
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que declarou na semana passada, que o Ministério do Trabalho seria incorporado a outra pasta e perderia status ministerial, voltou atrás.
Após repercussão negativa da medida e forte pressão popular, Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira (13), em entrevista coletiva, que a pasta do Trabalho continuará com status de ministério, ou seja, não se transformará em secretaria.
“Vai ser ministério disso, disso e Trabalho. É igual o Ministério da Indústria e Comércio, é tudo junto, está certo? O que vale é o status”, comentou o presidente eleito.
Sem esclarecer a qual pasta o MT será fundido, ele disse “ninguém está menosprezando o Ministério do Trabalho”.
A equipe do novo presidente já anunciou que a meta é diminuir o número de ministérios, saindo de 29 para 17, podendo chegar a 18.
Mas Jair Bolsonaro já chegou a declarar também que a redução seria de “no máximo” 15 pastas.
“Se tiver que aumentar mais um ou dois, que aumente. A gente não pode é prejudicar a nação por fixar o número 15. Está em 17, e talvez seja 18”, citou.
E as recuadas não pararam por aí. O presidente eleito também disse hoje que o Ensino Superior deve ficar subordinado ao Ministério da Educação, como atualmente.
“A princípio vai ser mantido no ministério da educação mesmo”, disse Bolsonaro ao chegar para uma visita no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Inicialmente, o plano era de transferir a gestão do ensino superior para a pasta de Ciência e Tecnologia, que será comandada por um astronauta, o Marcos Pontes.
No último dia 31, há 13 dias, quando confirmou o nome de Pontes como ministro, Bolsonaro disse que a gestão das universidades públicas seria transferida para o Ministério da Ciência e Tecnologia.
“Vai dar um gás muito especial. Pega as 200 melhores faculdades, não tem nenhuma brasileira. Está errado isso aí”, disse, à época.
Ao que parece, Bolsonaro e sua equipe estão mais perdidos do que os brasileiros, eleitores do capitão, ou não. Durante a campanha eleitoral, momento de apresentar um plano de governo à população, o então presidenciável pouco falou em propostas, medidas, ideias. Ele sequer foi as debates. Não sabemos o que Bolsonaro irá fazer, ao certo. Mais de 15 depois de eleito, o presidente tem anunciado medidas e voltado atrás, numa demonstração de completa insegurança e desorientação.
É verdade! Elegemos um “mito”, para comandante da nação, que confessou publicamente “não ser o mais preparado para a “missão”.
Que Deus capacite este escolhido, proteja seus escolhedores e também a quem reagiu ao seu nome.
Agora estamos todos e todas no mesmo barco!
Da Redação por Sibelle Fonseca


