
Após ter sido atingido por uma facada na quinta-feira (6), o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) deve utilizar as redes sociais para dar continuidade a sua campanha, já que ele está impossibilitado de fazer atos públicos.
Ontem (7), um dia após o ocorrido, Bolsonaro foi transferido para o hospital Albert Einstein, em São Paulo.
A previsão é de que o presidenciável permaneça internado por pelo menos dez dias. Dois de seus filhos, o candidato ao Senado Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que disputa reeleição, além do vice da chapa, general Hamilton Mourão (PRTB) e outros representantes da coligação vão assumir a campanha nas ruas e compromissos do candidato.
Além de comícios, caminhadas e visitas, a campanha ainda vai decidir sobre a participação do candidato em entrevistas e debates.
O filho do presidenciável, Flávio Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (7), em um vídeo ao vivo veiculado no Facebook, que o pai não deve voltar a fazer campanha nas ruas. “Ele está numa situação delicada e com dificuldade de falar. […] Mas podem ter certeza de uma coisa: ele está lá se recuperando, provavelmente não consegue mais ir para as ruas nessa campanha. Ele não pode ir às ruas, mas nós podemos”, disse.
No vídeo, Flávio, que é candidato a senador, agradeceu aos médicos e às pessoas que manifestaram carinho, e negou que o pai seja “intolerante”, como, segundo disse, ele está sendo acusado nas redes sociais. “A gente nunca agiu de violência com ninguém, sempre discutimos no campo das ideias e sempre fomos muito respeitosos”, afirmou.
Flávio ainda fez críticas a imprensa, que, segundo ele, tem responsabilidade no atentado contra seu pai. “Não adianta, ele não é esse monstro que vocês querem passar para a população. Vocês podem ter motivado o cara a dar uma facada nele. Vai que ele acredita que o Bolsonaro é todo esse monstro que vocês falam que ele é e que acusam ele o tempo inteiro. […] Vocês da grande mídia têm responsabilidade também.”
Bastante exaltado, Flávio atacou a imprensa, citando a Folha de S.Paulo. “Eu fico imaginando como que é a Redação da Folha de S.Paulo, por exemplo. Aquele bando de incompetente querendo ver quem ‘lacra’ primeiro em cima do Bolsonaro. Que papel ridículo que vocês fazem. Vocês envergonham a imprensa brasileira. Parem de distorcer os fatos, divulguem a verdade. Querem criticar, critiquem, mas critiquem em cima de algo que realmente aconteceu.”
O vídeo, de cerca de 16 minutos, é encerrado com Flávio chorando e pedindo desculpas “pelo desabafo.”
Bolsonaro lidera pesquisas de intenção de votos, no entanto perde para quase todos adversários em simulações de segundo turno, exceto para Fernando Haddad (PT), com quem aparece tecnicamente empatado.
Da Redação


