Aluno de Mestrado reclama que não teve cartão que garante meia-passagem no transporte público renovado “pois lei não considera como estudante”

Aluno de Mestrado reclama que não teve cartão que garante meia-passagem no transporte público renovado “pois lei não considera como estudante”

(foto: imagem ilustrativa/internet)

O sonho do Mestrado tornou-se realidade para o juazeirense Marcos Ricardo, 24 anos, na semana passada, quando as aulas foram iniciadas. Entretanto, junto com o sonho, um pesadelo. Mesmo estando matriculado como aluno do Mestrado da Universidade de Pernambuco (UPE), em Petrolina, ele não conseguiu renovar o passe de estudante, que garante a meia-passagem no sistema de transporte coletivo interestadual.

Formado em Ciências Biológicas, Marcos reside no bairro Alto do Alencar, em Juazeiro, e precisa se deslocar até a instituição da cidade vizinha, quatro dias por semana, para participar das aulas.

Achando que estaria assegurado pela Lei que garante a meia-passagem para estudantes, ele se deslocou até a sede da Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do Vale do São Francisco (Setranvasf), no centro de Juazeiro, para renovar o passe que havia vencido após o fim da graduação, mas acabou tendo uma surpresa.

“Levei todos os documentos necessários, inclusive uma declaração da secretaria do mestrado comprovando o vínculo como estudante, mas a funcionária que me atendeu disse que eu não poderia renovar. Ela me mostrou que existe uma lei municipal que não considera estudante aqueles que estejam na pós-graduação”, contou.

Além de surpreso com a informação, Marcos está preocupado. Sem receber a bolsa de estudos do Mestrado, o estudante avalia que os custos com a passagem podem não caber no orçamento.

Antes de pegar o ônibus interestadual, o mestrando gasta R$ 3,75 para se deslocar do Alto do Alencar, onde reside, até o terminal de ônibus, no centro da cidade. De lá, pega a linha Juazeiro-Petrolina, que o deixa em frente a universidade. A passagem custa R$ 3,00. Portanto, o estudante tem um gasto diário de R$ 13,50, e semanalmente, de R$ 54. Em média, por mês, o gasto chega a 216 reais.

A meia-passagem no ônibus interestadual reduziria os custos pela metade, o que seria um alívio para o bolso do estudante.

Marcos disse ainda que apresentou uma outra alternativa para a situação. Ele está cadastrado no ID Jovem, programa social do Governo Federal que garante meia-entrada para estudantes de jovens de baixa renda, incluindo meia passagem em ônibus interestadual. Entretanto, para isso, precisaria dialogar com o diretório da empresa Joafra, que faz a linha entre as duas cidades.

“Ela me aconselhou que eu fosse à Setranvasf de Petrolina, pois lá não existe essa lei, ou seja, quem faz pós-graduação é considerado estudante. Questionei se seria aceito, mesmo eu morando em Juazeiro, tendo em vista que eu apresentaria comprovante daqui. Ela falou pra eu tentar”, acrescentou.

Ainda segundo Marcos, uma outra colega de sala também foi tentar a renovação do passe, e também foi sugerida procurar a Setranvasf de Petrolina. Incomodado, o estudante de Mestrado pretende mobilizar os políticos da cidade, para que haja mudança na lei.

A denúncia está sendo encaminhada a Setranvasf.

Da Redação por Thiago Santos

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