“Esse monopólio não pode continuar”, diz passageira após ônibus da Falcão Real quebrar entre Salvador e Juazeiro

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Em contato com a redação do Portal Perto No Branco, a leitora Steffane Micaelle Alves Leal, reclamou do serviço oferecido pela empresa de transporte interestadual Falcão Real.

De acordo com ela, por conta de um problema mecânico, os passageiros que saíram ontem (13) de Salvador-BA com destino a Juazeiro-BA, ficaram horas a beira de uma rodovia, aguardando a solução do problema.

“O ônibus Falcao Real saiu às 22h20, com  previsão de chegada de aproximadamente às 06h. Mas, por volta das 03h30 da madrugada, o ônibus quebrou próximo a Alto das Pedras. Todos os passageiros, entre eles doentes, idosos, crianças, ficaram na estrada, sem nenhuma assistência e correndo diversos riscos”, declarou Steffane.

Ela disse ainda que a espera durou mais de quatro horas. “O motorista nos informou que solicitou outro ônibus, mas a empresa disse que não tinha outro veículo para repôr o que estava quebrado. Tivemos que aguardar um mecânico, que só chegou ao local por volta das 7h30. Só conseguimos continuar a viagem às 8h”, afirmou.

Steffane informou ainda que alguns passageiros cansaram de esperar e preferiram contratar uma van para chegar até Senhor do Bonfim. “Isso é um absurdo. Essas pessoas tiveram que pagar duas vezes pelo serviço. Enquanto isso, quem ficou aguardando como eu e mais outros passageiros, só conseguimos chegar ao nosso destino às 10h36, e exaustos.”, acrescentou.

A passageira finalizou afirmando que os passageiros vão acionar a justiça. “Recolhemos assinaturas dos passageiros e vamos denunciar o caso ao Ministério Público. Esse monopólio e esse descaso com os passageiros não podem continuar”, concluiu.

Em junho deste ano, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) havia encerrado os contratos da empresa, por por não cumprimento de Termos de Ajustamento de Conduta e atrasos de licenciamentos. Mas o Tribunal de Justiça da Bahia suspendeu a decisão, após uma solicitação da Falcão Real.

Em sua sentença, o Juiz de Direito Ruy Eduardo Almeida Britto também determinou que a Agerba realizasse no prazo de 90 dias a vistoria de todos os veículos das empresas São Luiz e Falcão Real, e elaborasse um relatório detalhado  sobre o estado de conservação da frota, que deveria ser encaminhado para o magistrado. A decisão diz ainda que se fosse constatado que existia veículo sem condições seguras de rodagem, fosse possibilitado prazo de regularização para as empresas e enquanto isso, o transporte deveria sair de circulação, sob pena de apreensão.

O juiz decidiu ainda suspender o processo de licitação para um novo contrato de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros para operar linhas de ônibus entre cidades do norte da Bahia e a capital baiana, que ocorreria no dia três de setembro. Caso a Agerba não cumprisse a determinação, poderia pagar uma multa diária de R$ 5.000 e responder por crime de desobediência e improbidade administrativa.

A Procuradoria Geral do Estado afirmou que iria entrar com um agravo, recorrendo dessa decisão judicial. (Veja aqui).

 

Da Redação

 

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