SINDJUD-PE esclarece contratação de carro de som que teria atrapalhado manifestação do Caso Beatriz

O portal Preto No Branco publicou ontem (02), uma nota em que Lucinha Mota, mãe da menina Beatriz Angélica assassinada no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, manifestou indignação sobre a contratação de um carro de som que teria atrapalhado ato público realizadi em frente ao Forúm de Petrolina. A manifestação pedia ao poder judiciário a prisão de Allinson Henrique, acusado de apagar imagens do possível assassino da criança.

Lucinha declarou que ao tentar pedir que o motorista do veículo diminuísse o volume do som, ouviu do mesmo que o dinheiro valia mais que uma vida. “Essas atitudes nos deixam muito tristes. Continuamos indignados com a postura do poder judiciário e de algumas pessoas ou instituições que lhe representam ou que estejam prestando serviços. Não esperamos justificativas vazias. O que esperamos é eficiência, imparcialidade e celeridade do Poder Judiciário. O que gera a violência é a impunidade. Precisamos sentir firmeza por parte dos promotores da lei”, escreveu Lucinha.

O PNB também publicou um vídeo em Lucinha Mota também demonstrou sua indignação. Clique aqui e veja

Em resposta, SINDJUD-PE – Sindicato dos Servidores de Justiça do Estado de Pernambuco, fez esclarecimentos sobre a contratação do carro de som.

Veja a nota completa:

Nota

O SINDJUD PE, Entidade representativa dos Servidores do Poder judiciário do Estado de Pernambuco, no uso de suas atribuições vem a público esclarecer o que ocorreu na manhã da última quinta-feira 02 de agosto em frente ao Fórum de Petrolina, assim como as causas pelas quais houve a contratação de serviço de carro de som nos arredores do prédio. Na ocasião ocorria paralelamente um protesto acerca do caso da garota Beatriz, brutalmente assassinada numa festa escolar em dezembro de 2015 em Petrolina.

O SINDJUD PE esclarece que o funcionário recém-contratado para prestar serviço de divulgação/ mobilização das lutas da categoria alegou, por equívoco humano passível de acontecer com qualquer indivíduo, ao ser abordado pelo fato estar atrapalhando o andamento do protesto, que estava sendo contratado pelo Poder Judiciário, quando na verdade se referia ao Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário que por sua vez não estava ciente do protesto em favor do caso da menina Beatriz, caso esse que muito apoiamos e nos sensibilizamos.

Nosso protesto foi comunicado oficialmente ao Tribunal e em vários fóruns do Estado foram afixadas faixas com antecedência informando a população da nossa paralisação em prol reposição das perdas salariais acumuladas em 28,86% e por estarmos há 3 anos sem reposição do IPCA e por este motivo o carro de som estava lá para reforçar o aviso à população da suspensão das atividades nos dias 31/07 e 02/08.

No mais, crentes na elucidação dos fatos assim como no papel imparcial da mídia, o corpo diretor da Entidade se coloca a disposição para maiores esclarecimentos.

SINDJUD PE, Com respeito e transparência.

Da Redação

1 comentário

  • Clarissa Campello Ramos disse:

    Esses juízes e procuradores ainda acham que recebem pouco? Querem ainda mais privilégios? Que vergonha desse sindicato… quanta desumanidade, incapazes de perceber a desigualdade e a injustiça desse país…

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