
A obra de requalificação da Avenida Adolfo Viana está entre o pacote de 10 grandes obras apresentadas pelo prefeito Paulo Bomfim na programação comemorativa dos 140 anos da cidade. A intervenção fará com que a principal avenida da cidade passe a ter calçadas amplas, em toda sua extensão, redimensionamento do canteiro central, ciclofaixa, nova postiação com iluminação em led, recuperação do pavimento asfáltico nas áreas de intervenção, melhorando as condições de acessibilidade e mobilidade, facilitando a vida de pedestres e motoristas.
“Para promover a mobilidade e acessibilidade tão necessárias na Av. Adolfo Viana, foi necessário o redimensionamento do canteiro central e com isso a supressão de algumas árvores nele existente que começamos a executar hoje. Essas árvores, conhecidas como ficos são consideradas plantas exóticas, que apresentam raízes superficiais e danificam calçadas, pavimento, arruamento e até edificações. Estaremos suprimindo 63 unidades que serão substituídas por 81 palmeiras imperiais que apresentam raízes mais profundas e são esteticamente mais adequadas para o paisagismo de um canteiro que serve como delimitação entre duas vias”, explica o titular da SEDUR Hemerson Guimarães.
Para dar início às obras de requalificação, foi necessária a realização de um estudo de impacto ambiental, e posteriormente a elaboração de um Termo de Compromisso de Compensação Ambiental, junto à Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (SEMAURB), para ser celebrado junto à empresa executora da obra.
De acordo com o Secretário de Meio Ambiente Agenor Souza, todo o estudo foi feito com o objetivo de não causar prejuízos ecológicos no entorno, devido à mudança. “De acordo com o termo firmado para cada árvore suprimida outras 4 nativas deverão ser plantadas, em locais escolhidos pelo município. Como serão suprimidas 63, teremos 252 novas árvores nativas plantadas pela empresa, que deve ser realizado num prazo de 6 meses, após a data da assinatura do termo”, destaca o secretário Agenor Souza.
O engenheiro civil da SEDUR Bismarck Cavalcanti explica que após a supressão das árvores será iniciada a colocação do meio fio delimitando o novo canteiro central. “Em seguida vamos recompor o pavimento asfáltico do entorno, depois vem a implantação do sistema elétrico subterrâneo em substituição do aéreo hoje existente e finalizamos com o plantio das palmeiras imperiais, para seguir para o trecho seguinte do canteiro central” , ressalta o engenheiro.
Por Gardennia Garibalde/SEDUR




“Minha Cara Jornalista, ISSO ME DEIXA BASTANTEMENTE ENTRISTECIDO, COM O CORAÇÃO AFOGADO NA DACEPTUDE E NO DESGOSTO. NUMA HORA EM QUE EU PROCURO ARRANCAR O AZEITE-DE-DENDÊ DO ESTÁGIO RETAGUARDISTA DO MANUFATURAMENTO (…), ME VÊM COM ESSE ACUSATÓRIO DESTABOCADO SOMENTEMENTE PORQUE MEIA DÚZIA DE BAIACUS APARECERAM MORTOS NA PRAIA.”
É com esta frase atribuída ao maior de todos os políticos baianos e, por que dizer, brasileiros e, como ele mesmo diria, universalmente, Odorico Paraguaçu.
Neste caso, as “meia dúzias de peixes mortos” poderão ser as Caraibeiras que a décadas estão sombreando aquele canteiro, florindo de amarelo os por do sol de Setembro. O que irá acontecer àquelas árvores ? Também serão retiradas ? E depois, “quando entrar Setembro…” E por que vão plantar Palmeiras Imperiais ? diga-se de passagem, uma planta exótica igual a tanta outras plantadas e retiradas de áreas urbanas como se fossem apenas um pedaço de pau. Elas irão manter o ecossistema daquela região ? Qual o valor das retiradas e dos replantis dessas árvores ? Os preços finais das Palmeiras já são públicos ? Será que não seria mais sustentável, sob a ótica econômica, social e ambiental se lá fosse plantadas as 252 árvores nativas da Compensação ambiental ? E essa compensação ambiental, não previu nenhum ônus monetário ? E se previu, de quanto foi ?
Aos interessados sugiro a leitura: https://www.funbio.org.br/wp-content/uploads/2017/08/Compensa%C3%A7%C3%A3o-Ambiental-Diretrizes-e-Recomenda%C3%A7%C3%B5es-para-a-sua-Execu%C3%A7%C3%A3o.pdf
Por fim, faço questiono: e o Plano de Diretor de Juazeiro…
Meu Deus! Ja estou pensando na desertificação da Adolfo Viana por anos a fio. Plantar Palmeiras Imperiais, que também não é uma planta nativa e leva mais de década para atingir uma certa altura, é não pensar em nossa Juazeiro. Uma cidade extremamente quente, em que encontrar uma arvore, é que nem um caneco dágua no deserto. Pelo amor de Deus, a quem teremos que recorrer para evitar esse desastre ecológico? Não quero nem pensar na possibilidade de deceparem os Ipês Amarelos “Craibeiras” que são genuinamente nativos e que dá uma sombra e beleza incomparável à nossa cidade.
Muito obrigada André Luiz Queiroz, pelos questionamentos feitos na postagem acima. E aí, Prefeitura?