
(foto: arquivo)
A Secretaria de Saúde do município de Curaçá, no norte da Bahia, confirmou na manhã desta terça-feira (5), mais 7 casos de covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus. Com isso, a cidade, que possui pouco mais de 30 mil habitantes, possui 20 casos confirmados da doença.
Os dados sobre sexo e idade dos novos pacientes confirmados não foram divulgados pela secretaria. O crescente número de casos vem preocupando a população da cidade já que, em menos de 20 dias que o primeiro caso foi anunciado, já são 20 diagnósticos positivos.
Curaçá, segundo o boletim de hoje (5), possui 80 notificações para o novo coronavírus. Desse total, 25 estão em investigação pelo Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN), em Salvador, e 35 foram descartados. Dos 20 casos confirmados, 6 pacientes já estão curados clinicamente. Não há nenhum óbito registrado.
Histórico
O primeiro caso confirmado de covid-19 em Curaçá foi anunciado no dia 17 de abril. Dois dias depois, a Secretaria de Saúde anunciou mais dois novos casos. No boletim do dia 23 de abril, Curaçá já somava 6 diagnósticos positivos para a doença. Dois dias depois, em 25 de abril, outros dois novos casos foram confirmados. No dia 29, o boletim anunciava 9 confirmações do novo coronavírus. Na última sexta-feira (1º), a Secretaria de Saúde anunciou mais 4 casos, e Curaçá totalizava 13 casos positivos de covid-19.
Entre a data do primeiro caso e hoje (5), 19 dias se passaram. Com os 7 novos casos anunciados hoje, o município baiano chega a 20 casos confirmados. O crescimento do número de contaminados em um município de cerca de 32 mil habitantes chama atenção e dá um sinal de alerta. A nível de comparação, Juazeiro distante a 94 quilômetros de Curaçá, com uma população de mais de 230 mil habitantes, registra 16 confirmações de covid-19. O primeiro caso foi confirmado no dia 23 de março.
Toque de recolher
A Prefeitura de Curaçá emitiu mais dois decretos que ampliam as regras de distanciamento social e institui toque de recolher nas áreas centrais da cidade. Um dos decretos versa sobre a necessidade de afastamento de funcionários públicos municipais que se enquadrem em grupos de risco, a exemplo dos idosos, gestantes, servidores que tenham algum tipo de doença crônica ou respiratória, além de funcionários que façam uso de medicamentos imunossupressores. O afastamento desses servidores vai perdurar enquanto durar a situação de emergência.
O outro decreto assinado pelo prefeito Pedro Oliveira (PSC) indica o uso de máscara para todas as pessoas que precisarem sair, determinando que casas comercias em funcionamento, por se enquadrarem nos serviços essenciais, terão que disponibilizar lavatórios e material de higienização na entrada do estabelecimento para uso dos clientes. O decreto determina ainda que funcionários e clientes façam uso obrigatório de máscaras no interior do comércio.
Também ficou determinou toque de recolher das 19h às 06h da manhã em áreas centrais da cidade, onde só serão permitidas a movimentação de pessoas que estejam comprovadamente prestando algum tipo de serviço essencial e com a identificação funcional. A medida de restrição à circulação perdura até o final do período de emergência.
Da Redação

