
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não reagiu bem à fala do ministro da Economia Paulo Guedes, que afirmou nesta terça-feira (26) em Washington (EUA), que “alguém” poderia pedir a volta do AI-5 caso manifestações populares fugissem do controle. Maia criticou a banalização do termo AI-5 e disse que declarações como esta, podem gerar efeitos negativos para a economia do Brasil
“Não dá mais para se usar a palavra AI-5 como se fosse ‘bom dia, boa tarde, oi, cara’”, disse o presidente durante discurso no seminário “Política, Democracia e Justiça”.
Para Maia, falar sobre a volta da medida imposta durante a Ditadura Militar pode derrubar a “confiança do setor privado” e restringir os investimentos no país.
“Por isso, muitas vezes a gente vê o Brasil projetando crescer 2%, 3% e cresce 1%, como esse ano. Porque, em vez de a gente gerar segurança jurídica institucional, nós mesmos geramos insegurança que tira o interesse e a confiança do setor privado de investir no nosso país”, completou.
Em conversa com jornalistas nesta manhã, o ministro Paulo Guedes disse que “alguém” poderia pedir a volta do AI-5 caso militantes decidissem ir para as ruas promover “quebradeira”. Logo depois, o líder da pasta da Economia recuou e disse que a implantação do Ato Institucional que culminou em mais perseguições e no fechamento do Congresso Nacional durante o regime militar, seria algo “incocebível” para os dias de hoje.
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