itamotinga, a Paixão de Cristo também foi encenada no bairro Dom José Rodrigues. A programação continua até sábado (08), confira os horários e locais das apresentações:

Jesus de Nazaré

Quando: 6 e 7 de abril, 20h

Local: Distrito de Itamotinga

Via Sacra Paixão de Cristo

Quando: 7 de abril, 19:30h

Local: Campo de Futebol do Distrito de Maniçoba

Vida, Morte e Ressurreição de Jesus

Quando: 7 de abril, 19h30

Local: Praça Monsenhor Nestor, Alagadiço

 Paixão de Cristo, o Espetáculo da Fé

Quando: 8 de abril, 19h

Local: Baraúna das Cabaças

Ascom/Seculte

“Estamos aqui com a pia cheia de pratos sujos e sem uma gota de água”, protesta morador do Palmares, Juazeiro

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“Estamos sem água há 5 dias. Um castigo isso. Por favor, nos ajudem a cobrar do SAAE. A água quando chega é a noite e não sobe. A gente tem que ficar aparando. Estamos aqui com a pia cheia de pratos sujos, roupas sujas e se uma gota de água pra nada. O SAAE estragou nossa semana santa”, essa é a súplica de Marcos Dias, morador do bairro Palmares, em Juazeiro, mais uma comunidade atingida pelo desabastecimento de água na cidade.

Outras reclamações

Moradores dos bairros Expedito Nascimento e Pedra do Lorde, em Juazeiro, também passam pelo mesmo problema. Em contato hoje (7), com o PNB eles clamaram ao SAAE por água nas torneiras.

Os relatos são de 4 dias sem água e com muitos transtornos nas residências.

“Sou moradora da Pedra do Lorde e estou sem água desde terça feira. Ou seja, há 4 dias.
Na matéria anterior o SAAE informou que o abastecimento já tinha voltado, porém é mentira. Não cai uma foto de água na torneira. Isso é um absurdo”. Tenho criança em casa e ficar sem água é impossível. Gostaria que vocês voltassem a publicar que continuamos sem água. Porque o feriadão está aí e acho muito difícil que eles tomem alguma providência entre o feriado e o final de semana. Total descaso! Mas a conta sempre chega até dois meses antes do vencimento. As vezes você ainda tá no mês de janeiro, quando já chega a fatura de Março e por aí vai”.

Um morador do Expedito Nascimento também protestou: “Sem uma gota de água, nem para beber. Será que teremos que comprar uma carrada de água para passar o feriado e final de semana. Aqui meus cães estão com sede, as plantas morrendo, a pia cheia de pratos e muita indignação e revolta com o órgão municipal”.

Ele concluiu ironizando: “Não podemos fazer o almoço da sexta santa, cozinhar o peixe, reunir a família. Sem água não se faz nada. Nosso jejum será de água. Sexta-feira santa e o SAAE faz isso com a população de Juazeiro”, fechou o morador.

Ontem (6), encaminhamos as reclamações para o SAAE e em resposta o órgão informou que “o reparo que suspendeu o abastecimento de bairros como Kidé, Palmares, condomínio Terra dos Sonhos , Pedra do Lord, Expedito Nascimento e Country Club, durante a tarde desta quarta-feira (5), já foi finalizado e o abastecimento será retomado gradativamente.”

Como o problema não foi resolvido, estamos novamente procurando o SAAE.

Redação PNB

Secretaria de Saúde se manifesta sobre exames bloqueados por um laboratório de Juazeiro, alegando falta de pagamento; Sesau diz que “Não recebeu qualquer aviso”

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Em resposta a uma usuária da Rede Pública de Saúde do município de Juazeiro que nos procurou na tarde desta quinta-feira (6), para contar que teve os exames bloqueados em um laboratório de Juazeiro por falta de pagamento do convênio pela Secretaria de Saúde,  o órgão se manifestou.

Procurada pelo PNB, a Secretaria de Saúde de Juazeiro (Sesau) esclareceu “que vem realizando com regularidade o pagamento dos laboratórios credenciados junto ao município de Juazeiro-BA, inclusive efetivou alguns durante essa semana. A Sesau destaca que não recebeu qualquer aviso formalizando a suspensão do fornecimento dos serviços, por suposta falta de pagamento. O que existem são algumas pendências documentais, por parte de alguns credenciados, o que vem inviabilizando a conclusão do processo administrativo de alguns pagamentos. A previsão é que, durante a próxima semana, as citadas pendências sejam regularizadas”.

A usuária contou que passou um constrangimento, na manhã de ontem(6), quando foi pegar o resultado dos exames de seu filho de 12 anos, em um laboratório conveniado com a Sesau e lá foi avisada que eles estavam retidos por falta de pagamento.

“Fui pegar os exames e lá fui informada que a prefeitura não pagou o convênio com a clínica e os resultados estavam bloqueados no sistema. Não me entregaram, sendo que os resultados eram pra ser entregues desde o dia 30 de março. A informação que me passaram foi que o único que podia entregar era o hemograma, porque depois do dia que os outros foram feitos, a prefeitura não pagou a clínica e estavam bloqueados os exames. Perguntei como eu levaria apenas um exame para a consulta do meu filho que já estava marcada e a atendente me disse que esperasse, pois já havia tido uma reunião e quando a prefeitura pagasse, eles liberavam os resultados”, relatou.

Ela também criticou o laboratório e questionou: “Nós necessitamos do SUS. Se os exames foram feitos por que não entregar ao usuário, enquanto se acertam com a prefeitura? Tinha que liberar”, concluiu.

 

Redação PNB

Jejum de água: “Sexta-feira santa e o SAAE faz isso com a população de Juazeiro”, protestam moradores do Expedito Nascimento e Pedra do Lorde

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Está repetitivo, cansativo, mas os moradores dos bairros Expedito Nascimento e Pedra do Lorde, em Juazeiro, estão clamando ao SAAE por água nas torneiras.

Os relatos são de 4 dias sem água e com muitos transtornos nas residências.

“Sou moradora da Pedra do Lorde e estou sem água desde terça feira. Ou seja, há 4 dias.
Na matéria anterior o SAAE informou que o abastecimento já tinha voltado, porém é mentira. Não cai uma foto de água na torneira. Isso é um absurdo”. Tenho criança em casa e ficar sem água é impossível. Gostaria que vocês voltassem a publicar que continuamos sem água. Porque o feriadão está aí e acho muito difícil que eles tomem alguma providência entre o feriado e o final de semana. Total descaso! Mas a conta sempre chega até dois meses antes do vencimento. As vezes você ainda tá no mês de janeiro, quando já chega a fatura de Março e por aí vai”.

Um morador do Expedito Nascimento também protestou: “Sem uma gota de água, nem para beber. Será que teremos que comprar uma carrada de água para passar o feriado e final de semana. Aqui meus cães estão com sede, as plantas morrendo, a pia cheia de pratos e muita indignação e revolta com o órgão municipal”.

Ele concluiu ironizando: “Não podemos fazer o almoço da sexta santa, cozinhar o peixe, reunir a família. Sem água não se faz nada. Nosso jejum será de água. Sexta-feira santa e o SAAE faz isso com a população de Juazeiro”, fechou o morador.

Ontem (6), encaminhamos as reclamações para o SAAE e em resposta o órgão informou que “o reparo que suspendeu o abastecimento de bairros como Kidé, Palmares, condomínio Terra dos Sonhos , Pedra do Lord, Expedito Nascimento e Country Club, durante a tarde desta quarta-feira (5), já foi finalizado e o abastecimento será retomado gradativamente.”

Como o problema não foi resolvido, estamos novamente procurando o SAAE.

Redação PNB

PF publica regras para uso de redes sociais por policiais; saiba quais as proibições

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Uma série de regras para utilização das redes sociais por integrantes da Polícia Federal foi publicada em decreto, nesta quinta-feira (6). De acordo com a nova legislação, as normas valem, a partir de 1º de maio de 2023, para perfis institucionais e pessoais.

Na lista de normas está a proibição de fake news. Eles também não podem usar símbolos, armas, equipamentos, nome ou qualquer imagem da PF para obter vantagem comercial, financeira ou eleitoral. Todos os policiais federais que têm perfis em redes sociais devem se adequar às exigências do ato normativo no prazo de 90 dias.

Os servidores estão vetados de emitir, compartilhar ou manifestar apoio a conteúdo que caracteriza ou demonstre “tolerância a discurso discriminatório, de ódio ou que expresse preconceito de qualquer natureza”. Além disso, está proibida a divulgação de informações sigilosas ou de uso interno, além de materiais apreendidos em diligências policiais.

Os policiais federais estão proibidos de utilizar a conta de e-mail institucional para cadastrar conta pessoal em mídias sociais e de “expressar opinião pessoal como se fosse posição oficial da Polícia Federal”, além de publicar ou compartilhar vídeos, áudios, fotografias ou similares que atentem contra a privacidade e a dignidade de pessoas envolvidas em contexto de atuação da corporação.

Veja todas as regras para utilização das redes sociais por policiais federais:

“INSTRUÇÃO NORMATIVA DG/PF Nº 250, DE 6 DE ABRIL DE 2023

O DIRETOR-GERAL DA POLÍCIA FEDERAL, no uso da atribuição que lhe confere o inciso V do art. 36 do Regimento Interno da Polícia Federal, aprovado pela Portaria nº 155, de 27 de setembro de 2018, do Ministro de Estado da Segurança Pública, publicada na seção 1 do Diário Oficial da União nº 200, de 17 de outubro de 2018; resolve:

Art. 1º Disciplinar a utilização dos símbolos, do nome e da imagem institucional da Polícia Federal por seus integrantes nas redes sociais e em quaisquer outras mídias digitais.

Art. 2º Para fins deste normativo, consideram-se redes sociais as soluções tecnológicas abertas à inscrição e destinadas a criar canais de comunicação e de intercâmbio de dados multimídia entre indivíduos e organizações, assim considerados os sítios da Internet, plataformas digitais e aplicativos de computador ou dispositivos eletrônicos móveis voltados à interação pública e social, que possibilitem a comunicação, a criação ou o compartilhamento de mensagens, de arquivos ou de informações de qualquer natureza, dentre outros.

Art. 3º A normatização do uso das redes sociais e mídias digitais pelos integrantes da Polícia

Federal tem por finalidade:

I – preservar os símbolos, o nome e a imagem institucionais;

II – preservar a segurança pessoal de seus integrantes e dependentes;

III – resguardar as capacidades operacional e investigatória, incluindo tecnologias, técnicas

e procedimentos empregados pela Polícia Federal;

IV – resguardar a segurança orgânica, operacional e da informação;

V – promover a impessoalidade das ações institucionais; e

VI – resguardar os direitos das pessoas envolvidas, direta ou indiretamente, com as ações e as atividades da Polícia Federal.

Art. 4º São pressupostos para o uso de redes sociais pelos servidores da Polícia Federal:

I – responsabilidade;

II – preservação dos símbolos, do nome e da imagem institucional; e

III – preservação da intimidade dos cidadãos.

Art. 5º No uso das redes sociais, os integrantes da Polícia Federal deverão:

I – observar a responsabilidade imposta pelo cargo nas postagens e interações;

II – cuidar da segurança de acesso e dos parâmetros de privacidade de suas contas; e

III – não utilizar as contas institucionais do órgão ou entidade da Administração Pública em

que trabalha para fins diversos daqueles para os quais foram criadas.

Art. 6º A criação de perfil institucional nas redes sociais deve ser autorizada pela Coordenação-Geral de Comunicação Social – CGCS/PF.

Parágrafo único. Os gestores de perfis institucionais nas redes sociais devem ser

capacitados sobre o tema e seguir as orientações técnicas da CGCS/PF, subordinando-se:

I – no órgão central, ao diretor da unidade correspondente, facultada a delegação; e

II – nas demais unidades, ao superintendente regional, facultada a delegação.

Art. 7º É vedado aos integrantes da Polícia Federal — nas redes sociais oficiais do órgão ou da entidade da Administração Pública em que esteja em exercício — publicar assuntos que não possuam pertinência temática com as respectivas atribuições.

Art. 8º É vedado aos integrantes da Polícia Federal, ainda que em conta particular:

I – utilizar em postagens ou interações, ressalvados os compartilhamentos de postagens

das redes sociais oficiais:

  1. a) símbolos, armamento, equipamentos, nome ou qualquer imagem da Polícia Federal para a obtenção de vantagem comercial, financeira, eleitoral ou outras vantagens indevidas; e
  2. b) elementos visuais ou textuais que possibilitem aos usuários das redes sociais

acreditarem que o perfil seja institucional;

II – emitir, compartilhar ou manifestar apoio a conteúdo ou informação que sabe ou deveria saber inverídica (fake 9ews);

III – emitir, compartilhar ou manifestar apoio a conteúdo que caracterize ou demonstre

VI – publicar ou compartilhar vídeos, áudios, fotografias ou similares que atentem contra a

privacidade e a dignidade de pessoas envolvidas em contexto de atuação da Polícia Federal; e

VII – publicar ou compartilhar informações, documentos ou imagens dos quais teve conhecimento em razão do exercício do cargo, salvo publicação oficial da Polícia Federal e seus compartilhamentos, em especial que digam respeito a:

tolerância a discurso discriminatório, de ódio ou que expresse preconceito de qualquer natureza;

IV – utilizar sua conta de e-mail institucional para cadastrar conta pessoal em mídias sociais;

V – expressar opinião pessoal como se fosse posição oficial da Polícia Federal;

  1. a) conteúdo de investigações policiais e disciplinares, inclusive interagências, em qualquer fase, e seus resultados, ainda que não tramitem em segredo de justiça;
  2. b) informações sigilosas ou de uso interno, métodos, tecnologias e procedimentos investigativos ou administrativos da instituição;
  3. c) conteúdo de cursos promovidos pela Polícia Federal de acesso restrito, inclusive na modalidade a distância; e
  4. d) materiais apreendidos em diligências policiais.

Art. 9º Os servidores da Polícia Federal que possuírem perfis em redes sociais deverão adequá-los às exigências deste normativo, no prazo de 90 (noventa) dias, contados da data de sua publicação.

Art. 10. As unidades da Polícia Federal que já possuírem perfis em redes sociais — no prazo de 30 (trinta) dias contados da data da publicação deste normativo — deverão:

I – comunicar a existência dos perfis em redes sociais à CGCS/PF; e

II – adequar-se às exigências deste normativo, sem prejuízo de outras diretrizes superiores relativas ao assunto.

Parágrafo único. A CGCS/PF, ao final do prazo assinalado no caput deste artigo, verificando que não houve a adequação dos perfis aos termos deste normativo, proporá as medidas consideradas pertinentes ao caso.

Art. 11. O disposto neste normativo aplica-se:

I – aos servidores em regular exercício de suas atribuições, inclusive cedidos e em missões policiais;

II – aos servidores em afastamentos regulares, ainda que o afastamento seja com prejuízo

de seus vencimentos;

III – aos alunos da Academia Nacional de Polícia, inclusive dos cursos de formação policial; e

IV – aos estagiários, funcionários terceirizados e colaboradores.

  • 1º Na hipótese do inciso III, a Diretoria de Ensino da Academia Nacional de Polícia – DIREN-ANP/PF determinará as providências para inserção dos dispositivos pertinentes no regime escolar.
  • 2º No caso do inciso IV, as unidades gestoras determinarão as providências para inserção das cláusulas pertinentes nos respectivos contratos.

Art. 12. As vedações previstas neste normativo não se aplicam:

I – aos casos de infiltração policial ou prospecções de dados e informações vinculadas a

investigações; e

II – às ações autorizadas no interesse da política de comunicação institucional definida pelo órgão.

Parágrafo único. As vedações constantes do art. 8º, inciso VII, também não se aplicam às comunicações realizadas pelo envio de mensagens, de forma individual ou em grupo, por servidores ou colaboradores em efetivo exercício no órgão, para a discussão de temas institucionais.

Art. 13. A Instrução Normativa nº 177-DG/PF, de 31 de agosto de 2020, aplica-se integralmente às publicações em redes sociais. Parágrafo único. Aos servidores da Polícia Federal, autorizados normativamente, que exerçam regularmente o magistério é lícito informar nas redes sociais seu cargo e função, respeitadas as vedações previstas neste normativo.

Art. 14. A Instrução Normativa nº 177-DG/PF, de 2020, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 1º  – Parágrafo único. As atividades de coaching e similares, destinadas à assessoria individual ou coletiva de pessoas, inclusive na preparação de candidatos a concursos públicos, não são consideradas atividade docente, sendo vedada a sua prática, ressalvadas as iniciativas das escolas de governo.” (NR)

Art. 15. Os casos omissos ou dúvidas suscitadas serão dirimidos pela Direção-Geral, ouvida a Corregedoria-Geral de Polícia Federal – COGER/PF.

Art. 16. Esta Instrução Normativa entra em vigor em 1º de maio de 2023.”

BNews

Dia do Jornalista: Com muito orgulho e resistência, fazemos parte da sua história e você da nossa também!

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Lidamos com os críticos todos os dias. Alguns nem sabem o que dizem, e os perdoamos mesmo assim. Lidamos com xingamentos, ataques e perseguições e seguimos a pauta.

Corremos riscos, mas não arriscamos o nosso propósito de fazer um jornalismo livre, combativo e comunitário. Pagamos o preço e não há barão que nos silencie. Não somos um balcão de negócios. E poderoso por aqui, é o anônimo cidadão, a cidadã não identificada que tem seus direitos violados.

Poderosos são os que lutam pelas causas sociais, pela diversidade, minorias e marginalizados pela sociedade, os que lutam pela igualdade, liberdade e fraternidade.

Escolhemos o bom combate, sem mordaças e cala bocas. Nossa bandeira é a ética. Nossa marca é a coragem. Aliás, jornalismo sem coragem deve ter outro nome. Jornalista submisso, não honra a profissão. Os subservientes, que nos perdoem, mas liberdade é fundamental neste ofício árduo. Ninguém a tem completamente, isso é bem verdade. As correntes do poder, do mercado e das conveniências pessoais são pesadas. Tentamos quebrá-las todos os dias e em cada pauta desafiadora que nos chega. Para nós, jornalismo é religião, missão de vida.

Apuramos, investigamos, ponderamos, mas não nos acovardamos no final. Isso quando a pauta é necessária.

Imparciais? Jamais! Porque somos gente com sentimentos, crenças e opiniões. Talvez isso nos diferencie, ousamos dizer. Responsáveis, éticos e sérios, sempre! Ainda que estejamos susceptiveis ao erro. E com ele não temos compromisso. Pedimos perdão numa ” errata” e, se preciso for, vamos ao tribunal de cabeça erguida.

Incomodar não é nem intenção e nem tampouco preocupação. Jornalismo que só agrada, é conivência, conchavo, manipulação. Definitivamente, esse não é o nosso perfil e nem o dos preceitos teóricos. Abraçamos este mister com alma, com garra, e com a razão. Sim, nossa razão é um fazer jornalístico que transforme, que contribua na construção de uma comunidade melhor, de um país e de mundo melhor.es.

Disso não arredamos o pé, as palavras, a voz e nem os ouvidos. Ouvimos vozes. Escutamos pessoas. Perscrutamos as verdades de todos os lados. Dos fatos, dos feitos, dos não e dos mal feitos.

Neste Dia do Jornalista, o Portal Preto No Branco celebra a sua contribuição, leitoras, leitores e ouvintes, que nos dão passos e seguem nossos passos também.

Com muito orgulho e resistência, fazemos parte da sua história e você da nossa também!

Redação Portal Preto No Branco 

Veículos de imprensa mudam política de cobertura de ataques a escolas; objetivo é evitar o chamado efeito contágio

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Veículos de imprensa anunciaram mudanças na forma de noticiar ataques a escolas. Nos últimos 20 anos, o Brasil registrou ao menos 24 atentados.

CNN, Band, Grupo Globo e Canal Meio decidiram não divulgar nomes, fotos e vídeos dos acusados. AEmpresa Brasil de Comunicação já adota esse protocolo em sua cobertura.

As medidas seguem recomendações de especialistas e de instituições para que a imprensa evite usar imagens, nomes e informações de suspeitos, de vítimas e da tragédia. O objetivo é evitar o chamado efeito contágio, que é estimular outros atentados.

Entidades médicas apontam conexão causal entre violência na mídia e comportamento agressivo em algumas crianças.

O Ministério Público de Santa Catarina e a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo também pediram que os profissionais de comunicação evitem a exposição de agressores e vítimas.

A professora e pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Danila Zambianco diz que o ideal é não trazer espetáculo e notoriedade para os autores desses atos.

“Não publicizar o seu nome, não publicizar a sua imagem, não trazer detalhes de como a situação aconteceu, de como eles construíram esse percurso. Às vezes, a notícia é quase um tutorial do massacre, de como se fazer. Então esse tipo de informação não tem que ser publicizado, não tem que ser veiculado”, disse.

Danila Zambianco destaca qual seria o papel da mídia na cobertura. “O papel da imprensa precisa focar nas vítimas, na reconstrução daquele espaço, na reconstrução do sentido dessa escola, Cantinho Bom Pastor, para que ela possa adquirir agora um novo significado para essas pessoas, para que essa política pública de promoção da convivência, o acompanhamento disso junto às instituições estaduais, esse é o papel da imprensa.” Ontem (5) um homem invadiu a creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau (SC), matando quatro crianças e ferindo três. A Polícia Civil informou que o autor do atentado foi preso depois de se entregar.

Após o ataque na Escola Estadual Thomazia Montoro, na capital paulista, em 27 de março, a Polícia Civil de São Paulo identificou, no ambiente virtual ou escolar, um aumento de situações que indicam planos de possíveis ataques em escolas. Em uma semana, foram registrados 279 casos.

Agência Brasil

A Semana Santa e as tradições populares que fortalecem os vínculos comunitários

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Quando o assunto é a tradição que vem da sabedoria popular e da memória coletiva, impossível não encontrarmos pessoas que dizem: “faço isso porque aprendi com meus avós, na minha comunidade…”, ou: “tenho esse costume desde pequeno/a”.

Dessa forma, poderíamos elencar uma série de práticas culturais que remetem, resumidamente, a construções e vivências coletivas e que, até hoje, motivam nossas comunidades na continuidade de diversas tradições. De acordo com estudiosas/os da Antropologia, a ciência que se dedica a diversos assuntos relacionados às origens e características do ser humano, esses elementos que formam o que chamados de cultura são resultados de todo um processo de acúmulo de saberes e práticas ao longo de gerações.

Com influência religiosa, através do cristianismo católico, a chamada Semana Santa, que tem dias dedicados à rememoração e celebração dos últimos passos de Jesus Cristo até a crucificação, muitas pessoas seguem tradições que são um símbolo desse “espírito comunitário”, que perpassa gerações, em diversos cantos do Semiárido. São costumes de, por exemplo, na sexta-feira da Paixão (dia da celebração da “morte” de Jesus) pedir a bênção do pai, da mãe e demais parentes de joelhos; de ir ao cemitério rezar pelos/as falecidos/as e fazer penitências; concluir vias-sacras, trocar alimentos entre as famílias; fazer doações (as chamadas esmolas); alimentar os peixes, entre outros.

Muitos desses exemplos de tradições acontecem aqui no Território de Identidade Sertão do São Francisco (TSSF). Em Andorinha, comunidade tradicional ribeirinha do município Sento Sé, a moradora Flor Leobino nos conta detalhes das práticas de trocas e pedidos de alimentos. “Na sexta-feira da Paixão, a gente partilha o pão, as crianças, jovens, adultos saem pedindo esmola. Aí, quando chega na porta, da gente diz: ‘uma esmolinha, pelo amor de Deus!’. A gente dá o que tem; é abóbora, a farinha, o feijão de corda […] Quando a gente dá, a pessoa diz: ‘Deus lhe pague sua esmola no Reino da Glória!’”.

Dona Flor ressalta que também existem os dizeres tradicionais para quando a família, por algum motivo, não tem como doar a quem pede. Nesse caso, a pessoa diz: “Deus lhe favoreça!”. A resposta, em complemento às palavras citadas, é sempre um Amém. “[…] É a tradição da gente, a gente aprendeu com os pais, os pais da gente já aprendeu com os avós, e assim vai!”, destaca.

Em Andorinha tem outras tradições, como, ainda na sexta da Paixão, fazer um mutirão comunitário para a limpeza do cemitério. Na ocasião, eles/as também reformam ou aumentam as covas. “[…] Vai para acender as velas nos túmulos, no cruzeiro. Os homens vão capinando os matos e as mulheres no carrinho, carregando, fazendo o mutirão e deixa o cemitério todo limpo […] E algumas comunidades (vizinhas) tem uma ou duas famílias que vai dar comida pros peixes”, complementa Flor Leobino.

Esse costume existente em comunidades ribeirinhas de alimentar peixes também é uma tradição em Pilão Arcado. Entre as explicações para a prática está a crença de que é uma forma de agradecer pela fartura da ceia naquele dia. O peixe é muito simbólico no cristianismo, que representa a vida.

Eliane Santana, da comunidade tradicional de Fundo de Pasto Brejo do Zacarias, nos conta que lá também existe essa cultura de alimentar os peixes dos lagos, uma “tradição antiga, que vai passando de geração em geração […] Outra tradição muito forte é de toda sexta-feira santa, bem cedo, irmos dar a bênção aos mais velhos da comunidade. É uma forma de fortalecer as crenças dos nossos antepassados”, afirma.

Em relação às orações pelo perdão dos pecados e pelas almas, existem práticas culturais de rezar por essa intenção e também, para isso, cumprir penitências. Há uma diversidade de características nos chamados cordões de penitentes, o que varia de acordo com o lugar e a intenção do grupo. Muito do que se tem em comum é o costume de se dirigir a cruzeiros e cemitérios, entoando cânticos e súplicas pelo perdão dos/as falecidos/as e em agradecimento por alcançar pedidos.

Na comunidade Santa Terezinha, região do Salitre, em Juazeiro, existe a tradição dos penitentes. Quando começou na prática, José Lair Ferreira tinha 15 anos, desde então ele nunca deixou de vivenciar e ainda deu seguimento na condução do grupo. “Hoje eu tenho 51 (anos), eu não me afastei por nenhuma situação. Não tenho mais nenhum dos guias que participaram naquela época, a gente continuou o trabalho, hoje eu não sou mais penitente, sou guia (dirige o grupo)”.

Seu José Lair reforça que a prática acontece para além das orações por falecidos/as e que não é só na quaresma. “A gente faz o ano todo a penitência, pagando algumas promessas que alguém faz, visitando o túmulo de alguém que foi penitente. E, é uma alegria só pra família, a gente trabalha não só na quaresma […] A gente não é só os mortos (a reza, intenções). Na verdade, a gente leva outros sacrifícios também, para pessoas que prometeram por alguém e a penitência deixa a gente certo de que tá certo”.

Sobre essa convicção nos resultados proporcionados pela crença, Lair enfatiza que há relatos de pedidos que foram alcançados. “Existem pessoas aqui que prometem sete anos para pagar, porque já viu resultado de prometer pro nosso padroeiro, que é São Vicente. E, crianças, outras pessoas, adultos com problemas de saúde. Pessoas que estavam no hospital esperando cirurgia e, de repente, alguém fez essa promessa pro cara sair. […] é parceiro meu, a gente trabalha na penitência e ele não deixa penitência por nada, porque ele foi valido (atendido). Até hoje ele não fez essa cirurgia e simplesmente ele foi curado”.

O exemplo mencionado, das graças alcançadas, de acordo com José Lair é uma grande motivação. Ele completa ainda sobre o sentimento que permeia a sexta-feira da Paixão. “Então, é isso que deixa a gente certo do que tá certo, e só sabe o que bom a penitência, quem faz. Quando a gente chega na sexta-feira santa, sabendo que vai encerrar o trabalho da quaresma, o cara chora sem perceber. As lágrimas ninguém segura. É muito bonito e bom fazer a penitência”, enfatiza.

Dentre muitas outras tradições, poderíamos citar ainda o costume de guardar a sexta-feira da Paixão para estar em família, participar da ceia com os parentes, uma prática que se prolonga até a celebração do domingo de Páscoa. É muito comum encontrar pessoas que viajam para suas comunidades de origem, na intenção de garantir essa vivência familiar, estar junto “dos seus”, como dizem nas comunidades.

Tradições como essas fortalecem os vínculos e as relações entre as pessoas das comunidades, revigoram e despertam a identificação com o pertencimento ao lugar. Em tempos de tantas ameaças aos territórios tradicionais, causadas por grandes empreendimentos, e de dados que revelam o aumento da degradação da Caatinga, manter laços comunitários firmes dão ânimo e esperança para um caminho de potencialização da valorização do bioma, com toda a sua diversidade cultural, de fauna e flora.

Eixo Educação e Comunicação do Irpaa

Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola reforça importância de prevenção nas escolas

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Embora seja uma prática violenta, nem sempre falar de violência é falar sobre bullying. Isso porque, de acordo com a psicóloga educacional do SESI Pernambuco, Daniella Menezes, não é possível dizer que uma criança ou adolescente está cometendo bullying quando ela é violenta por um único evento. A especialista explica que o bullying é um ato de intimidação sistemática, ou seja, é uma violência que ocorre de forma recorrente, acarretando prejuízo físico ou emocional para o outro. Celebrado no dia 7 de abril, o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola existe para que escola e família reflitam, em conjunto, maneiras de combater esses comportamentos violentos.

“É importante entender que a violência é um fenômeno multifatorial. Não podemos dizer que uma pessoa é violenta por um caso isolado. É sempre um somatório de fatores que leva aquela criança ou adolescente a apresentar um comportamento violento. Quando eu digo que agredi um colega uma vez, uma criança que apresentou um comportamento de rejeição a um colega por uma característica uma vez isso não necessariamente caracteriza que ele cometeu bullying. O que de fato caracteriza, inclusive do ponto de vista legal, é a repetição, é a questão sistemática”, afirma Daniella Menezes.

A psicóloga educacional explica que são várias as motivações que podem levar uma criança ou jovem a praticar o bullying, dos mais individuais aos coletivos, relacionados a questões sociais, culturais ou educacionais. Entre as formas que o bullying pode acontecer, Daniella pontua que pode ser de maneira verbal, física, moral ou, mesmo, virtual, conhecida como cyberbullying. “Talvez, o cyberbullying seja a maneira que essa prática violenta mais vem acontecendo porque a velocidade com que as informações acabam se disseminando é enorme e isso tem um alcance rápido e intenso. Não é à toa que o número de delegacias específicas para crimes virtuais vem crescendo”, destaca.

Ela explica que é preciso atuar de forma preventiva, principalmente dentro do ambiente escolar, pois somente assim é possível minimizar os impactos do bullying. “A escola tem a obrigação de promover medidas de conscientização e combate todo tipo de violência, especificamente, a questão do bullying. Não é mais um tema favorável para ser trabalhado, mas obrigatório. Então isso vai envolver desde ações sistemáticas a ações pontuais, seja através de momentos informativos, lúdicos ou de vivência, situações práticas, mas, ao longo do ano letivo, é preciso falar sobre isso”, defende.

Nesse sentido, ela avalia que é fundamental que escola e família estejam juntas, que, por isso, os pais devem ficar atentos a como está a relação dos filhos com os colegas de turmas ou de séries próximas. “É fundamental que os pais acompanhem as relações, com quem eles convivem, as formas como lidam com as diferenças, como o respeito, a empatia, o cuidado com o outro e a solidariedade são vivenciados dentro da família. Quanto mais a gente fortalece isso, mais a gente age de forma preventiva e contra a cultura de violência”.

Apesar das ações combativas e educativas que devem ser realizadas, a psicóloga educacional do SESI-PE reforça que não se deve deixar de considerar que uma criança ou um adolescente que comete uma violência não precise de cuidados. “Mas claro que o nosso olhar para quem está sendo vítima precisa ser redobrado, pois essa pessoa precisa ser fortalecida e apoiada para que seja evitado um dano ainda maior”.

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