
(foto: arquivo pessoal)
De acordo com informações colhidas pelo PNB, na última segunda-feira (20), foi realizada, no Fórum de Juazeiro, uma audiência de instrução e julgamento de Eduardo Jorge Meireles e Ramos Neto Costa, apontados como responsáveis pela morte de Diogo Lira, vítima de afogamento no Rio São Francisco no dia 7 de setembro de 2018. O caso foi considerado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) como crime doloso (com intenção de matar), duplamente qualificado.
De acordo com o promotor de Justiça da Bahia, Raimundo Moinhos, o caso foi por motivo fútil e impossibilitou a defesa da vítima. Ele considerou que há indícios que Eduardo Jorge Meireles, proprietário da Caiaques do Vale, e Ramos Neto Costa, funcionário, assumiram o risco contra a vida de Diogo.
Durante a audiência, quatro testemunhas foram ouvidas pelo Juiz de Direito Roberto Paranhos Nascimento, da Vara do Júri e Execuções Penais da Comarca de Juazeiro/BA. Outras três testemunhas ainda deverão prestar depoimento em uma nova audiência pública marcada para o dia 19 de julho.
Entenda o caso
Diogo e mais dois amigos alugaram um caiaque e decidiram atravessar o rio em direção à Ilha do Fogo. Na volta, ainda no meio do rio, segundo contaram testemunhas, a embarcação chegou a virar duas vezes, o que teria chamado atenção do dono da empresa locadora “Caiaques do Vale”, que teria mandado um funcionário em outra embarcação para alcançar os jovens e tomar o caiaque e também o colete salva-vidas.
Um amigo de Diogo, que estava no momento do afogamento, contou que o funcionário estava irritado com o excesso de passageiros e pelo tempo limite já excedido e obrigado a ele e a Diogo a entregarem os coletes e descerem dos caiaques. O amigo conseguiu alcançar a margem e se salvar. Diogo, que não tinha costume de nadar no rio, de acordo com testemunhas, chegou a pedir socorro, mas não teve a mesma sorte e morreu há metros da beira do rio.
Relembre a manifestação
Da Redação


