
Na manhã de hoje (28), o Prefeito de Juazeiro, Paulo Bomfim, participou do Programa Palavra de Mulher, com Sibelle Fonseca e foi questionado sobre a retirada da embarcação Presidente Costa e Silva, atracada há anos na Orla I de Juazeiro. A embarcação vem sendo alvo de reclamações dos moradores, pois o local está servindo para a prática de atos criminosos, depósito de lixo e chegou até a impedir a continuidade da nova pista de cooper do Parque Fluvial.
Em resposta, o gestor municipal informou que o proprietário foi advertido e autuado por não promover a retirada da embarcação, descumprindo a lei municipal. Diante disso, a prefeitura através da SEMAURB está finalizando um procedimento de licitação para ordem de serviço que irá promover o desmonte e retirada do equipamento da margem do rio São Francisco.
Ainda de acordo com Bomfim, os custos da operação de retirada serão repassados para o proprietário.

Questionado sobre a utilização da “área particular”, como ponto para out door, o que é um acinte ao município, Paulo Bomfim garantiu que ainda nesta quinta-feira determinaria a retirada das propagandas. Agora a tarde o PNB verificou que o out door já foi retirado do local.

Resta agora aguardar que a embarcação que pertence ao senhor Raimundo Alves da Rocha e está em Área de Preservação Ambiental encontre um lugar para se instalar.
Há anos a embarcação compromete a estética da orla, cartão postal da cidade, sem que o proprietário tenha qualquer obrigação com o município, e mesmo sem pagar nenhuma taxa pela utilização do espaço, a barca vinha sendo utilizada como ponto de apoio para placas de out doors.
Pesando mais de 150 toneladas, a embarcação, que foi construída para realizar o transportar de pessoas, mas como o sistema de turbina não funcionou no São Francisco, ficou encostada e posteriormente vendida em leilão, foi arrastada em 2013 para o paredão, no antigo porto, quando a prefeitura de Juazeiro fez a retirada de algumas embarcações que estavam atracadas na Orla Fluvial da cidade. Algumas foram removidas, porém a Costa e Silva até hoje continua, indevidamente, no mesmo lugar.
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Desde 2016 o PNB vem mostrando o problema e cobrando providências. Em junho daquele ano nossa reportagem esteve no local e conversou com Jurandir Almeida, ex-funcionário da Companhia de Navegação contratado por um antigo proprietário para retirar a embarcação do local e que desde 2015 tentava recuperar a embarcação e devolvê-la ao rio. Ele informou, na época, que estava encontrando dificuldades burocráticas para instalar um ponto de energia que possibilitasse o serviço de recuperação da embarcação, e se queixou da falta de apoio dos órgãos competentes, que não se interessavam em colaborar para a retirada do barco do local.
Na época, a Secretaria de Meio Ambiente e Ordem Pública (SEMAOP) de Juazeiro informou que assinaria um termo de compromisso junto ao proprietário, para que fosse estabelecido um prazo para retirada da embarcação da Área de Preservação Permanente (APP).
Ao longo de 2018, o PNB voltou a cobrar providências da prefeitura em relação à barca. Em novembro, a SEMAURB informou que o proprietário da embarcação não quis promover a retirada junto à prefeitura, por esse motivo, foi advertido e foi aplicado auto de infração de multa por descumprir a lei. “Diante disso, a prefeitura através da SEMAURB está em fase de contratação de uma empresa para retirada da embarcação”, finalizou a nota.
Em janeiro deste ano, o PNB conversou com Ramir Roger, proprietário da embarcação, que disse que há dois anos fez a compra do barco, e que desde lá, vem solicitando que a Prefeitura de Juazeiro autorize que a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) instale um ponto de energia. Segundo ele, a rede elétrica é essencial para iniciar o serviço de manutenção. Sem obter resposta da gestão, o empresário recorreu à Justiça, que autorizou a recuperação da embarcação.
Na época, o empresário informou que estava reagrupando pessoas e materiais e que deveria começar a obra em 15 ou 20 dias. Dois meses após a entrevista, nada foi feito.
Da Redação



