SEMAURB diz que moradores do Alagadiço não deixaram proprietária murar terreno, alvo de diversas reclamações

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(fotos enviadas pela moradora)

 

Desde 2016, o Preto No Branco vem acompanhando a luta da moradora Edneide Almeida para resolver o problema de um terreno no bairro Alagadiço, em Juazeiro-BA, que está sendo usado para o descarte irregular de lixo e incêndios.

De acordo com ela, o terreno, que fica localizado entre a rua do fórum, a rua Cícero Feitosa e a rua do Colégio Cecílio Mattos, a Mestre Lula, é de propriedade particular e em 2015  a Prefeitura determinou que a dona, que não reside em Juazeiro, murasse o terreno, mas o serviço não foi concluído, deixando duas vias de acesso para o mesmo.

“Continuam fazendo o terreno de lixão, jogando entulho por essa parte, que não está murada. Além disso, as pessoas seguem ateando fogo nos lixos, deixando a situação cada vez mais complicada. Esses transtornos só terão fim quando o terreno for totalmente murado. São quase quatro anos cobrando e só recebemos promessas”, relatou a moradora.

Em setembro do ano passado, após mais uma reclamação, a SEMAURB informou que o proprietário do terreno seria identificado e notificado para promover a edificação ou parcelamento compulsório. “Caso não efetue tal medida poderá ser compelido ao pagamento de IPTU progressivo no tempo. Se ainda assim a função social da propriedade não for atendida, poderá haver desapropriação por títulos da dívida pública, na forma do artigo 182, da Constituição Federal”, declarou a secretaria na época.

Voltamos a procurar a SEMAURB, que em nota enviada hoje (23), declarou que ” a/fiscalização já esteve no local, a proprietária foi identificada e informou que quis murar o terreno, mas parte dos moradores ao redor não deixaram e ao erguer a alvenaria as ruas próximas ficam sem saída”, declarou o órgão.

A secretaria afirmou ainda que o caso do terreno foi levado à Justiça pelos moradores que cobram à proprietária um espaço sem murar para servir de rua. “A SEMAURB está atenta a situação é tudo que estiver ao alcance da pasta será realizado para sanar esse impasse”, finalizou.

 

Da Redação

1 COMENTÁRIO

  1. Eu respondo a SEMAURB por aqui mesmo? Pq a resposta é extensa e podemos dar título para uma outra matéria.
    Mas, vou adiantar um pouco: quando a pessoa que quis murar o terreno esteve aqui, sim, batemos de frente! Afinal, o muro que ela se propôs levantar fechava a frente de casas que foram construídas, viradas para o terreno, a mais de 30 anos atrás e esses moradores ficariam com um beco de 50cm para sair/entrar em casa. Já que isto é fato, pq a prefeitura permitiu que essas casas fossem erguidas?? Antes do muro, a passagem existente já era rua que desafogava o trânsito da Travessa da Maravilha. Rua esta que os moradores recebem suas correspondências, inclusive contas de água e luz..
    O questionamento com a prefeitura fora apenas este: pq foram permissivos em relação a construção das casas e hoje simplesmente querem ignorar esses moradores??
    Sim, houve e haverá protestos em relação ao término do muro por conta disto.
    Seguimos morando no lixo pois, em março de 2015 quando fizeram o fechamento parcial – escondendo de quem transita na Rua do Fórum e da Mestre Lula – a pilha enorme de entulhos que já se acumulava aqui dentro e que hoje triplicou! Há lixo pra retirada de cerca de 50 caçambas que, antes do muro isso não acontecia pq quando solicitávamos a prefeitura mandava limpar.. hoje a gestão responsável se recusa a tirá-lo daqui por conta do “meio muro” erguido, decidido pela “dona” para “freiar o IPTU progressivo” (palavras do promotor).
    A SEMAURB em uma outra matéria afirmou que nós, moradores daqui somos quem sujamos o terreno. Volto a responde-la também que, o entulho existente aqui vem de toda parte da cidade, inclusive do Centro. Afirmo isto já que diariamente quando afronto os carroceiros sempre questiono de onde vem e as respostas são as mais variadas. Não, não somos nós também que podamos árvores e lançamos as sobras aqui para quando secar atearmos fogo.
    Queremos que a prefeitua encontre uma solução para este impasse que ela mesmo criou.

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