Pesquisadores da Univasf desenvolvem respirador mecânico que pode ampliar capacidade de atendimento de pacientes com covid-19 em hospitais da região

(foto: divulgação/Univasf)

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) desenvolveu um projeto que pode contribuir para o aumento do número de respiradores pulmonares disponíveis nos hospitais da região do Vale do São Francisco. O grupo criou uma tecnologia que automatiza um respirador manual, conhecido como ambu.

O ambu é um aparelho utilizado no transporte de pacientes até o acoplamento de um respirador mecânico nas unidades de saúde. Este instrumento funciona como uma espécie de bolsa de ar que, para ventilar, exige que os profissionais da área de saúde realizem, manualmente, o constante movimento de pressionar e, em seguida, soltar o balão de ar do aparelho, de acordo com uma frequência específica.

O protótipo criado pelos pesquisadores da Univasf faz uso de peças da indústria automobilística para fazer com que estes movimentos sejam realizados por uma máquina com sistema computadorizado, que pode realizar de 10 a 30 destes ciclos por segundo. Com a automatização, o equipamento poderá atuar como um tipo de ventilador mecânico e colaborar na respiração de pacientes que necessitam de auxílio respiratório, mas não possuem problemas nos pulmões. Deste modo, será reduzida a demanda por respiradores pulmonares, aparelho mais complexo e vital para o tratamento de pacientes em estágio avançado de covid-19.

A equipe estima que o custo total da produção de cada ambu automatizado gire em torno de R$ 1,1 mil. O produto foi construído com o intuito de ser acessível e possui custo abaixo em relação aos respiradores pulmonares, cujo valor, em condições normais, é estimado entre R$ 50 e R$ 150 mil, preços que estão mais altos no momento atual, em virtude da pandemia. O protótipo está em fase de testes e o objetivo da equipe é produzir o equipamento em maior escala e encaminhar os produtos ao HU-Univasf, que está responsável por receber pacientes em estado grave de Covid-19. Além disso, a meta do projeto é, ao concluir esta etapa, partir para a elaboração de um aparelho mais complexo.

A produção do ambu mecanizado poderá impactar positivamente no tratamento dos pacientes infectados pela Covid-19 e, de acordo com Armstrong, a importância desta iniciativa está, também, em sinalizar o avanço da capacidade de produção tecnológica da região do Vale do São Francisco, visto que agora há, regionalmente, a elaboração de um tipo de equipamento que até então precisava ser importado do exterior.

Da Redação

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