Bahia confirma mais três novos casos, e número de pessoas infectadas com sarampo sobe para 26

Três novos casos de sarampo foram confirmados em Salvador, Camaçari e Santo Amaro, na Bahia. Com isso, sobe para 26 o número de pessoas infectadas com a doença no estado. De acordo com informações da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), no último boletim divulgado, 616 casos suspeitos de sarampo foram notificados até o dia 26 de outubro. Desse total, 314 foram descartados (51%), 26 foram confirmados (4%) e 276 (45%) permanecem em investigação.

Em Salvador, a doença foi confirmada em um jovem de 29 anos, que ainda não havia sido vacinado contra doença. Segundo a Sesab, não há histórico de deslocamento do paciente para outros municípios ou estados com surto ativo. Já em Camaçari trata-se de uma criança de 4 anos de idade, com a vacinação incompleta, enquanto que, em Santo Amaro, a doença foi confirmada em uma adolescecente de 12 anos que não tinha sido vacinada.

Balanço

Segundo a Sesab, há oito municípios com surto ativo da doença. Santo Amaro, no recôncavo baiano, concentra o maior número de casos confirmados: 13 foram registrados. Já em Gandu são cinco casos; em Salvador e Ituberá, dois casos. Andorinha, Camaçari, Jacobina e Palmeiras, possuem um caso confirmado, cada.

A faixa etária de 20 a 29 anos de idade concentrou o maior número de casos confirmados (5), porém, a maior incidência foi na faixa etária de < 1 ano de idade (1,31casos /100.000 habitantes). A maior proporção de casos confirmados foi no sexo masculino, com 19 casos (73%).

A Sesab informa, ainda, que as vacinas contra o sarampo seguem disponíveis nos postos de saúde estadual.

Sarampo

Causado por vírus, o sarampo é uma doença infecciosa grave, que pode levar à morte. A transmissão ocorre por via aérea, ou seja, quando a pessoa infectada tosse, fala ou respira próximo de outras pessoas.

Mesmo quando o paciente não morre, há possibilidade de a infecção ocasionar sequelas irreversíveis. Quando a doença ocorre na infância, o doente pode desenvolver pneumonia, encefalite aguda e otite média aguda, que pode gerar perda auditiva permanente.

Os sintomas do sarampo são febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, coriza (nariz escorrendo ou entupido) e mal-estar intenso. Quando o quadro completa de três a cinco dias, podem aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas. Normalmente, os sintomas desaparecem em dias ou semanas.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é clínico e pode ser confirmado com exames de laboratório específicos como IgM para Sarampo ou PCR (reação da cadeia de polimerase) para identificar o vírus. Não há tratamento para uma infecção de sarampo que já está estabelecida e é necessário auxílio médico para aliviar os sintomas e acompanhar a evolução do paciente.

Prevenção

A prevenção ao sarampo, feita por meio da vacinação, é fundamental, já que não há tratamento para a doença. O tipo de vacina varia conforme a idade da pessoa e a situação epidemiológica da região onde vive, ou seja, é necessário levar em conta a incidência da doença no local. Quando há um surto, por exemplo, a dose aplicada pode ser do tipo dupla viral, que protege contra sarampo e rubéola.

Campanha

A primeira fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo terminou dia 25 de outubro. A campanha é promovida em parceria com secretarias de Saúde municipais e estaduais, e tem como objetivo recuperar o certificado de “país livre do sarampo”, ostentado pelo Brasil em 2016.

A primeira etapa teve como foco crianças de 6 meses a menores de 5 anos. Já o segundo grupo, previsto para iniciar em 18 de novembro, será direcionada para adultos entre 20 e 29 anos que ainda não atualizaram a caderneta de vacinação. A meta é vacinar 2,6 milhões de crianças na faixa prioritária e 13,6 milhões de adultos.

Para viabilizar a ação, o Ministério da Saúde garantiu a maior compra de vacinas contra o sarampo dos últimos 10 anos. Ao todo, 60,2 milhões de doses da tríplice viral foram adquiridas para garantir o combate à doença nos municípios.

Da Redação

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