Após pagarem fiança, acusados de tentar fraudar concurso da Guarda Municipal de Petrolina são liberados

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(foto: divulgação)

As cinco pessoas presas por suspeita de tentar fraudar o concurso da Guarda Civil Municipal (GCM) de Petrolina no último domingo (30), foram liberadas nesta segunda-feira (1°). Segundo a Polícia Civil, os acusados foram soltos após uma audiência de custódia, mediante pagamento de multa.

Segundo o delegado Gregório Ribeiro, três candidatos presos em flagrante teriam comprado o gabarito da prova por R$ 10 mil ao professor Dionísio Felipe dos Santos Júnior. Para realização do esquema, eles teriam que enviar fotos da prova para Dionísio, que responderia e enviaria as respostas por mensagem de texto.

O professor foi preso em casa, após enviar as respostas. Ele foi solto após pagar multa de três salários mínimos.

O policial militar Jaílton Feitosa de Souza, que estaria ajudando o professor, também foi preso no local. Ele chegou a quebrar o próprio celular na tentativa de eliminar possíveis provas. Após ser preso, ele pagou fiança de um salário mínimo e foi liberado.

Durante a realização da prova, outras três pessoas também foram conduzidas à delegacia por esconderem aparelhos celulares. Todas foram liberadas após pagar multa de um salário mínimo.

As prisões foram resultado da operação ‘test failed’, que começou ainda no mês de abril.

Crime

Os candidatos vão responder por tentativa de fraude em concurso público. O professor e o policial militar também responderão pelo mesmo crime, mas com o aumento de pena de 1/3 (um terço) por serem funcionários públicos. A pena do crime é de 1 a 4 anos.

Anulação

Ontem (1°), quando questionado sobre a possibilidade de anulação do exame, o secretário executivo de Segurança Pública, José Silveste, afirmou que a tentativa de fraude não prejudicou o exame.

As pessoas que receberam as mensagens não chegaram a preencher os cartões de respostas e já foram eliminadas do certame. A organização do concurso entende que não há necessidade de cancelar a prova, visto que não houve vazamento da avaliação e, até agora, não há indícios de que a tentativa de fraude tenha corrompido o  exame“, afirma. A Polícia Civil vai continuar investigando o caso.

Da Redação

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