Denúncia: Grupo Raul Lins demite trabalhadores e não arca com responsabilidades trabalhistas

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Ex-funcionários dos postos Raul Lins, em Petrolina e Juazeiro, denunciam o descaso que sofreram durante e depois da demissão pela empresa. São funcionários que prestaram serviço por vários anos, alguns em processo de aposentadoria, que reclamam por não terem recebido rescisão, FGTS e Seguro Desemprego. Somente em Juazeiro, foram 15 trabalhadores. A maioria com mais de 7 anos de empresa.

De acordo com os ex-funcionários, o dono da empresa, Weslley Lins, pediu para que eles procurassem a justiça com o intuito de parcelar a rescisão, entretanto isso não ocorreu. “O Senhor Weslley Lins disse que não tinha dinheiro para pagar a rescisão e que eu teria que procurar a justiça, porque lá ele iria pedir o parcelamento e aí pagaria tudo. Isso nunca aconteceu. No meu caso, nem na audiência eles compareceram e até hoje não recebi FGTS e nem consegui dar entrada no seguro desemprego. Já se passaram 3 meses e nada foi feito. Isso é revoltante”, conta uma funcionária que trabalhou durante três anos e sete meses e não quis se identificar, temendo represálias.

Assim como ela, muitos dos trabalhadores estão indignados com a situação. Francisco de Assis, que trabalhou  na empresa por seis anos e três meses não esconde a revolta e fala das dificuldades pelas quais está passando  “Já se passaram cinco meses e até hoje nada de me pagarem. Moro de aluguel, minhas contas estão atrasadas, enquanto os donos da empresa estão inaugurando outros postos, como nos chegam as notícias, e trocando de bandeira dos postos que ainda possuem. Eles alegam que estão falidos, que não tem como pagar aos funcionários, mas têm dinheiro para inaugurar postos. Eu só quero o que é meu por direito”, explica Assis.

Alguns dos ex-funcionários estão com dificuldades de arranjar trabalho em outras empresas, devido ao processo judicial com o grupo. “Fui selecionado em uma empresa e não fui admitido por conta deste processo judicial contra o Grupo Lins. Muitas empresas não aceitam empregar que esteja nesta situação. Eles não tiveram compromisso com a gente. Estamos passando por tudo isso por culpa deles”, afirma Douglas, funcionário da empresa por quatro anos e nove meses.

Segundo o advogado de um grupo formado por mais 25 ex-funcionários, Aderbal Vargas, o problema maior está nas rescisões, porque a empresa não pagou e os processos caminham devagar.”O juiz já deferiu liminar para liberar o FGTS e o seguro desemprego de alguns dos meus clientes. 90% deles já receberam o FGTS e deram entrada no seguro. Porém, no que tange as verbas rescisórias, a empresa não pagou e é verdade o que os clientes têm dito. A empresa fez uma proposta para os trabalhadores, alegando que passava por uma fase de dificuldade financeira e que eles colocassem na justiça onde poderia ser feito um parcelamento. Os trabalhadores acreditaram, mas na primeira audiência o grupo disse que não tinha como fazer um acordo. A direção da empresa está tratando este processo trabalhista, como um processo normal. Estão entrando com todos os recursos disponíveis para o procedimento andar de forma mais devagar”, afirma o advogado.

Vargas esclarece que contestou o pedido da empresa de recuperação judicial,  artifício legal que tem por “objetivo viabilizar a superação da situação de crise econômico-financeira do devedor, a fim de permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim, a preservação da empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica”. O Grupo fez este pedido em 2014, não conseguiu se recuperar e agora pede a prorrogação. “Na nossa defesa a gente contesta o pedido de recuperação judicial. A lei diz que recuperação judicial é para você se recuperar durante um período e voltar a suas atividades normais. E eles entraram com esse pedido desde outubro de 2014 e agora ficam pedindo prorrogação da recuperação. Acredito que o juiz já deveria ter decretado a falência da empresa e mandar que o patrimônio seja dividido entre os credores, inclusive os trabalhistas, que são prioritários para o recebimento de seus créditos”, conclui Aderbal Vargas.

Da Redação

9 COMENTÁRIOS

  1. A justiça só é valida contra o pobre, pergunta se esses donos estão andando de pé? olha os lugares onde moram, como vivem…agora quem trabalhou e gerou lucros altos para eles é quem ficam no prejuízo, não é justo, ministério público, senhores juízes do trabalho, socorram esses trabalhadores, bloqueem os bens desses senhores para que assim esses trabalhadores tenham seus direitos assegurados!

  2. Prezada Sibelle Fonseca.

    Inicialmente relevo os mais elevados votos de estima e apreço, expressando a admiração por este blog que possui compromisso primordial com a informação.

    Sou advogado militante na região do Araripe e a situação encontrada em Ouricuri não é diferente da noticiada nesta reportagem.
    Atualmente sou causídico de 14 (quatorze) ações dessa natureza e infelizmente nos deparamos com essa lastimável situação.
    Infelizmente o que nos resta é aguardar uma decisão justa e rápida advinda do Poder Judiciário para que possamos assegurar um minimo de dignidade as esses trabalhadores que contribuíram e contribuem com o progresso do nosso Município, Estado e País.

    Sirvo-me para posteriores esclarecimentos. Abraços cordiais !!!

  3. Infelizmente a notícia é a reportagem em si foram realizadas de forma parcial, tendo em vista que não procurou a empresa para se inteirar da sua versão sobre estes fatos, repetindo de forma jorsorsa o que os ex-empregados disseram e os seus respectivos advogados.
    Na realidade ninguém sofreu calote ou desrespeito ao seu direito de receber os créditos trabalhistas. O que ocorreu foi que a empresa, por questões financeiras, teve que ingressar com uma Recuperação Judicial, procedimento este previsto em lei é que visa a manutenção da viabilidade econômica da empresa e a garantia do emprego. Todavia, infelizmente, não tem como se garantir o emprego de todos.
    O processo de Recuperação Judicial vem tramitando normalmente e a empresa pagará todos os débitos trabalhistas que estão habilitados. Inclusive estes créditos são preferenciais.
    Portanto, apesar de compreender e entender a revolta destes trabalhadores, tem-se que ter em vista que muitos empregos foram preservados e que eles irão receber tudo de direito. O pior seria a empresa quebrar e não pagar a ninguém e nem preservar os empregos.
    Meu nome é Joacy Teixeira e sou advogado dos Postos Raul Lins.

  4. Estão em recuprecuperação judicial para pagarem as contas dos ex funcionários, mais tão fazendo sorteio de dez mil reais para os clientes ,corto que dez mil não daria para pagar as contas de todos mais de alguém daria.

  5. E é Joacy Teixeira, seus argumentos são hipócritas, vc deve estar recebendo seus honorários, uma empresa desonesta e descompromissada com seus funcionários, a qual nem as contribuições trabalhistas honrou e se apoderou, pois foi descontado mês a mês dos trabalhadores, vá com seu pior seria para …..

  6. Fica fácil desse jeito inaugurando Posto e reabrindo enrolando os funcionários. Precisamos da justiça em cidade ou até ministério público para que faça alguma coisa por nós empregados

  7. Boa noite meu nome é Moacir e estou perplexo com o comentário do senhor advogado joacy Teixeira. Trabalho nas proximidades do referido posto de combustíveis e conheço vários funcionários que foram demitidos e vejo a dificuldade que estão passando,muitos nem se quer conseguiu sacar seu fundo de garantia para poder dar entrada no seguro desemprego. Alguns com quatro,cinco,quinze anos de trabalho e até gente prestes a se aposentar! Enquanto isso eu vi no último sábado uma reinauguração de um lado do posto na rodovia Lomanto Junior com muitos enfeites,paredão de som e o mais revoltante um prêmio de $10.000 dez mil reais enquanto um total de 90 famílias mau tem o que comer. Sou testemunha pois ouvi um áudio gravado em uma reunião com o senhor joacy na qual ele disse que os funcionários não se preocupacem e podecem entrar na justiça pois era uma forma que ele encontrou para poder parcelar o valor é que todos receberiam logo em seguida fato que não aconteceu. Espero que os proprietários do referido grupo se sensibize com a situação de seus ex colaboradores que tanto os ajudaram

  8. Nada q o Raul Lins fale ou publique se explicando não vai mudar a nossa situação,por mais q falem q não sofremos calote e nem desrrespeito, sabemos q eles não cumpriram com a palavra de fazer o acordo logo na primeira audiência como eles prometeram quando nos demitiu, e como foi dito ai na matéria dinheiro nao tem pra nós pagar mas pra inaugurar novos postos tem e até mesmo pra promover promoções, não queremos nada q não seja nosso, mas queremos e fazemos questão de receber tudo q temos por direito.

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