
Em consequência da repercussão de suas postagens em apoio a Jair Bolsonaro e ao deputado Rodrigo Amorim, que quebrou placa em homenagem à vereadora Marielle Franco,a promotora Carmen Eliza deixou, nesta sexta-feira (01), a investigação da morte de Marielle e Anderson.
O Ministério Público do Rio de Janeiro emitiu uma nota em que afirma que a saída da promotora foi voluntária e que um processo foi aberto na corregedoria para analisar a caso.
“Nos últimos dias vem tendo sua imparcialidade questionada no que afeta sua atuação funcional, por exercer sua liberdade de expressão como cidadã”, diz o MP na nota.
O MP também informou que a família de Marielle, e de Anderson Gomes, defenderam a permanência da promotora no processo, mas que ainda assim ela optou por não mais atuar no caso.
“No entanto, em razão dos acontecimentos recentes, que avalia terem alcançado seu ambiente familiar e de trabalho, Carmen Eliza optou voluntariamente por não mais atuar no Caso Marielle Franco e Anderson Gomes, pelas razões explicitadas em carta aberta à sociedade”, diz a nota.
Ainda de acordo com o Ministério Público, a corregedoria vai analisar as postagens de Carmen Eliza. “Cumpre informar que, diante da repercussão relativa às postagens da promotora em suas redes sociais, a Corregedoria-Geral do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro instaurou procedimento para análise”, afirma.
Da Redação


