
Segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da jornal Folha de S.Paulo, a Corte Interamericana de Direitos Humanos aceitou, nesta terça-feira (19), como amicus curiae (interessada na causa), uma ação que denuncia o governo Bolsonaro por não cumprir a sentença que condenou o país por violação dos direitos humanos no caso da Guerrilha do Araguaia.
A jornalista informa que a decisão foi confirmada em uma carta assinada pelo secretário-executivo da Corte, Pablo Saavedra Alessandri.
A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados, o Instituto Vladimir Herzog e o Núcleo de Preservação da Memória Política, sãos os autores da ação.
No último dia quatro de maio, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recebeu, a visita do tenente-coronel reformado do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura, 85 anos, um dos militares responsáveis pela repressão à Guerrilha do Araguaia nos anos 1970, durante a ditadura militar.
Os autores da ação, consideraram a visita de Curió ao governo, como um insulto “a memória das vítimas do caso Gomes Lund e outros e de todas as pessoas desaparecidas, mortas e torturadas pela ditadura brasileira” e comete “novas violações ao direito a verdade”.
Em 2010, o Brasil foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos por detenção, tortura e desaparecimento de guerrilheiros no Araguaia no caso que ficou conhecido como Gomes Lund.
As Forças Armadas Brasileiras executaram 41 militantes que estavam amarrados e presos. Em todo conflito, os militares mataram ao menos 67 militantes, de acordo com arquivos da época.
Da Redação


