MP-BA determina que município de Juazeiro garanta estrutura adequada ao Caps II

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(foto: reprodução/internet)

Uma recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) publicada nesta quinta-feira (28) aciona a Prefeitura Municipal de Juazeiro para que adote medidas de melhoria nas estruturas física, material e pessoal do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) II – João Martins de Souza. A ação foi apresentada pela promotora de justiça Rita de Cássia Rodrigues contra o Município à Justiça. As informações são do MP-BA.

Segundo a promotora, inspeções realizadas pelo Núcleo de Vigilância Sanitária e Ambiental e pelo Ministério Público estadual constataram diversas irregularidades no local, “que não possui serviço de atendimento satisfatório aos pacientes adultos com transtornos mentais”.

“Os pacientes não podem ser privados de um serviço de qualidade”, destacou Rita de Cássia que solicitou à Justiça que determine ao Município que implante condições de acessibilidade para permitir o acesso de portadores de deficiência ao prédio sem necessidade da ajuda de terceiros; providencie veículo para ficar à disposição da equipe técnica; contrate mais um psicólogo e artesão para desenvolvimento das atividades do Núcleo de Oficina e Trabalho; implante torneiras que dispensem o uso das mãos e dispensador de sabão líquido, papel toalha ou sistema de secagem elétrico e lixeira com tampa; destine salas exclusivas para o armazenamento de resíduos; identifique os profissionais que atuam no Caps. Além disso, a promotora determinou que o município capacite o pessoal envolvido diretamente com o gerenciamento de resíduos para serem mantidos sob educação continuada para as atividades de manejo de resíduos, incluindo a responsabilidade com a higiene pessoal dos materiais e ambientes, com a utilização correta e com equipamentos de proteção individual (EPI); disponibilize equipamentos e materiais de músicas e artesanatos para desenvolvimento das terapias ocupacionais a implantação; dentre outras medidas.

Rita de Cássia ressaltou ainda que se defende por meio da ação o direito de todos os munícipes de Juazeiro de contar com atendimento adequado de saúde para o tratamento de transtornos mentais severos e persistentes e para garantir o atendimento com qualidade, em serviço regular e habilitado perante o Ministério da Saúde e de acordo com portarias ministeriais e lembra que o MP propôs a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta ao Município, mas não obteve retorno.

Da Redação

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