Redação

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Prefeitura de Casa Nova abre matrículas da rede municipal de ensino a partir de 8 de janeiro

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A Prefeitura de Casa Nova, por meio da Secretaria Municipal de Educação, inicia no dia 8 de janeiro o período de matrículas para a rede municipal de ensino. As vagas contemplam a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e a Educação de Jovens e Adultos (EJA) em unidades localizadas na sede, distritos e comunidades do interior do município.

O secretário municipal de Educação, Daniel Torres, orienta pais e responsáveis a ficarem atentos ao calendário. “É importante que as famílias procurem as escolas dentro do prazo previsto, evitando deixar para a última hora. A gestão municipal segue investindo no fortalecimento da infraestrutura e na qualidade do ensino, garantindo uma educação cada vez melhor para nossas crianças”, ressaltou.

Cronograma de matrículas

08 e 09 de janeiro
Pré-matrícula de alunos com deficiência (sede)
Local: Escola Achilles Benevides
Horário: 8h às 11h30 | 13h às 17h

08 e 09 de janeiro
Matrícula de alunos com deficiência (distritos e interiores)
Local: Unidades escolares
Horário: 8h às 11h30 | 13h às 17h

12 a 16 de janeiro
Matrículas de aulas regulares
Local: Unidades escolares
Horário: 8h às 11h30 | 13h às 17h

15 e 16 de janeiro
Confirmação de matrícula de alunos com deficiência
Local: Escola Achilles Benevides
Horário: 8h às 11h30 | 13h às 17h

Documentos necessários

Histórico escolar da escola de origem (a partir do 2º ano do Ensino Fundamental e eixos da EJA), sem rasuras ou emendas, ou declaração provisória válida por até 30 dias;

Declaração de transferência para estudantes da Educação Infantil;

Originais e copiados dos seguintes documentos:
• Certidão de nascimento, casamento ou RG do estudante;
• Comprovante de residência;
• CPF do estudante;
• Laudo médico que comprove a deficiência, para alunos público-alvo da Educação Especial;
• Carteira de vacinação (Educação Infantil e Ensino Fundamental até o 9º ano);
• RG e CPF dos pais ou responsáveis;
• Número do NIS/Bolsa Família do estudante e do responsável;
• Cartão do SUS.

Ascom

Moradores cobram serviços de manutenção na estrada da comunidade de Angico, no Salitre, em Juazeiro: ” Muito precária”

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Moradores da comunidade de Angico, no distrito do Salitre, zona rural de Juazeiro, na região Norte da Bahia, entraram em contato com o Portal Preto no Branco para denunciar as condições precárias da estrada vicinal que dá acesso à localidade. Segundo os relatos, há mais de um ano nenhuma máquina teria sido enviada ao trecho para manutenção.

“A estrada está em situação precária. A última vez que passaram uma máquina aqui foi no final da gestão da ex-prefeita. Já tem mais de um ano. A estrada só piora e a via está praticamente intransitável”, destacou um morador.

Os moradores afirmam que, devido aos buracos e à falta de recuperação da via, veículos vêm sofrendo danos constantes.

“Os carros estão se acabando. O ônibus coletivo já deixou de circular e a gente está ficando sem poder ir para a cidade. Temos que ir até Lagoa do Boi para conseguir um carro pequeno, porque a estrada está sem condição. Por aqui também passam ônibus e vans escolares. As aulas estão em recesso, mas logo serão retomadas. Se acontecer algum acidente, quem vai se responsabilizar?”, questiona outra moradora.

Encaminhamos os relatos para a Secretaria de Obras de Juazeiro e aguardamos uma resposta.

Foto: arquivo

Redação PNB

Responsáveis por alunos do 1° ano do ensino fundamental relatam dificuldades para matricular estudantes na rede municipal no distrito de Carnaíba do Sertão, em Juazeiro; SEDUC se manifesta

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Pais e responsáveis por alunos que residem no distrito de Carnaíba do Sertão, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para relatar dificuldades que estariam enfrentando para matricular seus filhos em turmas do 1º ano do Ensino Fundamental na rede municipal. Segundo os relatos, a comunidade possui apenas duas instituições que oferecem a série, sendo que uma delas não possui estrutura adequada e a outra já está com vagas preenchidas. 

“Mais de 15 crianças de Carnaíba estão sem matrícula confirmada para 2026. Aqui só tem duas escolas que têm o primeiro ano do ensino fundamental, a Pedro Dias e a Osório Teles de Menezes. A gestão anterior transformou a escola Pedro Dias em tempo integral sem ter estrutura para isso. A gente não quer colocar nossas crianças lá porque a escola não tem condições de funcionar em horário integral. Não tem suporte, não tem estrutura adequada. Não é falta de boa vontade nossa, é preocupação com os nossos filhos.”

Já a Escola Municipal Osório Teles de Menezes estaria sem vagas.

“Na Osório Teles não tem mais vaga. Disseram que deram prioridade para os alunos que já estudavam lá. E os outros ficam como? Quer dizer que seremos obrigados a colocar nossos filhos em uma escola de tempo integral sem estrutura nenhuma ou mandar para escolas longe daqui?”, questiona.

Encaminhamos os relatos para a Secretaria de Educação de Juazeiro em busca de esclarecimentos. Em nota, a Seduc esclareceu que “A Secretaria de Educação de Juazeiro/Seduc informa que a Escola Municipal Pedro Dias, em Carnaíba, está finalizando a reforma de sua estrutura e no início do ano letivo já estará preparada para oferecer um espaço mais adequado para receber os estudantes. Sobre a Escola Municipal Osório Teles de Menezes, a Secretaria informa que a preferência para a matrícula é destinada aos alunos que já estudavam na unidade escolar”.

Redação PNB

Hospital Regional de Juazeiro esclarece que não autorizou saída de paciente levado pela PM para delegacia, após desentendimento com PFEM; entenda o caso

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Após a companheira do paciente José Evangelista Ferreira, internado há mais de um mês no Hospital Regional de Juazeiro, denunciar um comportamento abusivo que teria sido praticado por uma Policial Militar, que realizava a escolta de outro paciente da instituição hospitalar, a gestão da unidade hospitalar se manifestou. Segundo Cheila Borges, mesmo apresentando um estado delicado de saúde, o homem foi retirado do leito hospitalar, sem autorização médica, após um desentendimento com a PFEM.

Em nota enviada ao Portal Preto no Branco, a direção do HRJ esclareceu que a saída do paciente do hospital não foi autorizada pela equipe.

Veja a nota na íntegra

“Sobre o referido caso, o Hospital Regional de Juazeiro (HRJ) informa que segue prestando todas as informações necessárias às autoridades competentes. A unidade salienta também que não autorizou a saída do paciente do hospital e que segue prestando toda a assistência e acolhimento tanto ao paciente quanto a seus familiares”.

Entenda o caso

O fato, segundo Cheila Borges, ocorreu no domingo (4) e colocou em risco a vida de seu marido. Segundo o relato, José Evangelista apresenta um estado delicado de saúde e teria sido retirado do leito hospitalar, sem autorização médica, após um desentendimento com a PFEM por causa do uso de uma cadeira.

“A cadeira em questão estava à disposição do paciente, meu marido, e seu uso havia sido recomendado pela equipe médica, como parte do tratamento, para estimular a mobilidade e evitar atrofia muscular, considerando o longo período de internação e a gravidade do quadro clínico, que inclui inflamação nos severa nos pulmões e dificuldades respiratórias. Ao solicitarmos a cadeira de forma educada, a policial, que estava com os pés na cadeira, negou o pedido. Meu esposo pediu para utilizá-la e ela se recusou. Em seguida, ela deu ordem de prisão, ele foi retirado do leito e colocado em uma viatura, sendo levado até a 73ª Companhia, depois à Delegacia da Polícia Civil, sem qualquer autorização médica”, relatou Cheila Borges.

José Evangelista Ferreira disse que foi arrastado por vários policiais, e não teve direito de se defender no Complexo Policial.

“Fui humilhado e quase tive complicações com a crise na respiração”.

Ainda de acordo com a família, a policial teria caracterizado a situação como desacato, versão que é contestada pelo paciente e por sua mulher. Eles relataram que não houve ofensa ou desrespeito, mas apenas a solicitação da cadeira.

“Foi uma atitude desproporcional e extremamente grave. Meu esposo correu risco de morte. Ele não é bandido, não desacatou ninguém, apenas pediu para usar uma cadeira recomendada pelos médicos. Tudo foi registrado pelas câmeras de segurança. ”, afirmou Cheila.

Ela contou ainda que José Evangelista passou mal na delegacia e precisou voltar ao Hospital Regional, onde segue em tratamento intensivo.

“Cobramos esclarecimentos, apuração dos fatos e providências por parte da Polícia Militar da Bahia, além de medidas que evitem a repetição de situações semelhantes dentro de unidades de saúde”, disse Cheila Borges.

Cheila Borges informou ainda que fará uma denúncia formal aos órgãos competentes e que os pacientes da Enfermaria III presenciaram a situação e se dispuseram a testemunhar sobre o caso. Ainda de acordo com a esposa, o RG do paciente ficou retido na delegacia.

“O hospital está solicitando a identidade para a realização de exames e estamos impedidos”.

O Comando de Policiamento da Região Norte, em nota enviada ao Blog Edenevaldo Alves, se manifestou sobre a denúncia e informou que “determinou a apuração dos fatos mencionados para responsabilização, caso constatada a ação irregular da servidora pública”.

Redação PNB

Beneficiária do programa “CNH da Gente” reclama de remarcações constantes de aulas por autoescola em Juazeiro: “sempre nos deixam para depois”

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Uma beneficiária do programa “CNH da Gente” procurou o Portal Preto no Branco para denunciar sucessivas remarcações de aulas práticas por uma autoescola localizada em Juazeiro, no Norte da Bahia. Segundo ela, a situação vem ocorrendo desde agosto de 2025 e tem prejudicado os alunos contemplados com a gratuidade do programa.

“Sou uma das selecionadas com a gratuidade da CNH da Gente. Passamos por todas as etapas e estava tudo certo. Mas, desde agosto, a autoescola está remarcando as aulas dos alunos do programa. Dizem que a demanda está grande e sempre nos deixam para depois”

A aluna conta ainda que a autoescola vem dando diferentes justificativas para o atraso no agendamento das aulas.

“Antes falavam que estavam esperando liberação do Detran, mas entrei em contato com o órgão e fui informada que está tudo certo, que a autoescola é quem está remarcando. Agora, a autoescola alega que, no momento, está priorizando estudantes que já estavam matriculados antes do início do programa, pedindo que os contemplados aguardem até que o fluxo de atendimento seja normalizado. Um absurdo”, finalizou. 

Encaminhamos o relato da aluna para a autoescola. Em resposta, a empresa informou que “quando o governo ofertou esse programa da CNH da GENTE, nós já tínhamos centenas de alunos para atender antes desse PROGRAMA. Não é segredo para nenhum aluno desse programa (CNH da GENTE), nem para o Detran, que só teremos condições de atender esse programa depois que concluirmos os alunos que já estavam na casa. A previsão de atendermos ao programa é só a partir de março, tanto os alunos quanto o Detran estão cientes dessa previsão. Detalhe: Essa previsão é em todas as autoescolas do Estado.”

Redação PNB

Moradora critica obstrução de passeio público no bairro Alto da Maravilha, em Juazeiro

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Uma moradora do bairro Alto da Maravilha, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, entrou em contato com o Portal Preto no Branco para alertar sobre uma situação que, segundo ela, tem colocado moradores da Rua 4 em risco, principalmente pessoas com mobilidade reduzida. Conforme o relato, um morador obstruiu um passeio público ao instalar uma estrutura de grades na garagem de uma residência.

“Aqui tem um morador que está violando a lei de Ordenamento Urbano. Ele estendeu a garagem com grades, impedindo a passagem dos pedestres no passeio. Uma vizinha cadeirante, inclusive, precisou descer para a rua para conseguir seguir caminho, enfrentando o perigo do trânsito. Espero que as providências sejam tomadas”, relatou.

O Portal Preto no Branco já encaminhou o relato para a Secretaria de Ordenamento Urbano e Habitação de Juazeiro. 

Redação PNB

Mais de 40 remédios estão gratuitos nas farmácias; veja lista

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Para quem busca medicamentos contra doenças como hipertensão, diabetes, asma, osteoporose, dislipidemia (colesterol alto) e rinite, é possível ter acesso a mais de 40 remédios e itens gratuitos no Brasil.O Programa Farmácia Popular financia 100% dos medicamentos e itens que fazem parte da lista da iniciativa do governo federal, desde fevereiro de 2025.

Segundo o Ministério da Saúde, também há remédios gratuitos para tratamentos da doença de Parkinson, glaucoma e da diabetes mellitus ligadas a doenças cardiovasculares. No caso de tratamentos de incontinência urinária, são oferecidas fraldas, enquanto o programa de dignidade menstrual disponibiliza absorventes higiênicos.

Como retirar os remédios

Para retirar os medicamentos ou itens pelo programa, o paciente deve comparecer a uma farmácia credenciada, que são aquelas identificadas pela logomarca do Programa Farmácia Popular do Brasil. É necessário apresentar um documento oficial com foto e número do CPF, além da receita médica dentro do prazo de validade, tanto do SUS quanto de serviços particulares.

No caso da retirada das fraldas, o paciente deve ter pelo menos 60 anos ou ser uma pessoa com deficiência. A pessoa também precisa apresentar prescrição, laudo ou atestado médico que garanta a necessidade do uso de fralda geriátrica.

BNews

Cliente pede fiscalização da Vigilância Sanitária em açougue no bairro Alto da Maravilha, em Juazeiro: “dá para perceber a falta de higiene”

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Um cliente entrou em contato com o Portal Preto no Branco para denunciar a suposta falta de higiene em um açougue localizado no bairro Alto da Maravilha, em Juazeiro, no Norte da Bahia. Conforme o relato, a situação gera preocupação quanto às condições de armazenamento e manuseio dos produtos oferecidos ao público.

“Lá no açougue, que fica no Alto da Maravilha, as carnes ficam expostas com moscas azuis, varejeiras, em cima. O cheiro é horrível e dá para perceber a falta de higiene. A Vigilância Sanitária precisa atuar nesse frigorífico com urgência”, alertou.

Encaminhamos o relato para a Vigilância Sanitária de Juazeiro.

 

Redação PNB 

Maduro e esposa são transferidos para tribunal em NY; entenda próximos passos do julgamento

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O ditador venezuelano deposto, Nicolás Maduro, deve comparecer a um tribunal federal em Manhattan nesta segunda (5) para responder a acusações de narcoterrorismo, dias depois que sua captura pelo Exército americano gerou incerteza sobre o futuro da nação latina rica em petróleo.

Maduro, 63, e sua esposa, Cilia Flores, foram presos no Brooklyn depois que as forças americanas os capturaram em Caracas em uma operação no sábado (3).

JULGAMENTO DE MADURO

Os dois devem comparecer à audiência marcada para as 12h perante o juiz Alvin K. Hellerstein. Nem Washington nem Caracas detalhou se algum deles contratou advogados ou se irão apresentar defesas formais neste primeiro momento.

Segundo a imprensa americana, tanto Maduro quanto sua esposa devem se declarar inocentes perante o magistrado, que, por isso, deve ordenar que sigam presos até o julgamento. Não há previsão de quando esse deve acontecer, mas veículos como o jornal The New York Times apontam poder demorar mais de um ano.

Os EUA consideram Maduro um ditador ilegítimo desde que ele declarou vitória nas eleições de 2018, marcadas por alegações de irregularidades. Sua captura marca a intervenção mais direta de Washington na América Latina desde a invasão do Panamá, há 37 anos.

O juiz Alvin Hellerstein, 92, foi o designado para o caso de 2020 movido contra o ditador. Ele se mostrou cético em relação aos argumentos de Trump em outros casos de grande repercussão e rejeitou, no início deste ano, os esforços para deportar supostos membros de gangues venezuelanas com base na Lei de Inimigos Estrangeiros, defendendo que a lei, aplicada em tempos de guerra, havia sido indevidamente invocada pelo governo.

ACUSAÇÕES DE MADURO E SUA ESPOSA

Os promotores afirmam que Maduro é o chefe de um cartel de autoridades políticas e militares venezuelanas que conspiraram durante décadas com grupos de tráfico de drogas e organizações designadas pelos EUA como terroristas para traficar milhares de toneladas de cocaína.

Maduro foi indiciado pela primeira vez em 2020 como parte de um longo processo de tráfico de drogas contra autoridades venezuelanas atuais e antigas e guerrilheiros colombianos.

Na nova acusação, revelada no sábado, os promotores afirmam que Maduro supervisionou pessoalmente uma rede de tráfico de cocaína patrocinada pelo Estado que fez parceria com alguns dos grupos de tráfico de drogas mais violentos do mundo, incluindo os cartéis mexicanos Sinaloa e Zetas, o grupo paramilitar colombiano Farc e a gangue venezuelana Tren de Aragua.

O texto afirma que Maduro e outros líderes venezuelanos, por mais de 25 anos, “abusaram de seus cargos de confiança pública e corromperam instituições antes legítimas para importar toneladas de cocaína para os Estados Unidos”.

“Como presidente da Venezuela e agora governante de fato, Maduro permite que a corrupção alimentada pela cocaína floresça para seu próprio benefício, para o benefício dos membros de seu regime governante e para o benefício de seus familiares”, diz a acusação apresentada pelo Ministério Público Federal do Distrito Sul de Nova York.

Maduro é acusado de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos. Ele pode pegar de décadas a prisão perpétua por cada acusação, se for condenado.

QUANDO TERIAM OCORRIDO OS CRIMES?

Os promotores afirmam que Maduro esteve envolvido no tráfico de drogas desde sua eleição para a Assembleia Nacional da Venezuela em 2000, passando por seu mandato como ministro das Relações Exteriores de 2006 a 2013 e pela sua escolha como sucessor do falecido Hugo Chávez, em 2013.

A acusação afirma que, enquanto ocupava o cargo de ministro das Relações Exteriores, Maduro vendeu passaportes diplomáticos a conhecidos traficantes de drogas e pessoalmente providenciou cobertura diplomática para voos que transportavam dinheiro proveniente do tráfico de drogas do México para a Venezuela.

De 2004 a 2015, os promotores afirmam que Maduro e sua esposa usaram gangues criminosas patrocinadas pelo Estado para traficar cocaína que havia sido apreendida pelas autoridades venezuelanas e ordenaram sequestros, espancamentos e assassinatos para proteger suas operações e cobrar dívidas.

Os promotores afirmam que, como líder, Maduro dirigiu rotas de tráfico de cocaína, usou as Forças Armadas para proteger carregamentos, abrigou grupos violentos de traficantes e usou instalações do regime para transportar drogas.

A acusação cita um exemplo de meses após a posse de Maduro em abril de 2013, quando ele teria instruído os principais conspiradores a encontrar uma nova rota de contrabando para substituir uma descoberta pelas autoridades francesas. Maduro também autorizou a prisão de oficiais militares de baixo escalão para desviar a culpa, segundo a acusação.

Especialistas jurídicos afirmam que os promotores precisarão apresentar provas do envolvimento direto de Maduro no tráfico de drogas para garantir uma condenação, o que pode ser difícil se ele se isolar da tomada de decisões.

PRECEDENTE DE DEFESA

O precedente histórico nos EUA também não é simpático a Maduro. A invasão americana no Panamá em 1989 levou à deposição do líder do país, Manuel Noriega, e a uma acusação semelhante de conspiração para contrabando de drogas para os EUA.

À época, os tribunais americanos rejeitaram o argumento de imunidade de Noriega, demonstrando deferência à afirmação do governo americano de que ele não era o líder legítimo do Panamá. Especialistas jurídicos afirmaram que esse precedente provavelmente prejudicará os esforços de Maduro para que as acusações sejam rejeitadas.

Maduro liderou a Venezuela com mão de ferro por mais de 12 anos, estando à frente de profundas crises econômicas e sociais e resistindo à pressão de oponentes domésticos e governos estrangeiros por mudanças políticas.

A captura de Maduro ocorreu após uma campanha de pressão de meses por parte de Trump, que autorizou as forças americanas a apreender navios suspeitos de transportar petróleo venezuelano sancionado e a realizar ataques com mísseis contra pequenas embarcações que supostamente transportavam drogas.

Especialistas em direito internacional questionam a legalidade da operação, com alguns condenando as ações de Trump como uma repudiação da ordem internacional baseada em regras.

O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir nesta segunda para discutir o ataque dos EUA, que o secretário-geral António Guterres descreveu como um precedente perigoso. A Rússia e a China, ambos apoiadores da Venezuela, criticaram os EUA.

Bahia Notícias