
A delegada da Polícia Civil de Pernambuco, Gleide Ângelo, deu uma entrevista exclusiva à jornalista Sibelle Fonseca, editora do Portal Preto No Branco, sobre as investigações do assassinato da menina Beatriz Angélica Mota. A menina foi morta de uma forma brutal e misteriosa no dia 10 de Dezembro de 2015, durante uma festa de formatura que acontecia no Colégio Maria Auxiliadora em Petrolina-PE.
Apesar de já ter se passado 533 dias, o crime ainda está sem solução. Imagens de um suspeito foram divulgadas, mas o homem ainda não foi localizado.
Questionada sobre um possível mandante, a delegada responsável pelas investigações declarou que só terá essa resposta quando o autor for preso. “Eu só posso dizer se o crime teve um mandante depois que eu consegui localizar o executor. Eu só vou poder dizer qual a motivação, quem mandou e quantas pessoas participaram quando a gente localizar e prender o suspeito”, declarou Gleide Ângelo.
Durante a entrevista ela também falou sobre as dificuldades enfrentadas pela polícia para a solução do crime.”A maior dificuldade que a polícia Civil está encontrando para a solução do caso é na abrangência na divulgação das imagens do executor do crime. Nós já divulgamos no meios que temos acesso, mas até agora ninguém reconheceu o suspeito. Existe uma grande probabilidade dele não ser da nossa área, de Pernambuco e da Bahia, por isso a gente precisa de uma divulgação em um âmbito nacional. Mas como delegada, eu tenho essa dificuldade porque não tenho contato com a mídia de outros estados”, informou a delegada.

Em resposta a algumas perguntas feitas por Sibelle Fonseca, Gleide Ângelo declarou apenas que o inquérito está no Ministério Público-PE sob segredo de justiça e que informações sobre as investigações não podem ser divulgadas.
“Quem dever vai pagar. Não importa quem seja e não importa onde esteja, a gente vai prender todos os envolvidos. Não existe crime perfeito. O que existem são alguns crimes mais difíceis de solucionar do quê outros, mas esse não é um crime perfeito. Ele pode está vivo ou morto, mas quando ele for localizado ou identificado, eu vou saber todas as informações e o caso estará solucionado”, concluiu a delegada Gleide Ângelo.
Ouça a entrevista na íntegra:


