Redação

33082 POSTS 20 COMENTÁRIOS

Hospital da mulher atende pacientes encaminhados pelos municípios a partir desta segunda-feira (16)

0

As primeiras pacientes do Hospital da Mulher começam a ser atendidas a partir desta segunda-feira (16). Todas elas foram encaminhadas pelas secretarias de saúde dos seus municípios de origem, após atendimento inicial em uma unidade básica de saúde. Até o momento, 145 pacientes de 27 cidades baianas já estão com consulta agendada no novo hospital do Governo do Estado, procedimento que pode ser feito apenas com a intermediação das prefeituras.

Entre os municípios que cadastraram as pacientes destacam-se Conceição do Coité (45), Cansanção (10), Salvador (8), Barra do Mendes (7), Bom Jesus da Serra (5) e Itaberaba (4). O secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, ressalta que o agendamento dos procedimentos ambulatoriais é simples, mas cabe às Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou às Secretarias Municipais de Saúde (SMS).

“O Estado desenvolveu um sistema chamado Lista Única, na qual concentra a demanda dos 417 municípios por um serviço especializado. Todos os procedimentos são agendados pelos gestores municipais, o que significa que as mulheres não precisam se dirigir ao hospital para marcar consultas e exames”, esclarece o secretário.

As eventuais dúvidas sobre os serviços ofertados no hospital podem ser esclarecidas pelo telefone 0800-071-4000, que atende de segunda a sexta, das 8h às 18h. “Uma novidade é que as pacientes serão avisadas por SMS do agendamento da sua consulta ou procedimento, a fim de que compareçam ao dia e horário marcado”, acrescenta Vilas-Boas.

Estrutura e especialidades 

A unidade, que foi inaugurada nesta semana pelo governador Rui Costa, recebeu investimento superior a R$ 40 milhões entre obras e equipamentos, sendo o maior hospital especializado no atendimento à saúde da mulher do Norte-Nordeste e considerado um centro de referência estadual.

A unidade possui dez salas cirúrgicas e 136 leitos, sendo 97 destinados à internação, 10 para terapia intensiva (UTI) e 29 leitos para hospital-dia. O centro de diagnóstico está equipado com tomógrafo computadorizado, mamógrafo, ultrassom, doppler scan, raio-X e laboratório 24 horas. O hospital tem capacidade para realizar 9 mil consultas e mil procedimentos cirúrgicos mensais.

O Hospital da Mulher prestará assistência nas áreas de ginecologia e mastologia, além do atendimento na área de reprodução humana, oncologia e situações relacionadas à violência sexual. A unidade também dispõe de um serviço de urgência e emergência ginecológica, com funcionamento 24 horas.

Secom Bahia Fotos: Carol Garcia/GOVBA

Casa Nova-BA: Dois homicídios são registrados só neste domingo

0

Este domingo (15) foi marcado pela violência no Distrito de Santana do Sobrado, em Casa Nova-BA. Segundo informações da polícia, um homem identificado como “William”, morreu após ser atingido por golpes de arma branca.

De acordo com informações de alguns populares, o autor do crime seria um homem identificado como Robson Alves, conhecido como “Robinho”, que teria fugido do local logo após o ocorrido.

Ainda segundo informações de populares, ao saberem do caso, alguns amigos da vítima localizaram o suposto autor do crime e no intuito de vingar a morte de “William”, teriam atingido Robson com vários golpes de facão.

Robson ainda foi socorrido por uma ambulância com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu logo após dar entrada em um hospital da região.

A Polícia já está investigando os dois crimes. Ainda não há confirmações sobre as da motivação dos homicídios.

 

 

Bahia: Diretor e Diretor Adjunto da cadeia pública são exonerados

0

O governador Rui Costa determinou ao secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização, Nestor Duarte, a exoneração do diretor da Cadeia Pública do Estado da Bahia, capitão da PM Pablo Fagner Araújo Carvalho, e do diretor adjunto, Paulo Cesar Gonçalves Sacramento.

Além da exoneração, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), por meio da Corregedoria, abriu uma sindicância para investigar os procedimentos de segurança da cadeia e todas as circunstâncias da fuga ocorrida sexta (13).

Secom Bahia

Coren-BA cobra esclarecimentos ao MPBA sobre denúncia de agressão à enfermeira em Juazeiro

0

Relatório circunstanciado foi entregue ao órgão.

A presidente do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA), Maria Luísa de Castro Almeida, acompanhada da procuradora geral e assessora jurídica da autarquia, foi recebida pelo corregedor-geral do Ministério Público da Bahia (MPBA), Marco Antonio Chaves da Silva, na última segunda-feira (9), para tratar da denúncia realizada pela enfermeira Christine Coelho, coordenadora do Hospital Promatre, em Juazeiro.

A enfermeira acusa o promotor Rafael Rocha de tê-la agredido, verbal e fisicamente, por ter se negado a entregar o prontuário de um paciente internado na UTI do hospital. Segundo a profissional, o promotor não apresentou solicitação formal da Central de Regulação, ordem judicial ou mesmo documento assinado pela família para requisição do prontuário, conforme prevê o Código de Ética Médica. Christine afirmou ainda que o promotor sacou uma arma de fogo e chegou a apertar o seu braço. Além de recorrer ao Coren, a enfermeira prestou queixa na delegacia de polícia e da mulher de Juazeiro e realizou exame de corpo de delito. O laudo do exame ainda não foi divulgado.

Durante a reunião, a presidente entregou ao MP relatório circunstanciado feito pelo Departamento de Fiscalização (DEFIS) do Coren-BA e questionou o fato do órgão já ter divulgado nota oficial antes do término das investigações. O corregedor afirmou que foi aberta sindicância para apuração do caso e uma resposta futura será dada à Enfermagem, caso sejam confirmadas as agressões. “Vamos continuar cobrando agilidade nas investigações e dar o suporte necessário à profissional”, disse a presidente Maria Luísa.

A enfermeira solicitou ao Coren-BA a realização de Desagravo Público, direito resguardado no Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, com trâmite previsto na Resolução Cofen nº 433/2012, e uma conselheira do Regional foi designada para dar andamento ao respectivo processo administrativo.

ASCOM-Coren-BA. 

Câmara aprova PL que garante amamentação durante prova de concurso

0
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3220/15, do senador José Medeiros (PSD-MT), que assegura às mães o direito de amamentarem seus filhos de até seis meses de idade durante a realização de concursos públicos federais.
Pela proposta, a mãe indicará um acompanhante responsável pela guarda do lactente no período das provas. Esse acompanhante, que deverá chegar ao local até o horário estabelecido para o fechamento dos portões, ficará com a criança em local próximo, reservado à amamentação.
A mãe terá o direito de amamentar cada filho, se tiver mais de um, em intervalos de duas horas, por até 30 minutos cada um. O tempo despendido será compensado na realização da prova. Durante a amamentação, a mãe deverá ser acompanhada por um fiscal. A proposta tramita em regime de prioridade e em caráter conclusivo e será ainda analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Conforme o texto aprovado, só será garantido o direito à amamentação às mães que solicitarem a autorização previamente aos organizadores do concurso, de acordo com prazo a ser determinado em edital. Muitos editais atualmente já preveem a possibilidade de a candidata amamentar e de haver um acompanhante para ficar com o bebê durante a prova. O projeto do senador José Medeiros torna essa possibilidade lei.
Bocão News

Ministro da Justiça lamenta mortes de presos em rebelião no Rio Grande do Norte

0
Em nota, o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, lamentou as mortes ocorridas durante a rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia da Floresta, na região metropolitana de Natal. De acordo com o governo estadual, pelo menos dez presos morreram.
No comunicado, o ministro “agradece, em nome do presidente Michel Temer, o empenho das forças policiais que atuaram em defesa da sociedade, evitando fugas e controlando a situação”.
O ministério confirma que o governador do Rio Grande do Norte, Robson Faria, entrou em contato com o ministro Alexandre de Moraes e comunicou o fim da rebelião. De acordo com o ministério, Faria agradeceu o apoio da Força Nacional, qua está no estado desde setembro do ano passado, auxiliando a Polícia Militar em ações de policiamento ostensivo. Na última segunda-feira (9), o Ministério da Justiça e Cidadania já havia autorizado a prorrogação da permanência da Força Nacional por mais 60 dias no estado.
Conforme a nota, a pedido do governador, o ministro autorizou “que parte dos R$ 13 milhões do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), liberados no dia 29 de dezembro de 2016 para modernização e aquisição de equipamentos, seja utilizada em construções que reforcem a segurança no presídio”.
Agência Brasil

Planalto não tem câmeras de segurança desde 2009, diz ministro do GSI

0

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen, disse que o Palácio do Planalto está sem câmeras de segurança desde 2009, quando os equipamentos foram retirados durante reforma feita no prédio pelo governo Lula. Ele disse acreditar que a medida foi tomada para evitar registros do que ocorria na sede da Presidência da República, o que caracterizaria obstrução da Justiça.

Segundo as declarações de Etchegoyen, dadas em entrevista à revista “Veja”, o Palácio vem negando pedidos da Justiça para ter acesso a imagens, no âmbito de investigações contra corrupção, porque não havia qualquer câmera nos últimos anos. O general, que está à frente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), disse que “o Palácio passou anos em que, convenientemente, não se registrou nada”.

Etchegoyen afirmou que houve uma tentativa de reinstalar os equipamentos de segurança, mas “impediram” que o serviço fosse feito. Questionado especificamente sobre pedido do Ministério Público de acesso a imagens, na investigação que apura se a ex-presidente Dilma Rousseff tentou obstruir a Justiça em reuniões no Planalto, o general foi categórico: “não tem imagem”. Ele disse que “a situação era descontrole”, ao se referir ao período em que as câmeras foram retiradas.

O general informou que uma nova licitação está sendo feita para adquirir câmeras de segurança para o Palácio do Planalto. O GLOBO tentou contato com o general, mas a assessoria de imprensa não respondeu

Ao G1, o Instituto Lula não informou o motivo de as câmeras terem sido retiradas. E afirmou que a agenda de Lula como presidente sempre foi pública e acompanhada pela imprensa. Já a ex-presidente Dilma Rousseff disse, por meio da assessoria, que “a responsabilidade pela segurança dos palácios presidenciais e das residências do presidente e do vice-presidente sempre foi atribuição do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)” sem explicar a razão de os equipamentos não terem sido reinstalados.

O Globo

Secretário nega que presos estejam apanhando nas prisões do Amazonas

0

A maior crise penitenciária do estado do Amazonas também afetou a segurança pública. Mesmo com uma pasta exclusivamente dedicada à administração penitenciária, o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, está tendo muito trabalho. Precisou deslocar homens do policiamento de rua para reforçar a segurança na entrada dos presídios nos dias que se seguiram à morte de 56 presos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).

Além de tirar policiais da rua, precisa responder sobre suspeitas de agressões de policiais militares a detentos nas cadeias do estado durante revistas às celas. “Isso é uma mentira! É mentira que presos estejam apanhando sob a égide do estado”, disse Fontes durante entrevista a jornalistas em seu gabinete ontem (13).

Após duas horas e meia de espera na recepção da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, localizada no subsolo de um shopping de Manaus, Fontes recebeu os repórteres em sua sala. O chefe da Segurança Pública do estado é um homem de estatura baixa e fala firme. É simpático, mas sorri pouco. E logo de saída, avisa: não responde pela administração penitenciária. “Por favor”, pede o secretário, mostrando já ter sido obrigado a responder pela outra pasta uma série de vezes.

Ex-superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Fontes está no comando da secretaria há dois anos e precisa administrar uma polícia que se divide entre buscar os foragidos da rebelião no Compaj, no início de janeiro – quase 200 presos ainda estão soltos –, reforçar a segurança nos presídios e fazer o patrulhamento nas ruas. O secretário diz entender o aumento da sensação de insegurança na população, mas afirma que a criminalidade não aumentou após as fugas do Compaj.

Agência Brasil – Muitos cidadãos estão se sentindo inseguros, em Manaus, após as mortes, fugas e divulgação dos assassinatos no Compaj, nas redes sociais. O que senhor tem a dizer para essas pessoas?

Sérgio Fontes – A criminalidade não aumentou absolutamente nada com os massacres que ocorreram no presídio. Agora, eu entendo perfeitamente um cidadão que olha para um vídeo desse, e o que eles fizeram foi justamente isso. A intenção das facções é aterrorizar a população. Alguém que vê um vídeo desse não vai se sentir confortável e nem seguro, não tem como. Mas a informação que eu dou, é que os números continuam os mesmos. Ainda tem mais de 100 foragidos daquele tipo que cometeu aquilo. Então, é natural que se tenha medo, mas que exista motivo por conta de alguma casuística, não tem. Não teve arrastão em Manaus, apesar de todas as divulgações. Aconteceu o que acontece sempre em uma cidade de 2,1 milhões de habitantes.

Agência Brasil – Como está o trabalho de busca aos detentos?

Sérgio Fontes – Perdemos alguma força tomando conta dos presídios, e isso tomou muito do nosso efetivo policial. Agora, com a chegada da Força Nacional, a vinda de cerca de 150 a 200 policiais que estavam em atribuições em outros órgãos, o cancelamento das atividades administrativas por 15 dias, que vai me dar uns 500 policiais a mais, e a liberação da Força Tática, que é uma força extremamente qualificada para a rua, temos a expectativa de que nós consigamos aumentar consideravelmente o número de recapturados.

Agência Brasil – Durante a semana, vazou para a imprensa um relatório da inteligência do estado que revelava um plano para uma série de atentados contra autoridades, o senhor inclusive. O senhor confirma a existência desse relatório e o plano dessas facções criminosas?

Sérgio Fontes – O relatório de inteligência é sigiloso. O vazamento dele é indevido. Então, não me manifesto sobre relatório de inteligência cujo vazamento foi indevido. Esse relatório, vazado, atrapalhou investigações e colocou pessoas em risco. Então, não falo sobre ele.

Agência Brasil – As famílias de presos denunciam que eles estão apanhando da polícia lá dentro. O que o senhor tem a dizer?

Sérgio Fontes – Isso é uma mentira! Infelizmente, temos que conviver com isso todo dia. Não sou da administração penitenciária, mas convivo com isso todo dia. Para você ter uma ideia, companheiro, o pessoal não está nem entrando no local porque está com medo de uma nova ação de resgate. Então, é mentira que presos estejam apanhando sob a égide do estado. Se, para proteger terceiros, o estado tiver que usar a força de maneira progressiva e chegar na força letal, sob meu comando ele vai fazer isso, mas dentro da lei. Não tem porque ficar agora torturando essas pessoas, que devem estar torturadas demais. Porque alguém que chega nesse nível de barbárie não é normal.

Agência Brasil – Então, por que os presos reclamam de estar apanhando?

Sérgio Fontes – Porque eles queriam tudo normal. Eles estão há um fim de semana sem receber visita. O secretário [de Administração Penitenciária] autorizou a entrada de produtos não perecíveis. Então, já está entrando comida. Ouvi dizerem: ‘Ah! O frango está estragando’. Não vai entrar frango. Porque, para entrar frango, tem que ter fogo, gás. E isso não vai ter. Mas biscoito, caixa de goiabada, isso já está entrando. A gente tem que fazer essa distensão com responsabilidade. Não é razoável você ter um massacre com 56 mortos e no fim de semana seguinte abrir para visita, tudo funcionando como se nada tivesse acontecido. Mas torturar, bater? Isso não!. A polícia só está entrando para fazer revista. Quando a polícia entra para fazer revista, os direitos humanos e a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] estão juntos, até porque fazemos questão que eles estejam.

Agência Brasil – Como estão as investigações da chacina dos dias 1º e 2 de janeiro?

Sérgio Fontes – Nós montamos uma força tarefa de quatro delegados e sete escrivães para cuidar especificamente dos inquéritos policiais. A prioridade número um era estabelecer uma primeira relação de liderança para poder fazer a remoção para presídio federal. Essa primeira fase já foi superada, ressalvando que ainda é possível outras remoções. Mas, já fizemos 17 remoções para presídio federal. Isso é o primordial para estabilizar o sistema, no nosso entendimento. Era preciso dizer aos demais presos que uma atitude dessa não passa em branco. Independentemente de um julgamento, era preciso tomar uma atitude mais prática no sentido de estabilizar. O inquérito vai em três vertentes. Quem deu a ordem, quem executou a ordem e quem foi o responsável pelas mortes. Esses inquéritos serão extensos, grandes, e estão em andamento. A primeira fase concluiu bem rápido.

Agência Brasil – Como as armas entraram no presídio?

Sérgio Fontes – As possibilidades são as mais variadas. Uma que eu acho bem viável, é a corrupção de agentes públicos; agentes da empresa Umanizzare [empresa terceirizada contratada para administrar o presídio], da própria Secretaria [de Administração Prisional] ou das próprias visitas. As visitas aumentaram muito nesse período. As novas legislações não permitem mais a revista pessoal vexatória, então muita coisa passa. Mas só o inquérito vai dizer isso.

Agência Brasil

Acesso à contracepção no país é influenciado por questões religiosas, diz estudo

0
Embora o Brasil tenha uma das legislações sobre planejamento familiar mais avançadas da América Latina, o acesso das mulheres a contraceptivos no país é influenciado por correntes religiosas e grupos conservadores. A conclusão está no relatório Barômetro latino-americano sobre o acesso das mulheres aos contraceptivos modernos, que levantou dados sobre direitos reprodutivos no Brasil, México, Colômbia, Argentina e Chile.
O documento, divulgado esta semana pela Federação Internacional de Planejamento Familiar/Região do Hemisfério Ocidental, aponta que a influência desses fatores na escolha dos métodos contraceptivos se dá porque as mulheres não têm acesso à informação nem a políticas públicas de educação sexual.
A pesquisa foi realizada no fim de 2015 e ouviu 20 especialistas de cada país, dos setores público e privado. No Brasil, o estudo foi coordenado pela organização não governamental (ONG) Cepia, que se dedica ao desenvolvimento de projetos que promovem os direitos humanos e a cidadania de grupos vulneráveis.
Interferência
De acordo com a socióloga da Cepia Jacqueline Pitanguy, muitas vezes, a influência religiosa determina a escolha de um método contraceptivo e até impede o cumprimento da Lei de Planejamento Familiar, que prevê, por exemplo, a vasectomia e a ligadura de trompas como instrumentos de programação de um casal. Em alguns casos, segundo a representante da Cepia, até profissionais de saúde – motivados por valores morais pessoais e crenças religiosas – interferem na tomada de decisão das mulheres sobre essa escolha.
Além disso, em nome de questões morais e religiosas, alguns protocolos de atendimento são quebrados, como o direito à confidencialidade e à privacidade nas consultas médicas, que também é garantido por lei a adolescentes, mas descumprido quando os profissionais condicionam o atendimento à presença da mãe ou outro adulto.
“Isso fere o protocolo e mostra uma moral incriminatória que, imediatamente, freia o que é o objetivo precípuo desse atendimento, que é fornecer à jovem informação contraceptiva, acesso a meios para que ela possa, por exemplo, evitar uma gravidez na adolescência, que é uma coisa muito séria no Brasil”, pondera a socióloga.
A interferência se dá, segundo Jacqueline, por causa da ausência de disciplinas sobre saúde sexual e reprodutiva nos currículos escolares do país. Para a socióloga, a educação sexual tem a ver “com cidadania, com projeto de vida, de liberdade” e não pode ser limitada ao ensino de questões biológicas.
De acordo com o relatório, de modo geral, os cinco países analisados tratam os temas de direitos sexuais e reprodutivos de forma limitada em campanhas de saúde. No Brasil, por exemplo, as campanhas públicas sobre o tema são quase sempre restritas ao período do carnaval e voltadas especificamente para a prevenção de HIV/Aids. “Apesar de termos alcançado pontuação elevada no que se refere a protocolos, normas, mesmo a leis com relação à saúde reprodutiva e sexual, nós não fazemos campanhas de sensibilização da população sem ser aquela coisa pontual de carnaval, Aids, camisinha”, critica Jacqueline.
Vírus Zika
O relatório destaca a necessidade de reforço das políticas de planejamento familiar em função do vírus Zika, que provoca malformações em bebês. Logo após o auge a epidemia da doença, em 2015, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos emitiu recomendações sobre a ampliação do acesso à contracepção, principalmente entre as mulheres mais pobres, mais vulneráveis à contaminação pelo vírus, transmitido pelo Aedes Aegypti. Além disso, a ONU apontou a necessidade de revisão das leis sobre o aborto por causa da doença.
Segundo Jacqueline, as diretrizes não foram acolhidas pelo Brasil, que concentrou os esforços no atendimento às famílias de bebês que nasceram com microcefalia causada pelo Zika.
Sistema Único de Saúde
No documento, a Federação Internacional de Planejamento Familiar elogia a política brasileira de distribuição gratuita de medicamentos contraceptivos no Sistema Único de Saúde (SUS), mas pondera que o acesso é desigual e varia de acordo com a região do país.
Bocão News