
Uma cerimônia carregada de emoção e mais pedidos por Justiça. Três anos e quatro meses do assassinato de Beatriz Angélica, os restos mortais da menina, que foi sepultada no cemitério de Lagoa da Pedra, localidade onde morava com sua família, foram exumados, e, em seguida, foi realizado um novo sepultamento, no Memorial Saf, em Petrolina.
Na tarde deste sábado (6), a família e amigos de Beatriz Mota acompanharam o ato de sepultamento, que foi precedido de uma fala do pai de Beatriz, Sandro Romilton, cobrando respostas dos órgãos de segurança. Ele também falou da dor dilacerante que se abateu sobre sua família com a morte brutal da criança.
“Petrolina tem se tornado uma cidade muito violenta e nós vamos lutar, não só pelo caso de Beatriz, mas por todos as outras mazelas que estão acontecendo na nossa cidade. Nós estamos de pé, mais do que nunca. Nada vai nos parar, uma vitória receberemos, se assim Deus nos permitir”, ressaltou.
Sandro ressaltou que a filha foi morta em Petrolina e disse que a transferência ocorreu para que a família e os amigos ficassem mais próximos à Beatriz.
“Beatriz foi sepultada em um cemitério da família, mas eu e Lúcia nunca tivemos coragem de ir até lá. Quando fomos sondados sobre esta transferência, avaliamos que seria importante, que seria justo, pois assim as pessoas que se sensibilizaram com essa tragédia que vitimou Beatriz terão a oportunidade de vir aqui fazer as suas preces e celebrar a sua memória”, declarou Sandro.
Lucinha Mota, a mãe de Beatriz, permaneceu calada durante a cerimônia e bastante emocionada, abraçou a urna com os restos mortais da filha, em um gesto de despedida. O jazigo, localizado na sombra da “Árvore da vida”, planta da espécie Angélica, tem lugar de destaque no campo da saudade, onde foram colocados alguns objetos pessoais da menina.

O crime



