Conselho Municipal de Cultura de Juazeiro envia ofício ao Governo do Estado pedindo reforma do Centro de Cultura

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(foto: Thiago Santos/Preto no Branco)

A classe artística do município de Juazeiro, através do Conselho Municipal de Cultura (CMC), encaminharam nesta semana um ofício direcionado à Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (SUDECULT) solicitando a reforma estruturante do Centro de Cultura João Gilberto. Palco para apresentações artísticas e culturais, exposições, shows, palestras entre outros eventos de artistas regionais e nacionais, o espaço encontra-se, atualmente, com a estrutura desgastada, reflexo da falta de investimento na sua manutenção, como foi mostrado em uma matéria publicada pelo Portal Preto no Branco no dia 7 de junho – leia na íntegra.

O documento aponta urgência na reforma do espaço a partir de pauta reivindicatória da comunidade artística que usa e frequenta o centro cultural. O ofício do CMC solicita:

– aquisição de bebedouro com quatro torneiras modelo escolar;
– reforma do palco que encontra-se comprometido;
– retirada da antiga central de refrigeração e aquisição de equipamentos de ar mais modernos e econômicos (o atual sistema consome cerca de mais de vinte mil litros de água, incompatível com a política ambiental e uso consciente dos recursos hídricos);
– reforma dos camarins, banheiros e instalação de portas antipânico;
– requalificação do espaço físico atendendo as políticas de inclusão e acessibilidade;
– implantação de poltronas e sinalização;
– contratação e regularização imediata de servidores para melhor atender as demandas do local;
– troca de cortinas e melhoria da acústica da caixa cênica e instalação completa dos equipamentos de iluminação;
– reforma das salas multiúso, pró-memória e arena.

Em conversa com a redação do PNB, o presidente do Conselho Municipal, Ramon Ranieri, argumentou que a reforma é necessária o Centro de Cultura é o principal equipamento cultural que da região do Vale do São Francisco.

“Além de Juazeiro, o centro atende cidades vizinhas que compõem o Sertão do São Francisco. Um eventual fechamento do espaço representa a paralisação de mais da metade das produções culturais de artes cênicas da região. O Centro precisa dessa requalificação porque já chegou no limite. A última intervenção estruturante foi feita há mais de dez anos, mas reforma estruturante nunca houve de fato. Precisamos de um espaço moderno e adequado”, disse Ramon.

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Abandono

Inaugurado em 1986, o Centro de Cultura João Gilberto, de responsabilidade do Governo do Estado da Bahia, está consolidado como um dos mais importantes espaços para a promoção e o fortalecimento da cultura e da arte no Sertão do São Francisco. Ao longo destes 32 anos, o espaço passou apenas por uma reforma e, mesmo com o crescimento da vida cultural do território que atende, não teve sua estrutura ampliada.

Os sinais de desgaste podem ser percebidos tanto na parte interna quanto na externa do centro de cultura. A começar pela área de entrada do espaço. Na parte externa, há mato e lixo acumulados, a pintura das paredes e das grades está desbotada e com sinais de deterioração.

De fato, é na parte interna que os indícios de abandono são ainda mais visíveis. Janelas, torneiras, pias, espelhos e chuveiros quebrados, vasos sanitários com problemas na descarga, portas sem tranca, refletores danificados, banheiros e camarins sem lâmpadas, além de armários antigos.

Dentro do anfiteatro também é possível conferir mais sinais de desgaste, o que gera insatisfação na classe artística e nos frequentadores.

A primeira e última reforma do centro cultura foi realizada em abril de 2013, na época, com 27 anos de funcionamento. Foram realizados os serviços de pintura, revisão da rede elétrica, reforma dos banheiros, revitalização do espaço Pró-Memória, substituição de lâmpadas, jardinagem, reforma do gradil externo, reforma do piso de madeira, pintura, reforma e pintura da arquibancada do anfiteatro. A reforma foi promovida pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Na época, o PNB solicitou esclarecimentos da Fundação Cultural do Estado da Bahia sobre a situação do centro, mas o órgão não se manifestou sobre o caso nem por telefone, nem por e-mails.

Da Redação

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