Professora apela a Secretaria de Educação em Juazeiro por “uma simples resposta”

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Carta Pública à Sra. Secretária de Educação do Município de Juazeiro-BA

Senhora Secretária,

Sou servidora pública municipal, professora concursada, vinculada à Secretaria de Educação – SEDUC
e lotada no interior, Angico, desde fevereiro de 2013.

No dia 14 de fevereiro do corrente ano, mesmo dia no qual, em jornada pedagógica, a senhora prometia que o diálogo seria a tônica de sua gestão, dei entrada, no RH da SEDUC e através dos mecanismos exigidos pela administração, a uma solicitação de direitos.

Desde então, já contabilizamos mais de 5 meses, tenho, das mais diversas formas, tentado tomar
ciência da decisão proferida.

Assim, num primeiro momento, estabeleci contato direto com o setor para o qual minha solicitação havia sido encaminhada. Ao funcionalismo público se exige, entre outros, eficiência, eficácia, urbanidade e publicidade. Estas, contudo, não foram as características que encontrei na minha empreitada! Fui desrespeitada e desdenhada publicamente pelo funcionário que deveria dar andamento ao meu processo nesta repartição. Limitei-me, assim, a consultas no balcão, que sempre resultaram em respostas lacônicas.

A senhora, com um pequeno esforço, pode imaginar o quão desgastante é, para alguém que trabalha
no interior do nosso município, que sai de casa às 6 horas da manhã e só retorna às 18:30h, retirar
seu único dia de folga na semana para, inutilmente, buscar uma simples resposta.

É, Kafka já havia anunciado a inacessibilidade do Estado e suas instâncias. “Não é da nossa
incumbência darmos-lhe explicações. Volte para o seu quarto e aguarde. O processo já está a correr,
o senhor será informado de tudo na devida altura”.

Diante do desgaste e das frequentes crises de ansiedade que me acometem quando me imagino,
mais uma vez, percorrendo as instâncias burocráticas da instituição a qual a senhora está à frente,
instituí uma advogada para me representar.

Pensei, pois, que os instrumentos que a ciência da advocacia ofertam fossem suficientes para o acesso a uma, repito, simples resposta.

Enganei-me. Mesmo aparentando já haver um parecer, minha advogada não consegue ser atendida
pelos funcionários da SEDUC.

Há trabalho interno, há trabalho externo, há pingue e pongue sobre o local no qual a informação pode ser obtida e, aparentemente, como me disse o funcionário desta instituição há alguns meses, há uma porção de coisas “mais importantes” do que a minha solicitação para se dar andamento.

Desta forma, venho a público e, com a ajuda da imprensa, solicitar uma simples resposta e acesso a
todos documentos.

Respeitosamente,
Quercia de Oliveira Cruz
Juazeiro-BA, 28 de julho de 2017

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