
(foto: reprodução/redes sociais)
Às vésperas do crime que vitimou Beatriz Angélica completar 4 anos, a secretaria de Defesa Social de Pernambuco anunciou que mais três delegados vão assumir o caso. A garota foi assassinada no dia 10 de dezembro de 2015, com 42 facadas durante a festa de formatura de sua irmã mais velha, no Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina.
O inquérito policial do caso estava presidido pela delegada Polyanna Néry, a frente do caso desde novembro de 2017. Antes dela, o caso já foi presidido por Sara Machado (dezembro/2015); Marceone Ferreira Jacinto (dezembro/2015 a dezembro/2016; e Gleide Ângelo (dezembro/2016 a novembro/2017). Agora, as investigações serão reforçadas através dessa força tarefa com a designação de mais três delegados.
Em conversa com o PNB, a família da garota Beatriz disse que os nomes dos novos delegados ainda não foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, mas adiantou que não concorda com a nomeação dos novos responsáveis pelo inquérito, já que a investigação precisa de “profissionais especializados em informática e peritos honestos”.
“Fiquei surpresa com essa nomeação de mais três delegados. Não concordo porque eu estou próxima a investigação, observando de perto o que está acontecendo, e na minha opinião, a investigação não precisa de mais delegados. o que precisa é de peritos honestos, idôneos, profissionais na área de informática, engenheiros. Observo que, novamente, eles estão inflando o inquérito e desviando o foco. Fico triste com isso, pois quando fui à Recife conversar com o governador, fui honesta e sincera com ele, abri meu coração, falei quais eram as necessidades do caso Beatriz, mais infelizmente ele não cumpriu com nada. A nossa decisão continua sendo o pedido de federalização, e nós vamos lutar para que isso aconteça, pois eu não confio mais na Polícia Civil de Pernambuco”, disse Lucinha Mota, mãe da garota.
Há um mês atrás, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara Federal emitiu uma nota repudiando a demora e a parcialidade nas investigações do caso Beatriz, e solicitou ao Governador de Pernambuco, ao Procurador-Geral de Justiça de Pernambuco, e ao Secretário de Estado de Defesa Social de Pernambuco, informações que ainda não foram esclarecidas e confirmaram “apoio aos pais em busca de ajuda internacional” (relembre).
Denúncia envolvendo peritos
Em novembro, a Corregedoria da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco enviou a Petrolina, o delegado Antonio Barros para ouvir os pais de Beatriz Angélica a fim de apurar denúncia de que um perito oficial do caso tenha prestado serviços particulares ao Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, após o crime. Foram ouvidas algumas testemunhas, entre elas servidores da Polícia Civil, e outros nomes que colaboraram com a investigação.
Em outubro, os pais de Beatriz, Lúcia Mota e Sandro Romilton protocolaram uma denúncia no Ministério Público de Pernambuco, em Recife, com documentos levantados por eles, através da investigação particular e paralela ao Estado, onde segundo eles constam acusações com provas de que agentes públicos estariam obstruindo as investigações.
Os pais de Beatriz questionaram a capacidade técnica dos peritos para realizar os laudos nos equipamentos, e informaram que o perito Diego Henrique Leonel de Oliveira Costa, atualmente chefe de perícia do Departamento de Polícia Técnica de Pernambuco, que também emitiu laudos sobre o assassinato de Beatriz, teria prestado serviço ao Maria Auxiliadora na montagem do plano de segurança da escola, através de uma empresa de Recife, trabalho que também foi realizado após o crime (reveja).
Vaquinha online
Lucinha Mota lançou uma campanha na internet para arrecadar fundos para sua luta por justiça. Os colaboradores podem fazer suas doações e ajudar a mãe de Beatriz a prosseguir a investigação paralela que vem fazendo em busca da verdade e de justiça para o caso, que até hoje a Polícia Civil de Pernambuco não conseguiu solucionar. A meta é arrecadar R$ 75 mil. Saiba como contribuir.
Da Redação



