“Nos sentimos abandonados e invisíveis”: aluna do curso de Administração da UNEB de Juazeiro denuncia falta de estrutura e prejuízos

(foto: arquivo)

Praticamente sem professores e sem aulas, estudantes do curso de Administração, que funciona no Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) Campus III, em Juazeiro, estão preocupados com o funcionamento da graduação semipresencial da instituição. Em conversa com o PNB, a estudante Priscilla Lucas, do 4º período, relatou que a falta de estrutura está trazendo grandes prejuízos aos alunos.

Segundo ela, desde que a instituição voltou da greve, que durou pouco mais de 60 dias e foi encerrada em junho, o andamento do calendário letivo do primeiro semestre está prejudicado. Das oito disciplinas previstas para serem ministradas para a turma do 4º período, os alunos só tiveram aulas de apenas duas.

O último encontro, entretanto, aconteceu há cerca de um mês. Esse problema é consequência da falta de professores, informou a aluna.

“Não temos professores efetivos. Os que nós temos, são emprestados do Campus de Senhor do Bonfim e de Salvador. As nossas aulas ficam sempre a disposição do professor. Ou seja, se eles não vierem, não temos aula. A universidade não quer arcar com o custo da viagem desses professores que vêm de fora. Por isso que eles não vêm dar aulas. Acaba atrasando todo o cronograma, que é lançado, porém não é cumprido”, contou Priscilla Lucas.

A estudante relatou ainda que o curso enfrenta diversos outros problemas. “Quando chegamos havia muita coisa pendente, como a sala de informática, que não tava estruturada para receber a quantidade de alunos que o curso ofertou. Além disso, não temos Colegiado, nem salas próprias, que até estão construindo o prédio, mas não há previsão do término das obras”, disse a estudante que revelou ainda que os alunos enfrentam problemas na plataforma digital.

“A gente não consegue cumprir o cronograma de 60 horas aulas. Era para ser uma parte com encontros presenciais, e outra parte pela plataforma, que era pra ser alimentada pelos professores com fóruns, vídeos, bate-papo, e outros materiais. Mas isso não ocorre. Temos projetos para fazer Iniciação Científica, mas não temos professores para nos orientar. É tudo muito bagunçado e incerto”, acrescentou.

O curso atualmente está com duas turmas. Uma terceira está prevista para ingressar no próximo semestre, que deve ser iniciado no dia 10 de outubro.

Os estudantes elaboraram um documento direcionado ao diretor do DTCS, mas segundo Priscilla, nenhuma resposta foi dada.

“Já tentamos resolver o problema aqui, temos protocolo com as solicitações e reivindicações feitas a direção, mas não obtivemos resposta, não conseguimos contato com a reitoria para tentar resolver internamente. Existe sempre inúmeros empecilhos para a contratação. O sentimento é de descaso, nos sentimos abandonados e invisíveis, o pior é que mesmo com esses agravantes a universidade sempre abre edital para novas turmas, já são três com a que iniciará agora no segundo semestre. É muito incerto e inseguro, temos nossos sonhos, fizemos concurso e fomos aprovados. Merecemos respeito”, finaliza a estudante.

O PNB está em contato com a direção do DTCS e a reitoria da UNEB.

Da Redação

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