Opinião: O mal só vence quando o bem se omite, por Sibelle Fonseca

Sábado à noite (10) e na praça do coreto, em Juazeiro, um pequeno grupo de jovens enaltecia o messias dos ódios e aberrações. Não passavam de vinte aqueles pobres moç@s e eu tive compaixão deles. Pedi misericórdia para aqueles jovens tão raivosos reunidos na praça. Parei um pouco para ouvi-los, como querendo entender o que se passa ou não se passa pelas cabeças daqueles menin@s, mas não aguentei muito. Um deles, com muitas acusações de violências nas costas, proferia palavras de ódio e manipulava as mentes dos garot@s des e mal informados e orientados.

Fiquei pensando como deve ser ruim para um pai, para uma mãe, educar filh@s que se transformam em seguidor@s do messias do capeta. Sim, um parlamentar que vem liderando um exército do mal e, sem o menor pudor, diz por aí que “o erro da ditadura foi torturar e não matar que “seria incapaz de amar um filho homossexual” e que preferia que “um filho morresse num acidente do que aparecesse com um bigodudo por aí”. Diz ele que “mulher deve ganhar salário menor porque engravida” e que “se visse dois homens na rua se beijando, iria bater”. Diz também o tinhoso, que “o cara tem que ser arrebentado para abrir o bico” e que “não estupraria uma tal mulher porque ela não merecia”.

Assusta-me saber que, entre seus seguidor@s estão os que se dizem cristãos e frequentam os templos recitando alto e bom som, a oração que o pai nos ensinou.

Eu vi o mal reunido ali e, antes que aquilo me adoecesse, dei partida. Constrangida, envergonhada del@s e com muita dó da raça humana que estava ali representada.

Eu ouvi foi Cristo me chamando pra sair daquele ambiente. E eu, cristã como sou, atravessei a banca e cheguei no arco da ponte, em Juazeiro. Existiam lá bem mais que uma centena de jovens, daqueles necessários para que o mundo evolua e seja melhor. Foi como um bálsamo!

Agradeci a Jesus por ter escolhido estar entre el@s. Viados, trans, lésbicas, trabalhadores, héteros, artistas, meninos e meninas do bem, gente diferente, gente igual, gente feliz, gente, filhos e filhas de Deus e de uma generosidade pegada. Vi muita amorosidade, respeito e mil pedidos de “só me deixem ser o que sou!”.

Vi meu Cristo ali. Em cada um daquel@s. Uma gente boa que não briga. E briga sim, pelo seu lugar ao sol e à noite. Brigam também pelos sóis e luas alheios.

Fiquei em sintonia com o bem e me vi uma pessoa melhor.

Vi o rapper Euri pedindo paz aos manos, manas e minas. Vi Dudu Rocha, um homem trans, me chamando à responsabilidade de fazer um mundo mais bacana. Vi as Mc’s Cíntia e Mira cantando que não posso mais cansar da luta. E vi Ananda, minha filha, dizendo: “Você ainda fez muito pouco, mulher! Vamos lá que ainda temos muito o que fazer! O mal se organiza ao lado e é preciso vencê-lo.”

Então, me reabasteci de força e coragem. Ainda mais quando ouvi as rimas: “Vamos pegar nas armas. Tudo dentro do nosso alcance. Pegue um livro na estante” (Euri Mania).

Quis muito que aquel@s jovens da praça da Misericórdia ouvissem esse recado: “Vamos pegar nas armas. Tudo dentro do nosso alcance. Pegue um livro na estante”.

Sibelle Fonseca 

12 Comentários

  • Ruela disse:

    Cristo tem mais o que fazer….

  • Isabela Berni disse:

    Como Jesus Cristo iria julgar pessoas trans, gays, lesbicas etc? Quem nao tem pecado que atire a primeira pedra minha gente!! Se Jesus, O CRISTO, apontasse e julgasse os oprimidos (apontados no texto como gays, mulheres, e as vitimas de TORTURA) entao esse Jesus, esse MESIAS nao é o mesmo dos tempos antigos, e eu sigo o Senhor Jesus dos tempos antigos o Jesus Raiz, nao esse Jesus do seculo 21 moldado por mentes do seculo 15.

  • Fernando Souza disse:

    Sibelle !
    Seu texto chega a ser ridículo!
    Sem mais!

  • Fagner disse:

    Bom não sei o que se trata dessa notícia pq só vim um opinião da reporter queria saber qual seria a notícia na integra.
    Mas vamos para minha opinião sobre a reporte não a conheço mas se foi pessoas que se denominado cristão protestante seguidores da fé evangélica pediria para a reporte estuda mas sobre a fé cristã pra depois fala a verdade como se deve ser dita,não uma opinião cheia de ódio e difamatória.
    A palavra mesias do ódio e muito forte Jesus Cristo e amor mas também e justiça tambem, ele ama o pegado mas abomina o pecado.
    Fica a dica…

  • Letícia maria disse:

    MARAVILHOSO, jamais me sentirei tão contemplada ao ler um texto assim. Parabéns, ignore pessoas ignorantes com seu ódio pra destilar sem motivo nenhum e continue escrevendo coisas lindas como essa!

  • Natalia disse:

    Preto no Branco/Voz da Mulher/ Sibelle Fonseca
    Obrigada por retratar tudo que acontece e como acontece. Deus é um Deus de amor, hipócrita é esse povo que se atém apenas o que querem.
    Tanto no jornalismo, quanto em pessoa/mulher mesmo, me sinto bem representada.
    Forte abraço!!

  • Cordeiro disse:

    BOLSANARO 2018, NÃO ADIANTA QUERER DENEGRIR!!!!

  • Ivy disse:

    texto engraçado de tão ridículo que é… me poupe.

  • Cara Sibele Fonseca, não entendi a matéria. Estava lá e sou aluno de Olavo de Carvalho. Já ouviu falar?!?

  • Bolsonaro 2018 disse:

    Que materia lixo
    A esquerda está desesperada.

  • Jorge disse:

    Realmente o arco da ponte é conhecido como o maior ponto de drogas de Juazeiro. Não é atoa que sempre tem policia dando bagulejo lá. E melhor você ir se acostumando pq o mito vem ai e Sibele é bom você nos respeitar pq somos livres pra apoiar quem quisermos não somos obrigados a apoiar coisas erradas como você e sua turma apoia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.