Uma cerimônia sem despedidas. Assim tem sido o velório das vítimas da covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus. No final da noite de ontem (4), aconteceu o sepultamento do jovem Sebastião Pereira da Cruz, 27 anos, que morreu após ser diagnosticado com a doença no município de Petrolina, no Pernambuco.
Sebastião Pereira da Cruz havia sido encaminhado no domingo (3) pela Unidade de Pronto Atendimento e Atenção Especializada (UPAE) de Petrolina para o Hospital Regional de Juazeiro, com sintomas de leucocitose e anemia falciforme, segundo relatório de encaminhamento da Central de Regulação interestadual, documento ao qual o PNB teve acesso. Durante o internamento no hospital baiano ele apresentou insuficiência respiratória, foi testado para covid-19 e o exame deu positivo. O paciente recebeu cuidados médicos, chegou a ser intubado, mas não resistiu.
O sepultamento foi realizado sem o tradicional formato do velório, com caixão fechado e sem a presença dos familiares, por volta das 23 horas, no Cemitério Municipal Cantinho do Ceú, em Santa Maria da Boa Vista, onde residem os familiares da vítima. Os coveiros que realizaram o sepultamento estavam todos com equipamentos de proteção, conforme informou o site Café com Notícias.
Recomendações
O sepultamento do jovem atende às recomendações do Ministério da Saúde, que emitiu um Guia para o Manejo de Corpos no Contexto do Novo Coronavírus. O protocolo traz as recomendações de como devem ser realizados os funerais, o manuseio do cadáver nos hospitais, em domicílio e em espaço público.
De acordo com o protocolo, os falecidos devido à COVID-19 podem ser enterrados ou cremados, mas os velórios e funerais de pacientes confirmados ou suspeitos da doença, que juntem muitas pessoas em um ambiente fechado, não são recomendados. Neste caso, o risco de transmissão também está associado ao contato entre familiares e amigos. Por isso, a cerimônia de sepultamento deve ocorrer em lugares ventilados e, de preferência, abertos.
Além disso, a recomendação é que contem com no máximo 10 pessoas, respeitando a distância mínima de, pelo menos, dois metros entre elas, bem como outras medidas de isolamento social e de etiqueta respiratória. Essa recomendação deverá ser observada durante os períodos com indicação de isolamento social ou quarentena pelo gestor local ou federal.
Durante todo o velório o caixão deve permanecer fechado para evitar qualquer contato com o corpo. O protocolo recomenda ainda que seja evitada a permanência de pessoas que pertençam ao grupo de risco: idade igual ou superior a 60 anos, gestantes, lactantes, portadores de doenças crônicas e imunodeprimidos. Além disso a presença de pessoas com sintomas respiratórios também deve ser evitada como, por exemplo, febre e tosse.
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Na manhã de hoje (5), o PNB notificou que os profissionais do Hospital Regional de Juazeiro que atenderam o paciente não estavam devidamente paramentados, ou seja, não usavam os equipamentos de proteção obrigatórios, como avental com manga longa e punho, impermeável e descartável, luva de procedimento descartável, máscara N95 ou PFF2 e óculos de proteção ou Visor facial (relembre).
*com informações do Café com Notícias
Da Redação



