Secretária para Mulheres é investigada por desvio de R$ 4 mil

Secretária para Mulheres é investigada por desvio de R$ 4 mil

650x375_fatima-pelaes-pelaes_1640777

A ex-deputada Fátima Pelaes (PMDB), que foi indicada para assumir a Secretaria de Políticas para as Mulheres pelo presidente interino Michel Temer (PMDB), teria envolvimento em um esquema de desvio de R$ 4 milhões de suas emendas parlamentares, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF).

O nome dela surgiu durante a Operação Voucher, deflagrada em 2011. Um inquérito foi aberto em 2013 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e depois encaminhado para a Justiça Federal. Foram solicitados a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico dela.

Conforme a investigação, Pelaes teria indicado uma ONG fantasma para receber os R$ 4 milhões de suas emendas com o objetivo de promover o turismo no Amapá.

Pelaes disse, por meio de assessoria, que confia “no trabalho da polícia e da Justiça” e está “tranquila de que tudo será esclarecido”.

Secretária de Políticas para Mulheres é contra aborto

A nova secretária de Políticas para Mulheres, a ex-deputada Fátima Pelaes, já se manifestou contra o aborto, inclusive em casos de estupro. “Nós enquanto representantes do povo brasileiro, temos que pensar que direito nós mulheres temos de tirar uma vida? […] Como é que nós queremos tirar essa vida ali no seu início? Nós não podemos permitir isso”, afirmou Peales, que é evangélica e presidente da Frente Parlamentar da Família e Apoio à Vida.

A declaração foi feita durante uma sessão da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara sobre proposta que analisava a possibilidade de conceder uma bolsa a mulheres que engravidem após estupro.

Ela, inclusive, contou que é fruto de um estupro que a mãe sofre dentro da penitenciária quando “cumpria pena por um crime passional”. “Ela chegou a pensar sim no aborto, porque não se via saída […] Ela não teve como fazer, pediu perdão para mim, depois que eu já estava adulta. E hoje eu estou aqui podendo dizer: a vida começa na hora da concepção sim. Porque se há muito tempo atrás ela tivesse feito isso [aborto], nós não estaríamos aqui”, disse na ocasião.

“A gente pode dizer, ‘mas foi o seu caso’. Mas quantos outros… Dá-se um jeito. Consegue-se sobreviver. Não é fácil, mas é possível”, defendeu.

Na época, Peales chegou a dizer que já foi a favor do aborto, mas explicou que, na verdade, tinha um trauma por conta da sua história e que precisou “ser curada”.

Deputada

Como deputada federal, Peales foi autora do projeto de lei, aprovado em 2009, que obrigou penitenciárias femininas a construir seção para gestante e parturientes, além de creches para crianças entre seis meses e sete anos.

Ela também propôs mudança na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que garantiu licença-maternidade de 120 dias para empregadas domésticas.

Peales é socióloga e próxima ao presidente interino Michel Temer (PMDB). Ela ocupava a presidência nacional do PMDB Mulher, um dos núcleos do partido.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.