Redação

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Último ciclo de pesagens obrigatórias de 2025: ação é para mulheres e crianças beneficiárias do bolsa família; veja calendário

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A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Diversidade, Igualdade Racial e Combate à Fome (SEDES), em parceria com a Secretaria de Saúde (SESAU), dá início ao último ciclo de pesagens obrigatórias do ano de 2025 para os beneficiários do Programa Bolsa Família. A ação, referente ao mês de dezembro, faz parte das condicionalidades exigidas pelo Governo Federal para a permanência das famílias no programa.

Durante o ciclo, mulheres de todas as idades e crianças do sexo masculino com até 7 anos e 3 meses devem ser pesadas, além de terem suas cadernetas de vacinação atualizadas. A ausência na pesagem pode acarretar a suspensão temporária do benefício, conforme diretrizes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

A fim de facilitar o acesso ao serviço, a Prefeitura organizou um cronograma com pontos estratégicos para a realização das pesagens, sempre das 8h30 às 11h, em diferentes bairros da cidade, com exceção da ação realizada no auditório do Samu nos dias 18 e 19 de dezembro, das 17h às 20h.

Calendário e locais de pesagem:

01 e 02 de dezembro: UBS Jardim Flórida
03 a 05 de dezembro: UBS Antônio Guilhermino
08 e 09 de dezembro: UBS João Paulo II
10 de dezembro: Escola Municipal Doutor José Araújo de Souza, no Piranga
11 e 13 de dezembro: UBS Quidé
15 a 17 de dezembro: UBS Residencial Juazeiro

Documentos necessários para a pesagem:

RG ou Certidão de Nascimento
CPF
Cartão SUS
Número do NIS
Comprovante de residência
Carteira de vacinação
Cartão da gestante (para mulheres grávidas)

Ascom

‘Música que conecta o Brasil inteiro’: No encerramento do Festival A Bossa!, Juazeiro revive a revolução de João Gilberto

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“Essa terra é sagrada. A terra que deu João Gilberto ao mundo”. A frase de Alexandre Leão ecoou pela Orla II e abriu, simbolicamente, a última noite do Festival A Bossa!, que começou na noite de domingo (30) e seguiu até a madrugada desta segunda-feira (1º), celebrando o movimento que transformou Juazeiro em um dos berços mais luminosos da música brasileira.

A terceira noite do festival confirmou o que já se percebia desde a estreia: a Bossa Nova pulsa em Juazeiro não como saudade, mas como movimento vivo — transmitido de artista para artista, de palco para plateia, de memória para futuro. Uma noite que celebrou raízes, afetos e a força da Bossa.

Para quem viveu intensamente os três dias de programação, a noite final foi um encontro entre passado e presente. E o público, mais uma vez, reconheceu isso. “O evento está lindo. A música, o repertório… Juazeiro precisava”, disse Maianny Cristina. A mesma percepção foi compartilhada por Edmundo Monteiro, reforçando o sentimento coletivo de pertencimento: “Os artistas que passaram por esse palco enaltecem a cidade da Bossa Nova”.

Abrindo a noite, Alexandre Leão traduziu a devoção artística ao legado de João Gilberto com profundidade histórica e afetiva. Ao falar sobre cantar na terra onde a revolução estética da bossa teve início, ele destacou: “Antes de João, todo mundo cantava de forma semi-operística. Ele chegou cantando no pé do ouvido da gente, mudou tudo: o violão, a voz, a forma de sentir música”.

E completou, refletindo sobre a multidão que respondia a cada acorde: “Não é em todo lugar que você puxa Garota de Ipanema e uma multidão inteira canta. Isso é Juazeiro. Uma terra especial”.

A noite seguiu com a elegância e a suavidade de Roberta Sá, que trouxe ao palco a síntese viva da bossa como linguagem universal — e como raiz pessoal. “Quando comecei a cantar, foi João Gilberto quem me apresentou o samba. Para mim, bossa e samba não se separam”, contou.

Às margens do rio que desenha a cidade natal do pai da Bossa Nova, a artista reforçou o privilégio de cantar para uma plateia inteiramente entregue à música brasileira: “Estar aqui, na terra dele, respirando o ar que ele respirou, é pura inspiração. É o que uma cantora popular deseja: estar perto do público em projetos que exaltam nossa música”.

O último dia de festival ainda contou com as apresentações dos ganhadores do Edésio Santos da Canção, que embalaram o público com repertórios potentes e performances marcadas por originalidade e talento. As vozes premiadas da edição deste ano reforçaram a força criativa de Juazeiro e da região.

Logo após, fechando a noite, Vanessa da Mata trouxe ao palco a força vibrante da música brasileira contemporânea, misturando novos arranjos, sucessos de sua trajetória e homenagens aos seus ídolos. Ao pisar na Orla II, ela destacou o impacto cultural da cidade: “Aqui tem uma água que o povo bebe… não sei se é genética, cultura, tantos fatores que trazem tantos talentosos pra cá. É impressionante. Todo mundo que nasceu aqui tem sua cara própria. Não tem cópia, não tem influência qualquer. São todos muito distintos e personalizados”, destacou.

Entre memórias, homenagens, descobertas e encontros, a última noite d’A Bossa! reafirmou Juazeiro como guardiã de um capítulo central da música brasileira, não como lembrança congelada, mas como obra viva, costurada por gerações e reinventada a cada voz que passa pela cidade.

O Festival A Bossa! foi realizado pela Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes, com apoio do Governo da Bahia, Bahiagás e Governo Federal.

Ascom PMJ

Fotos: Gilson Pereira

Juazeiro: SAAE esclarece sobre vazamento nas proximidades do IFBA

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O Serviço de Água e Saneamento Ambiental – SAAE/Juazeiro esclarece que o vazamento registrado na manhã dessa segunda-feira (1) nas proximidades do IFBA e divulgado em alguns veículos de comunicação não é das redes do SAAE e sim da Adutora pertencente a Mineração Caraiba.

Trata-se de uma adutora de água bruta responsável pelo abastecimento a empresa de mineração. As equipes do SAAE estiveram no local e constataram trata-se de um equipamento particular e, passaram a informação para a empresa responsável.

 

Ascom

Transporte coletivo terá paralisação de advertência em Juazeiro; profissionais cobram rescisões não pagas pela Joafra

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Está prevista para acontecer nesta terça-feira (02), uma paralisação de advertência do serviço de transporte coletivo do município de Juazeiro, na região Norte da Bahia. A informação foi repassada ao Portal Preto no Branco pelo Sindicato dos Rodoviários.

Conforme informações de Antenor Bispo, Bispo dos Rodoviários, presidente do sindicato, a paralisação do serviço vai acontecer das 05h às 8h. Ainda de acordo com a entidade sindical, a categoria reivindica o pagamento dos direitos trabalhistas dos profissionais que atuavam na empresa Joafra Transportes.

“Vamos fazer essa parada amanhã para reivindicar o pagamento da rescisão trabalhista dos trabalhadores que atuavam na empresa Joafra. Fomos informados de que a empresa está vendendo os ônibus e, até o momento, não regularizou a situação dos ex-funcionários. Caso os pagamentos não sejam realizados, faremos outra paralisação por tempo indeterminado”, declarou Bispo dos Rodoviários.

O presidente do sindicato esclareceu ainda que a paralisação não é referente ao serviço prestado pela Atlântico Transporte, atualmente responsável pelo transporte coletivo no município.

“É um protesto de reivindicação contra a antiga empresa, a Joafra. Gostaria de destacar que a manifestação não tem nada a ver com a empresa Atlântico, que até agora está atuando de forma correta. Mas gostaríamos também de chamar a atenção da gestão municipal, que precisa adotar providências para resolver a situação. Fomos informados de que a empresa Joafra está alegando que existe uma dívida da prefeitura e que está aguardando o repasse da gestão para pagar a rescisão dos ex-funcionários. Por isso, estamos aguardando esclarecimentos”, acrescentou.

O PNB está em contato com a empresa Joafra e com a Prefeitura de Juazeiro em busca de esclarecimentos.

Redação PNB

Univasf suspende aulas no Campus Ciências Agrárias após acidente com ônibus estudantil

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Após o acidente envolvendo um ônibus institucional do Transporte Estudantil Intercampi, ocorrido na manhã desta segunda-feira (1º) dentro do Campus Ciências Agrárias (CCA), em Petrolina, no sertão de Pernambuco, a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) suspendeu todas as aulas no campus ao longo do dia de hoje. A decisão foi comunicada pela Pró-Reitoria de Ensino (Proen).

O tombamento do veículo envolveu estudantes e o motorista, que receberam atendimento imediato. A instituição informou que está prestando toda a assistência necessária às pessoas afetadas, acompanhando a situação junto às equipes de saúde e às autoridades responsáveis pela investigação do acidente.

A Proen também afirmou que novas informações serão divulgadas pelos canais oficiais da universidade assim que houver atualização sobre o caso e sobre o estado de saúde dos estudantes encaminhados ao Hospital Universitário (HU-Univasf).

“Agradecemos a compreensão de toda a comunidade acadêmica”, concluiu a nota da Pró-Reitoria de Ensino.

O Portal Preto no Branco segue acompanhando o caso.

 

Redação PNB 

Ônibus do Transporte Estudantil da Univasf tomba ao chegar ao Campus Ciências Agrárias, em Petrolina; cerca de 20 estudantes estavam no veículo

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Um ônibus do Transporte Estudantil Intercampi da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) tombou no final da manhã desta segunda-feira (1º), dentro do Campus Ciências Agrárias (CCA), em Petrolina, no sertão de Pernambuco. No veículo estavam cerca de 20 estudantes, que foram retirados após o acidente.

De acordo com informações da instituição, alguns dos estudantes ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital Universitário de Petrolina (HU-Univasf), onde recebem atendimento médico. Até o momento não há informações sobre o estado de saúde dos feridos.

Ainda segundo as informações, o motorista do ônibus não sofreu ferimentos.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros foram acionadas e realizaram o resgate e atendimento inicial às vítimas no local. A Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Proae) da Univasf também acompanha a situação e oferece suporte aos estudantes e ao motorista.

Até o momento, não há detalhes sobre a gravidade dos ferimentos, nem sobre as causas do tombamento. A Univasf informou que um novo comunicado será divulgado assim que houver informações atualizadas sobre o estado de saúde dos estudantes e as circunstâncias do acidente.

O Portal Preto no Branco segue acompanhando o caso.

Redação PNB

Sesab notifica OSID após denúncia de médicos sobre atrasos no Hospital Regional de Juazeiro

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Após denúncias de atrasos no pagamento de médicos que atuam sob regime de Pessoa Jurídica (PJ) no Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), no Norte da Bahia, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) notificou a entidade responsável pela gestão da unidade, as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). Os profissionais afirmam que os repasses referentes aos meses de setembro e outubro ainda não foram pagos, e que a situação tem se tornado recorrente.

Em nota enviada ao Portal Preto no Branco, a Sesab esclareceu que “realiza pagamentos regulares e consecutivos a todos os fornecedores, incluindo as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), que fazem a gestão do Hospital Regional de Juazeiro. Nos últimos 45 dias, foram pagos mais de R$ 22 milhões à entidade. Diante da denúncia de falta de pagamento aos médicos da unidade, a Sesab notificou a OSID, que se comprometeu a sanar as pendências junto aos profissionais até 2 de dezembro de 2025. A Secretaria adotou medidas administrativas e legais para acompanhar o cumprimento desse compromisso, uma vez que o Governo do Estado mantém em dia suas obrigações financeiras com a entidade gestora”.

Denúncias

 “Esses atrasos nos pagamentos são recorrentes. Até o momento, a classe médica não recebeu os valores referentes ao mês de setembro, muito menos ao mês de outubro.
Já é de costume pagar com atraso, ou seja, recebemos em novembro a produção de setembro. Teoricamente, os pagamentos eram para ser efetuados até o dia 10 do mês, o que nunca ocorre”, afirmou um dos médicos.

Os profissionais dizem que têm cobrado posicionamento do setor financeiro da unidade, mas as promessas de regularização não se concretizam.

“Foi cobrado um posicionamento do financeiro e falaram que iriam regularizar até dia 21/11. Até o momento, não temos mais atualizações sobre o pagamento, visto que todo dia informam uma nova data, uma situação completamente insustentável”, desabafam.

Os profissionais destacam ainda que os atrasos têm causado prejuízos financeiros aos trabalhadores.

“Existem contas e cartões que geram juros e encargos quando atrasam, e enquanto isso nossos salários não são pagos. Fica impossível cobrir esses custos. A gente depende desse dinheiro para honrar nossos compromissos. Não tem como ficar esperando indefinidamente”, acrescentam.

Eles ressaltam que os atrasos representam um desrespeito aos trabalhadores e cobram que providências sejam adotadas.

“É um descaso total com os profissionais. Solicitamos uma posição imediata da instituição, bem como a regularização do fluxo de pagamentos, estabelecendo uma data máxima mensal para quitação e prevendo a aplicação de juros em caso de novos descumprimentos. Pedimos respeito, transparência e uma solução urgente por parte dos responsáveis pela gestão”, disseram.

Os profissionais afirmam ainda que, caso os pagamentos não sejam regularizados, irão paralisar as atividades.

“Mesmo diante dessa falta de respeito e valorização profissional, continuamos trabalhando diariamente, garantindo atendimentos, realizando procedimentos, salvando vidas e mantendo o funcionamento de setores essenciais do hospital. No entanto, a manutenção dessa situação é insustentável e coloca em risco a continuidade de diversos serviços médicos oferecidos à população. Caso o problema não seja resolvido com urgência, seremos obrigados a suspender as atividades não essenciais, preservando apenas os atendimentos de emergência e assistência indispensável. Essa decisão, embora indesejada, pode se tornar a única alternativa para garantir a dignidade dos profissionais e a segurança da própria assistência”.

Os trabalhadores finalizam destacando que “o atraso recorrente é um descaso com a saúde pública, impacta diretamente a motivação das equipes e compromete a estabilidade dos profissionais que dedicam suas vidas ao cuidado da população de Juazeiro e região.
Reforçamos que nosso compromisso sempre foi, e continua sendo, com os pacientes. Mas também é nosso dever informar à sociedade sobre irregularidades que prejudicam tanto os profissionais quanto a qualidade da assistência prestada. Pedimos respeito, transparência e uma solução urgente por parte dos responsáveis pela gestão. A saúde da população merece ser tratada com seriedade”.

Em nota enviada ao PNB, o HRJ informou que “o pagamento dos médicos em regime de Pessoa Jurídica começará a ser realizado no dia 1º/12 (segunda-feira) e está previsto pra ser finalizado no dia 02 do mesmo mês. A direção da unidade reitera que segue empenhada na regularização do pagamento e para evitar que a situação se repita”.

Sobre a reclamação de atraso também no pagamento do retroativo salarial dos profissionais de enfermagem, a empresa ainda não se manifestou.

Redação PNB

Jovens de 21 e 29 anos são assassinados a tiros, em Juazeiro; outras três pessoas ficaram feridas no ataque

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Um duplo homicídio foi registrado na noite deste domingo (30), no centro do município de Juazeiro, na região Norte da Bahia. As vítimas foram identificadas como Juan Carlos Dantas Vargas, 21 anos, e Ítalo Alisson Lima da Silva, 29 anos. 

Segundo informações da Polícia Civil, os jovens estavam em um veículo quando foram surpreendidos por disparos de arma de fogo. O ataque teve início na Praça Barão do Rio Branco e seguiu até a Avenida Raul Alves, onde o o condutor do carro perdeu o controle da direção e acabou colidindo com motocicletas e com um automóvel que estavam estacionados. 

Ainda conforme as informações da Polícia Civil, outras três pessoas que estavam no veículo, duas mulheres e um homem, também foram atingidas pelos tiros e encaminhadas para o Hospital Universitário de Petrolina. O estado de saúde dos feridos não foi divulgado até o momento. 

A Polícia Civil informou ainda que o autor do ataque estava em uma motocicleta e fugiu logo após o crime. Até o momento, não há informações sobre a identidade do assassino.

A Delegacia de Homicídios de Juazeiro investiga o duplo homicídio. Diligências são realizadas no sentido de identificar autoria e motivação para o crime.

Redação PNB

Professores da EMEI Ingridy Vitória, em Juazeiro, criticam decisão da SEDUC de estender calendário escolar: “Imposição desnecessária e sem fundamento”; Secretaria esclarece

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Um grupo de professores que atua na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Ingridy Vitória, localizada no bairro Jardim Flórida, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, entrou em contato com o Portal Preto no Branco para criticar a decisão da Secretaria Municipal de Educação (SEDUC) de prorrogar o calendário escolar apenas para a unidade. Segundo as profissionais, a medida não leva em consideração a realidade da escola, nem o percurso escolar das crianças ao longo do ano.

“Nós, professoras e equipe pedagógica da EMEI Ingridy Vitória, vimos, por meio desta nota, expressar nossa profunda indignação diante da decisão da Secretaria Municipal de Educação de prolongar os dias letivos para além do calendário escolar oficialmente estabelecido. Tal medida nos causa estranhamento e preocupação, pois não encontra fundamento pedagógico, legal ou humano que a justifique. Em primeiro lugar, ressaltamos que a grande maioria das crianças já frequentava outras unidades municipais desde o início do ano, tendo, portanto, cumprido integralmente sua carga horária letiva. A inauguração da nossa escola entre o final de maio e o início de junho não interrompeu nem prejudicou o processo educativo dessas crianças, que já estavam sendo atendidas pela rede normalmente”, afirma o grupo.

Os profissionais destacam ainda que, enquanto outras escolas tiveram recesso, a EMEI Ingridy Vitória seguiu em funcionamento.

“Além disso, salientamos que não houve recesso para esta unidade no período em que as demais escolas tiveram, justamente porque nossa escola estava em transição e organização. Portanto, estender o calendário escolar apenas para esta EMEI significa impor uma sobrecarga desnecessária às crianças e aos profissionais, que já cumprem sua jornada completa desde o início do ano letivo”, acrescentam.

O grupo ressalta também o desgaste físico e emocional dos profissionais neste período do ano.

“Enquanto educadoras e pedagogas, temos a responsabilidade ética de zelar pelo bem-estar integral das crianças. A creche em tempo integral exige rotina intensa, exigindo energia, estabilidade emocional e segurança. Neste momento do ano, tanto os alunos quanto a equipe encontram-se visivelmente exaustos, e prolongar o calendário, sem nenhuma justificativa pedagógica real, não traz qualquer benefício à criança, ao contrário: amplia o cansaço, aumenta o risco de adoecimento e compromete a qualidade do trabalho pedagógico”, reforçam.

Para os profissionais esta decisão “desrespeita todo o planejamento prévio da equipe escolar, elaborado com seriedade, antecedência e compromisso. Trata-se de uma mudança brusca que afeta diretamente as famílias, a rotina das crianças e a organização do trabalho docente”.

O grupo crítica ainda a falta de diálogo com a SEDUC.

“Registra-se, também, que tentamos diálogo com a Secretaria de Educação de forma respeitosa e pacífica, na busca de esclarecimentos e de uma solução sensata. Infelizmente, não obtivemos retorno, o que agrava ainda mais nossa preocupação e nos deixa sem respostas diante de uma determinação que não dialoga com a realidade da educação infantil, nem com as necessidades das crianças”, afirmam.

Os educadores finalizam solicitando que os argumentos sejam levados em consideração e que o calendário não seja alterado.

“Diante disso, reafirmamos nossa indignação e solicitamos que a SEDUC reconsidere urgentemente a decisão de prorrogar o calendário, garantindo o respeito ao bem-estar das crianças, à legislação vigente da educação infantil e às condições de trabalho da equipe escolar. A educação infantil exige cuidado, sensibilidade e responsabilidade.
E decisões tomadas sem diálogo e sem fundamento pedagógico produzem impactos sérios e injustos”.

O Portal Preto no Branco entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação em busca de esclarecimentos. Em nota, SEDUC informou que “a unidade escolar citada na nota iniciou as suas atividades em maio de 2025. Na ocasião, apenas 18 das 52 crianças matriculadas já estavam estudando em outras unidades. Neste sentido, faz-se necessária a prorrogação das atividades letivas, a fim de garantir aos estudantes o cumprimento dos 200 dias letivos previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. A Seduc reforça, ainda, que todos os direitos das crianças, professores e demais servidores serão garantidos. Qualquer cidadão pode encaminhar suas reclamações, críticas ou sugestões pelos canais oficiais da Ouvidoria da Prefeitura de Juazeiro. Fale com quem resolve: 74 98846 0016 ou pelo e-mail ouvidoria@juazeiro.ba.gov.br”.

Redação PNB