Fernando Bezerra Coelho nega participação no esquema criminoso investigado pela Operação Turbulência

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FOTO: Reprodução/Internet

O esquema criminoso investigado na Operação Turbulência, deflagrada nesta terça-feira (21), pode ter financiado a campanha de reeleição do então governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), em 2010, segundo a Polícia Federal. Também teria envolvimento com a compra do avião Cessna Citation que caiu em Santos (SP), em agosto de 2014, causando a morte do presidenciável.

“O esquema foi utilizado para pagar propina na campanha do governador”, afirmou a delegada federal Andrea Pinho, durante entrevista coletiva no Recife.

O senador Fernando Bezerra Coelho(PSB-PE), ex-ministro da Integração Nacional do governo Dilma Rousseff (PT),  seria um dos suspeitos de negociar o  envio de dinheiro do esquema criminoso para a campanha de Campos em 2010.

“O indicativo que a gente tem é que Fernando Bezerra Coelho teria sido a pessoa encarregada de colher, digamos assim, os valores do percentual devido para a campanha do ex-governador. Teria-se feito um esquema criminoso”, disse a delegada Andrea Pinho. Segundo ela, ainda não é possível afirmar que Bezerra integrava o esquema, porque ele é investigado em outro inquérito, que está no STF.

“Tudo começou com a história do avião, mas agora queremos desarticular toda essa organização. Quem são os envolvidos, o que fizeram e quem foram os beneficiados”, completou o delegado Daniel Silvestre.

A assessoria de Fernando Bezerra Coelho divulgou nota repudiando a “incorreta vinculação do nome dele à ‘Operação Turbulência’, uma vez que o senador não é sequer mencionado nos autos desta investigação”.

Bezerra Coelho afirmou ainda que não foi coordenador das campanhas de Eduardo Campos nem em 2010 nem em 2014. Quanto à investigação que tramita STF, ele disse que “sempre esteve à disposição para colaborar”.

Veja Nota oficial

“O senador Fernando Bezerra Coelho repudia a incorreta vinculação do nome dele à “Operação Turbulência”, uma vez que o senador não é sequer mencionado nos autos desta investigação. Além disso, Fernando Bezerra afirma que não foi coordenador das campanhas de Eduardo Campos, à Presidência da República, nem em 2010 nem em 2014; não tendo, portanto, exercido qualquer função financeira nas campanhas de Campos.

Quanto à investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) – ainda não concluída –, Fernando Bezerra Coelho ratifica que sempre esteve à disposição para colaborar com os ritos processuais e fornecer todas as informações que lhe foram e, porventura, venham a ser demandadas. O senador reitera, ainda, que mantém a confiança no trabalho das autoridades que conduzem o processo investigatório no STF, acreditando no pleno esclarecimento dos fatos”.

Fernando Bezerra Coelho

Por: Redação
Com informações do G1 Pernambuco

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