Redação

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‘Remete a desigualdades históricas’: Carla Perez pede desculpas após subir nos ombros de segurança

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Após repercutir nas redes sociais um vídeo em que aparece sendo carregada em meio aos foliões do bloco infantil Algodão Doce, Carla Perez se tornou alvo de críticas. Nesta segunda-feira (16), a dançarina e cantora publicou uma nota pedindo desculpas pela cena.

As imagens foram registradas no último domingo (15), durante apresentação no circuito Osmar (Campo Grande), que marcou o encerramento do comando de Carla à frente do bloco após mais de 20 anos.

Veja na íntegra a nota publicada por Carla Perez

https://www.instagram.com/p/DU1gnGGAZc3/?igsh=MXF1dzhxNXRweGhlZA==

No vídeo, a artista aparece nos ombros de um segurança negro, enquanto segura um celular, se emociona com uma música gospel que tocava no momento e cumprimenta o público.

Na nota, Carla afirmou que seu objetivo era conseguir contato mais próximo com os fãs e, por isso, subiu nos ombros do trabalhador. “A imagem que ficou é dura, e eu reconheço isso. Ainda que a intenção tenha sido boa, a cena reproduz simbologias que nos atravessam enquanto sociedade. Remete a desigualdades históricas que estruturam o nosso país e que jamais podem ser naturalizadas. Nada justifica”, escreveu.

Uma das críticas partiu da influenciadora e acadêmica Carla Akotirene, que afirmou ter deixado de celebrar o Carnaval este ano por não se sentir “à vontade de lidar com pretos nesta situação”.

“Acríticos dirão que o trabalhador não está sendo forçado a carregar a loira; outros dirão que ela é parda, como se o colorismo fosse irrelevante nas dinâmicas raciais. Minha xará, Carla, ganhou muito dinheiro dançando axé e sabe que, neste caso, ela ‘nasceu pra ser cabeça e o pobre preto calda’”, escreveu Akotirene.

A professora e escritora Bárbara Carine também comentou o vídeo, afirmando que as imagens causam desconforto em pessoas negras. “Eu vou nomear esse desconforto: ele é proveniente de uma imagem de subalternidade que foi historicamente construída para pessoas negras a partir da lógica escravocrata”, explicou.

A dançarina reiterou o pedido de desculpas e afirmou reconhecer o erro. “Errei. Reconheço. E, mais uma vez, peço desculpas. Reafirmo meu compromisso inegociável de combater qualquer prática ou simbologia que reforce o racismo estrutural”, declarou Carla Perez.

Correio da Bahia 

Advogada orienta sobre como se proteger de crimes digitais no carnaval

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Imagens capturadas em pleno carnaval, na alegria dos blocos e festas, sem conhecimento nem permissão dos foliões, podem gerar problemas graves, expor as pessoas a riscos e, inclusive, a crimes. A advogada Maria Eduarda Amaral, especializada em Direito Digital e Propriedade Intelectual, ensina como as pessoas devem fazer para se proteger dos chamados crimes digitais no carnaval e, também, no resto dos dias do ano.

“Essa é uma questão bastante sensível porque, hoje, qualquer conteúdo que você posta na internet está suscetível a manipulações, a utilizações indevidas, aos maiores cuidados que eu possa deixar aqui hoje”, disse Maria Eduarda à Agência Brasil.

Algumas precauções incluem: somente aceitar pessoas nas redes sociais que você conheça, não se expor excessivamente, não postar coisas em tempo real quando ainda estiver em determinado ambiente ou local, tomar bastante cuidado com símbolos principalmente.

“Eu vejo pessoas que saem do trabalho, vão para o carnaval e postam fotos. Os mais jovens que saem da faculdade com algum símbolo que identifique o local, vão para o carnaval e postam alguma coisa que acaba tornando a vida deles muito identificável”.

A especialista explicou que a pessoa que tem a intenção de fazer fazer mau uso da informação vai estar observando esses movimentos, para saber que o jovem acabou de sair da faculdade e está indo para uma festa.

“Sabe que, se fizer alguma coisa para prejudicar essa pessoa, ela vai demorar algum tempo para perceber e ver. Esse é o momento. Se a pessoa estiver curtindo uma festa de carnaval, o momento de fazer algo contra aquela pessoa é agora, porque ela não vai estar prestando atenção. É mais fácil de se espalhar (o boato, a mentira) e, então, ela não vai tomar uma atitude imediata para conter essa situação”.

Intercorrências

Pelo que a advogada Maria Eduarda pôde perceber no último carnaval, uma das maiores intercorrências foi invasão de redes sociais. Ela explicou que as pessoas, no desespero do momento, entram em wi-fi públicas muito duvidosas ou acabam acessando SMS ou links suspeitos, passando códigos suspeitos pelo telefone. “Enfim, invasões por redes sociais que acabam gerando golpes financeiros em redes sociais”.

A segunda intercorrência significativa são os deepnudes, fotos falsas que deixam pessoas nuas e que são geradas pelo uso de inteligência artificial. “Porque as pessoas estão fantasiadas e é mais fácil para a IA gerar um conteúdo sexual falso, a partir dessas imagens e fotos”.

Isso ocorre principalmente com essas imagens quando se trata de mulheres com fantasias, adornos, adereços de carnaval. É o uso indevido de imagem.

Outro problema grave está ligado ao uso de aplicativos de encontros, como Tinder, Happn, Inner Circle, para pegar fotos de pessoas reais que são manipuladas por inteligência artificial, criando perfis para poder dar match, ou seja, combinar ou corresponder à expectativa da pessoa.

Para os bandidos, dar match significa levar as pessoas que procuram encontros por aplicativos a encontrar os possíveis parceiros ou parceiras em locais não seguros, onde podem acontecer roubos, furtos, sequestros e outros tipos de crimes.

Maria Eduarda recomenda muito cuidado ao entrar nesses aplicativos, inclusive ao fazer chamadas de vídeo. Se do outro lado estiver de fato um golpista, essa chamada de vídeo pode ser utilizada para acessar principalmente contas bancárias, fazer empréstimo, fazer cartões de crédito.

A especialista em crimes digitais advertiu que cuidado maior devem ter pessoas que estão curtindo o carnaval fora da cidade onde moram.

Cuidados básicos

Antes de marcar encontros por esses aplicativos, o usuário deve tomar alguns cuidados básicos, orientou Maria Eduarda. Segundo a especialista, o ideal é coletar o máximo de informações sobre a pessoa com quem quer se encontrar.

“Falando principalmente do público LGBTQIA+, que é o mais afetado, existem algumas pessoas que não expõem a própria sexualidade. Então, trabalham ali com apelidos, muitas vezes sem fotos do rosto nem de perfil. O que a pessoa que vai se encontrar com ela pode fazer é pegar redes sociais, conferir informações de nome. Pode lançar o nome em um site jurídico, por exemplo, o JusBrasil, para verificar se a pessoa com quem o encontro será feito já teve algum problema, alguma intercorrência antes”.

O usuário deve entrar nas redes sociais para ver se acha aquela pessoa, se ela está na mesma cidade, e perguntar sobre o dia dela, para conferir se o que ela falou até ali coincide. Deve verificar nas redes sociais se teve algum tipo de postagem, alguma foto, algum story .

Então, a orientação da advogada é dar o próximo passo, que consiste em uma videochamada, mesmo com os riscos de golpes com vídeos, e uma troca de fotos “desde que seja com parcimônia também, não sejam fotos muito comprometedoras, principalmente que não sejam fotos íntimas, até porque você está conferindo informações, mas não sabe quem é a pessoa que está do outro lado”.

Ela explica que há um cálculo sensível de riscos, quando o assunto é vídeochamada. “Nesse caso, o mais seguro é que a pessoa faça a videochamada com cautela porque não se teria outra forma de verificar se a pessoa que está falando com você é a mesma pessoa do aplicativo. É essencial prestar atenção em qualquer movimentação suspeita durante a chamada e não manter o rosto muito próximo da câmera para evitar qualquer leitura facial por aplicativos terceiros”.

Erros comuns

Mesmo pessoas que tenham tomado todos os cuidados possíveis nesses aplicativos de relacionamentos podem acabar sendo prejudicadas de alguma forma. “Nós já tivemos casos aqui em que a pessoa tomou todos os cuidados possíveis. Ela realmente estava falando com a pessoa do outro lado que dizia ser quem era. Só que na hora de marcar o encontro, foi sugerido um lugar totalmente ermo, de procedência duvidosa“. Ao chegar lá, o usuário percebeu que se tratava efetivamente de um golpe. Ou seja, a pessoa com quem ela falava era participante do golpe, mas foi-se criando uma confiança.

Daí a advogada orientar que por mais que essa pessoa passe por todas as verificações e consiga estabelecer confiança, ainda assim o interessado deve fazê-la passar por uma quarta verificação. A pessoa deve exigir um encontro em um local público.

Prints

Os prints (capturas de telas) são majoritariamente as provas digitais válidas para abrir um processo judicial ou uma investigação policial, confirmou Maria Eduarda Amaral.

“Um padrão que eu vejo nesse tipo de caso, envolvendo golpes virtuais, é que por mais que a pessoa faça todas as verificações, ela não guarda informações sobre a pessoa que ela vai encontrar”.

A sugestão é que, enquanto o usuário estiver conversando com a pessoa no aplicativo ou no Whatsapp tire um print do perfil dela e manda para um amigo.

De acordo com a advogada, pode-se tirar print de tudo, do número que a pessoa está usando no Whatsapp, de foto que aparece nesse número, de algum status.

“Se a pessoa ligou para o usuário em uma chamada de vídeo, tira um print do rosto de quem está falando com você, do convite dela te chamando para sair. Porque é muito comum nesses casos, os golpistas apagarem tudo depois que eles conseguem o que querem da pessoa”, alerta.

“Eles vão apagar o perfil que usaram para falar com você, vão descartar os números, vão apagar os números de WhatsApp e aí, depois, por mais que a vítima queira, se torna muito mais difícil saber quem é aquela pessoa”, completou.

A advogada esclareceu que a partir do momento em que a vítima guarda, desde o início, todas as informações, é mais fácil ciar uma linha do tempo “para poder entender de onde ela surgiu, quem ela é, se está aplicando outros golpes, como está utilizando essas redes digitais para conseguir aplicar esses golpes”.

Se a vítima não tem essas informações, os advogados podem entrar em contato ali com a operadora de telefonia, por exemplo, mas o chip já não existe mais. “Então, eles não têm como te passar as informações que são necessárias. E, se tudo der certo, o máximo que vai acontecer é você apagar tudo e descartar”.

A advogada afirmou, entretanto, que as plataformas podem ser responsabilizadas nesses casos também. “Nós entendemos que, principalmente se tratando de sites de relacionamentos, existe uma responsabilidade da plataforma porque o usuário precisa se cadastrar, tanto que não é possível que uma mesma pessoa tenha mais de um perfil no Tinder, por exemplo”.

A especialista aconselha ainda que as pessoas não tenham vergonha de denunciar. “Não existe vergonha em ser vítima. Nós somos todos humanos, todos nós temos a possibilidade de passar por esse tipo de situação, de cair nesse tipo de golpe”.

Responsabilização

Em todos esses tipos de crimes, a vítima pode buscar uma responsabilização civil. “Quando nós falamos, por exemplo, da invasão de uma conta bancária, a responsabilidade civil é também do banco pela fraude. Se você conseguir encontrar essa pessoa golpista, a responsabilidade criminal é dessa pessoa”.

Maria Eduarda deixou claro mesmo sem identificar o golpista, a vítima pode buscar a pessoa para quem fez transferências bancárias, falando-se aqui de invasão de conta bancária, por exemplo. “Porque a pessoa, em nome de quem está aquela conta, que está recebendo aquele dinheiro que é fruto de um crime, ela é punível com a situação. Então, ela também responde pelo golpe, pela fraude”.

No caso das deepfakes, há responsabilização criminal do usuário que gerou aquele conteúdo e existe também responsabilização parcial da plataforma, tanto civil quanto criminal. No caso do criminal seria para remoção, para exclusão do conteúdo. No caso da responsabilização civil, seria para as indenizações que a pessoa prejudicada pode receber, principalmente indenizações relativas a danos morais, a danos à imagem, a depender da extensão da veiculação desse conteúdo e do dano na vida da pessoa afetada.

“Então, a plataforma responde solidariamente com o usuário. Se você não sabe quem é o usuário, a responsabilidade recai sobre a plataforma”.

As deepfakes são imagens criadas com o uso de tecnologias de inteligência artificial que permitem a sobreposição de rostos e vozes em vídeos, podendo sincronizar os movimentos dos lábios e expressões faciais, o que faz com que a imagem se assemelhe muito à de uma pessoa real.

Maria Eduarda Amaral informou que nos casos dos perfis de aplicativo, ocorre a mesma coisa. A responsabilidade é solidária, porque, ao se fazer o cadastro nessas plataformas, a pessoa precisa informar certos dados, inclusive sob o pretexto de segurança para os usuários.

“Se a plataforma não faz esse cruzamento de dados, então ela permite que qualquer pessoa suba qualquer foto ali falsa, sem a possibilidade de se verificar se se trata realmente de uma pessoa. Nesse caso, ela está sendo conivente com essa situação. Então, ela também é responsável”.

Se a plataforma não conseguir identificar quem é esse usuário, “o que ultimamente é bem difícil”, ela responde individualmente. Já se a plataforma consegue identificar quem é esse usuário, então a pessoa prejudicada pode tomar as medidas cabíveis contra ele. Nesse caso, não só a vítima, como também a pessoa que teve a imagem utilizada, conseguem responsabilizar esse golpista de forma cível e criminal, além de responsabilizar a plataforma de forma cível.

Isso acontece justamente porque é previsto nos termos e diretrizes da plataforma, da comunidade, que “o cadastro é uma das formas de se verificar a idoneidade do usuário que está se cadastrando ali naquela plataforma”.

Agência Brasil

ID Jovem garante passagens gratuitas ou com desconto nas barquinhas em Juazeiro

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A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria da Mulher e Juventude (SMJ), reforça o acesso da juventude ao benefício do ID Jovem, que também é aceito no transporte por barquinhas. A iniciativa amplia a mobilidade dos jovens e garante mais inclusão social e acesso a direitos.

O ID Jovem é um programa do Governo Federal que assegura benefícios para jovens de baixa renda, entre eles a gratuidade ou desconto no transporte e o pagamento de meia-entrada em eventos culturais e esportivos.

Em Juazeiro, o benefício também é aceito nas barquinhas, garantindo mais acessibilidade à juventude que utiliza diariamente esse meio de transporte. Cada embarcação tem direito a disponibilizar duas vagas inteiramente gratuitas e duas vagas com 50% de desconto para usuários que apresentem o ID Jovem válido.

A ação integra um avanço na democratização do transporte e fortalece as políticas públicas voltadas para a juventude, promovendo inovação e inclusão social no município. Além do transporte, o ID Jovem também garante meia-entrada em cinemas, teatros, shows e eventos esportivos, ampliando o acesso à cultura, ao lazer e à cidadania.

Para ter acesso ao benefício, é necessário:

• Ter idade entre 15 e 29 anos;
• Estar com o cadastro atualizado no CadÚnico;
• Ter renda familiar de até dois salários mínimos;
• Possuir CPF ou NIS.

Como acessar o ID Jovem:

O benefício pode ser emitido gratuitamente por meio do aplicativo oficial do programa ou com apoio da Secretaria da Mulher e Juventude (SMJ), que orienta os jovens sobre o cadastro e a utilização do benefício.

Ascom PMJ

Juazeiro Limpa avança com frentes diárias de limpeza e manutenção em diversos bairros de Juazeiro

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O Programa Juazeiro Limpa segue avançando com ações contínuas de zeladoria urbana em diferentes regiões do município. A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Serviços Públicos de Juazeiro (SESP), tem intensificado a limpeza diária da cidade com mutirões, retirada de entulhos, patrolamento, pintura de espaços públicos e reforço na varrição manual, ampliando o alcance dos serviços e garantindo mais organização, segurança e qualidade de vida para a população.

Entre as frentes de trabalho, equipes com retroescavadeira e caçamba atuam na retirada de entulhos em diversas ruas e bairros da cidade. Como exemplo, nesta sexta-feira (14), os serviços foram realizados na Rua Aroeira, no Cajueiro, e no fundo do bairro Paulo VII, além do patrolamento em frente ao Mairi e na BR-210, melhorando as condições de tráfego e mobilidade. As equipes de pintura também atuaram na Orla Nova, promovendo a manutenção e a conservação do espaço público.

O mutirão de limpeza também contou com equipes na Pedra do Lord e na Rua Equador, enquanto a varrição manual segue o cronograma semanal em outras áreas do município. Já a limpeza residencial beneficiou os residenciais São Francisco, Mairi, Brisa da Serra, Praia do Rodeadouro e Itaberaba 1, 2 e 3.

Equipes extras também foram direcionadas para pontos estratégicos, como a Avenida Santos Dumont, o Paço Municipal, a Orla Nova, o Mercado do Produtor, o Terminal Rodoviário, a Ilha do Rodeadouro, a Ilha do Fogo, a Orla na área da Marinha e a Avenida Papa João Paulo I, no Country Club.

De acordo com o secretário da SESP, Romário Varjão, a proposta é manter um trabalho permanente de cuidado com a cidade. “Estamos reforçando as equipes e ampliando as frentes de serviço para atender todas as regiões. A limpeza urbana é uma ação contínua, que impacta diretamente na saúde, na mobilidade e no bem-estar da população”, destacou.

Ascom

Juazeiro soma mais de mil cadastros no Programa Dignidade Menstrual desde 2025; confira os pontos de distribuição

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Desde 2025, a Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria da Mulher e Juventude (SMJ), vem ampliando o acesso das mulheres ao Programa Dignidade Menstrual, iniciativa do Governo Federal que garante a distribuição gratuita de absorventes para pessoas em situação de vulnerabilidade social. O município já soma mais de mil cadastros realizados.

O Programa Dignidade Menstrual assegura o acesso gratuito a absorventes para pessoas com idade entre 10 e 49 anos inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), fortalecendo o direito à saúde menstrual e contribuindo para a redução das desigualdades sociais. Em Juazeiro, a Secretaria da Mulher e Juventude atua orientando e auxiliando as mulheres no processo de cadastro, que pode ser feito de forma online, por meio do aplicativo Meu SUS Digital, ou presencialmente na própria secretaria.

Após a autorização emitida no sistema, as beneficiárias podem retirar gratuitamente os absorventes nas farmácias credenciadas ao programa. Confira os pontos de distribuição:

Drogatim Drogarias Ltda – Barão do Rio Branco, Centro

Empreendimentos Pague Menos S.A. – Rua 15 de Julho, nº 8, Centro

Farmavida Popular Ltda – Rua Quatorze, nº 52, João Paulo II

Magalhães Ferreira Produtos Farmacêuticos Ltda – ME – Rua Santa Izabel, nº 26, Alto do Cruzeiro

Marta Maria Silva de Carvalho – Avenida Dr. Jorge Khoury, s/n, Distrito de Maniçoba, Zona Rural

A iniciativa tem impacto direto na renda das famílias, especialmente aquelas compostas por três ou quatro mulheres em idade menstrual, reduzindo gastos mensais com itens básicos de higiene e promovendo mais dignidade e qualidade de vida. O programa é garantido por lei federal, aprovada pela Câmara dos Deputados a partir da proposição de uma deputada mulher, com foco na promoção da saúde, da dignidade e da equidade para meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade.

Podem ter acesso ao programa, pessoas que atendam aos seguintes critérios:
• Ter idade entre 10 e 49 anos;
• Estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico);
• Possuir renda mensal de até R$ 218; ou
• Ser estudante de baixa renda da rede pública; ou
• Estar em situação de rua.

Para retirar os absorventes, basta procurar uma farmácia credenciada e apresentar: Autorização emitida no aplicativo Meu SUS Digital; CPF e Documento de identidade com foto.

Ascom PMJ

CERPRIS mantém atendimentos mesmo durante ponto facultativo de Carnaval em Juazeiro

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Mesmo diante do ponto facultativo decretado no município em razão do período oficial de Carnaval, o Centro Regional de Prevenção, Reabilitação e Inclusão Social (CERPRIS) manteve o funcionamento regular nesta segunda-feira (16), garantindo assistência aos usuários previamente agendados. Ao longo do dia, a unidade realizou cerca de 20 atendimentos com suporte de equipe multiprofissional.

A unidade optou por manter os atendimentos de neuropediatra para não causar prejuízos aos pacientes. A equipe se manteve integralmente mobilizada para acolher os usuários agendados. O serviço da especialidade é ofertado às segundas e quartas-feiras, ampliando o acesso e garantindo continuidade ao acompanhamento especializado dos usuários.

Para assegurar o pleno funcionamento da unidade, a Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro (Sesau) organizou uma força de trabalho composta por assistente social, enfermeiro, técnicos de enfermagem, recepcionista, profissionais de portaria e auxiliar de serviços gerais (ASG), garantindo o acompanhamento adequado das crianças e seus responsáveis.

O secretário de Saúde, Helder Coutinho, destacou a importância da iniciativa. “Nosso compromisso é com a assistência e o cuidado contínuo à população. A decisão de manter os atendimentos no CERPRIS, mesmo em ponto facultativo, demonstra sensibilidade e responsabilidade com as crianças e suas famílias, evitando remarcações e possíveis atrasos no acompanhamento especializado”, afirmou.

Ascom

Campanha contra assédio sexual no carnaval tem adesão de 18 estados

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Para reforçar que o assédio, a importunação sexual e o desrespeito às mulheres não têm espaço no carnaval, o Ministério das Mulheres mobilizou as secretarias estaduais de políticas para as mulheres para ampliar o alcance da campanha “Se liga ou eu ligo 180”.

O objetivo é convocar a sociedade a não fechar os olhos para situações de assédio e violência durante a folia. Independentemente da roupa da foliã ou da ingestão de bebida alcoólica.

A pasta explica que, sobretudo em ambientes de grande aglomeração – como blocos de rua e shows – são recorrentes os relatos de toques indevidos, beijos forçados, apalpamentos das vítimas, abordagens insistentes e comentários de teor sexual. Essas condutas violam direitos, causam constrangimento e podem gerar responsabilização criminal.

Ao todo, 18 estados em todas as regiões do país já aderiram à campanha: Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins.

Ações da campanha

Em diversos estados participantes, órgãos de políticas para as mulheres montaram pontos de apoio e tendas em áreas de grande circulação, onde foram instaladas faixas com as mensagens “Se liga ou eu ligo 180” e “Violência contra a mulher é crime. Denuncie. Ligue 180. Em caso de urgência, ligue 190”.

No local, estão sendo distribuídos folhetos e brindes como fitas, adesivos e tatuagens temporárias, pulseiras, viseiras, além de material informativo sobre as estruturas públicas disponíveis para a proteção e o acolhimento de mulheres vítimas de violência.

O Ministério das Mulheres ainda instalou grandes balões infláveis em avenidas de diversas capitais.

A divulgação do Ligue 180 durante o carnaval também ocorre por meio do envio de mensagens para celulares de mulheres em sete cidades onde ocorrem grandes comemorações de carnaval: Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Recife, Olinda e Maceió.

Como denunciar

A orientação da campanha do Ministério das Mulheres é de que o carnaval é tempo de alegria, mas qualquer toque, abordagem ou exposição sem consentimento é crime e deve ser denunciado.

A lei nº 13.718/2018 tipifica como crime a importunação sexual, caracterizada por qualquer ato libidinoso praticado contra alguém sem consentimento. A pena é de reclusão de um a cinco anos, se o ato não constitui crime mais grave.

A vítima de qualquer forma de violência ou qualquer pessoa que presencie uma situação deste tipo deve procurar ajuda imediatamente e denunciar o agressor.

Saiba mais sobre os canais de denúncia:
Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher: Oferece orientação sobre os direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento, registra denúncias de violência contra mulheres e encaminha às autoridades competentes;

190 – Polícia Militar de cada estado: para situações de risco imediato como em casos de agressão física, ameaça, perseguição ou violência em andamento;

Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) para atendimento presencial especializado para mulheres em situação de violência; para registro de boletins de ocorrência; e Encaminhamento para serviços de apoio psicológico, social e jurídico.

Atendimento por equipes capacitadas para lidar com casos de violência de gênero;
pProcurar a organização do bloco, do evento ou do espaço onde a situação de violência ocorreu para informar aos seguranças, brigadistas, monitores ou responsáveis e pedir apoio para identificar o agressor e garantir a segurança imediata da mulher.

Parcerias

Além da mobilização nos estados pela campanha, a “Se Liga ou eu Ligo 180” tem o apoio da Caixa Econômica Federal, que incluiu mensagens de conscientização nos bilhetes emitidos nas casas lotéricas de todo o país durante o período carnavalesco, reforçando que “Carnaval é festa, mas assédio é crime. Denuncie. Ligue 180. Urgência, ligue 190.”

Outra parceira na mobilização é a Polícia Rodoviária Federal (PRF), com a divulgação do Ligue 180 em faixas disponibilizadas em pontos estratégicos nas rodovias federais em 27 capitais, neste período do ano.

Concessionárias de rodovias também integram a iniciativa e exibem as mensagens da campanha em painéis eletrônicos, praças de pedágios e canais de comunicação com usuárias e usuários das estradas, ampliando o alcance da informação e fortalecendo a rede de proteção às mulheres.

Com apoio do Ministério das Mulheres, o Governo Federal também lançou outras campanhas para garantir um carnaval livre de violência: “Sem Racismo o Carnaval Brilha Mais”, promovida pelo Ministério da Igualdade Racial, e “Pule, Brinque e Cuide”, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com foco no enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Ligue 180

O Ligue 180 é a central de atendimento telefônico à mulher. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive no carnaval.

A denúncia de violência contra uma mulher pode ser feita de forma anônima, e o serviço atende todo o território nacional. Também é possível fazer a ligação de qualquer lugar do Brasil ou acionar o canal via chat no Whatsapp (61) 9610-0180.

Atualmente, a central de atendimento à mulher – Ligue 180 – conta com mais de 350 profissionais, entre atendentes, coordenadoras e equipe técnica, preparadas para oferecer acolhimento, orientação e encaminhamento para a rede de proteção de mulheres em situação de violência em todo o país.

Agência Brasil

“Memória e FÉ que fazem História”, por José Alves de Sena (Zelinho)

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Hoje, 16 de fevereiro de 2026, marca uma data especial na história da Igreja Católica no Vale do São Francisco: completam-se 51 anos da posse de Dom José Rodrigues como segundo bispo da Diocese de Juazeiro, ocorrida em 1975.

A chegada de Dom José Rodrigues representou um momento significativo para a caminhada pastoral da Diocese, que ainda estava em processo de consolidação. Seu episcopado ficou marcado pela proximidade com o povo, pela defesa dos direitos humanos e pelo compromisso com as comunidades mais vulneráveis, características que o tornaram uma das figuras religiosas mais importantes da região.

Ao longo de sua missão, Dom José contribuiu para fortalecer a presença da Igreja nas paróquias, incentivando a participação dos leigos, a organização das comunidades e a atuação social junto aos que mais precisavam. Sua atuação ultrapassou os limites eclesiais, alcançando também o campo social e político, sempre guiado pelos valores do Evangelho e pela promoção da dignidade humana.

Recordar os 51 anos de sua posse é também revisitar um período de transformações e de esperança para a Diocese de Juazeiro e para todo o povo do sertão. Sua memória permanece viva no testemunho de fé, coragem e compromisso deixado como legado para as gerações atuais.

Celebrar esta data é reconhecer a importância histórica de Dom José Rodrigues, cuja missão continua inspirando caminhos de justiça, solidariedade e serviço ao próximo.

Por: José Alves de Sena (Zelinho)

Prefeitura de Juazeiro reforça atuação de Guarda-Vidas Municipais durante feriado de Carnaval

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Verão e Carnaval são uma combinação que dá certo em nosso país, o calor da estação aliado à maior festa popular do Brasil. Com o feriado carnavalesco, aumenta o fluxo de banhistas no Rio São Francisco, exigindo atenção redobrada quanto à segurança.

A Secretaria de Segurança Cidadã, por meio dos Guarda-Vidas Municipais, reforçou as ações de prevenção durante o período festivo, com foco na educação e orientação de banhistas, monitoramento de áreas de risco e redução de ocorrências.

As equipes atuam no perímetro da Orla de Juazeiro, entre a Marinha e o Nego D’água, no bairro Angari. Aos finais de semana e feriados, o trabalho conta com o apoio da Ambulancha — embarcação adaptada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), projetada para realizar atendimentos de urgência e emergência em vias aquáticas.

Orientações aos banhistas:

• Procure banhar-se em local seguro e com água até a altura do umbigo;

• Respeite as bandeiras de sinalização;

• Mantenha crianças pequenas sempre ao alcance da mão;

• Evite bebidas alcoólicas antes de nadar;

• Não utilize boias infláveis no rio.

De acordo com o secretário de Segurança Cidadã, Adegivaldo Mota, a iniciativa integra as ações do governo municipal que criou o Grupamento de Bombeiro Civil Municipal de Juazeiro, o qual atuará na prevenção e combate a incêndios, inspeções técnicas em prédios públicos e eventos do município, além de primeiros socorros e resgate aquático.

“O Grupamento de Bombeiro Civil Municipal é uma força que veio para reforçar a segurança no município, e com essa unidade dos Guarda-Vidas estamos fortalecendo esse cuidado com os banhistas que frequentam o Rio São Francisco”, destacou o secretário.

 

Ascom