Faltas constantes ao trabalho e grosseria: Pacientes denunciam atendimento de médica da rede pública, em Juazeiro

 

Após publicarmos neste sábado (6), uma denúncia da dona de casa Wanda Cerqueira, diagnosticada com esteatose hepática, que afirmou ter passado constrangimento após a médica que atende na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Jacaré, em Juazeiro, negar atendimento, outra paciente, que pediu para não ser identificada, entrou em contato com o PNB para reforçar as denúncias.

De acordo com a usuária do SUS e moradora do Jardim Flórida, a médica Ana Caroline Cordeiro já trabalhou na Unidade Básica de Saúde do bairro, e lá também não prestava um bom atendimento aos pacientes, chegando muitas vezes a submetê-los a constrangimentos e humilhações, além de faltar constantemente ao serviço.

“Muito grosseira e mal humorada, nos atendia mal e vivia faltando. A coordenadora do posto informava que ela estava de atestado, mas a gente sabia que ela estava atendendo no seu consultório particular. Já houve uma vez que ela passou uns oito meses de atestado, mas também tivemos notícia dela viajando até para o exterior”, denunciou a mulher.

O PNB apurou que a médica Ana Caroline Cordeiro, também já atuou na UBS do João Paulo II, é concursada e já respondeu a um processo administrativo. Procurada por nossa redação, a Secretaria de Saúde, em nota, informou que “irá apurar tudo que foi relatado pelas duas usuárias, se comprometendo a dar retorno à situação exposta o mais breve possível. “A SESAU ressalta que nenhum profissional está autorizado a negar atendimento aos usuários que necessitarem dos serviços da rede”, disse o órgão.

Primeira denúncia

A paciente Wanda Cerqueira foi diagnosticada com esteatose hepática (acúmulo de gordura nas células do fígado) leve e miohipertrofia uterina (aumento do volume uterino) com mioma, após realizar exames particulares há cerca de 20 dias.

Ela disse ter procurado atendimento na sexta-feira (5), na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Jacaré, no intuito de mostrar o resultado dos exames para a médica da especialidade clínica geral, que já vinha fazendo o seu acompanhamento, e também para solicitar que a médica passasse algum medicamento, tendo em vista que vem apresentando sangramento e sentindo fortes dores nos últimos dias. O atendimento, entretanto, foi negado pela profissional de saúde.

“Eu havia ido na quinta-feira, mas ela não estava lá, e a secretária dela mandou eu ir ontem pela manhã. Quando cheguei no posto, a secretária disse que a médica não queria me ver e que iria me examinar e nem olhar meus exames. Ela se recusou e disse que não ia olhar de jeito nenhum. Falei que ia denuncia-lá no Ministério Público, na Defensoria Público e na Ouvidoria, e ela disse que eu poderia fazer isso que ela não tinha medo. Passei vergonha e constrangimento no posto de saúde”, disse.

Wanda denunciou a situação na ouvidoria da Secretaria de Saúde de Juazeiro. “ Fiquei constrangida, por isso fui denunciar”, acrescentou.

“Por causa da pandemia e para evitar aglomerações, a gente fica do lado de fora aguardando alguém aparecer. Eu entendo a situação. Todo mundo está com medo. Mas eu só queria que ela olhasse meus exames e passe algum medicamento. Estava tendo uma hemorragia. Precisava saber o que fazer”, disse a paciente que teve que procurar atendimento particular, ainda no mesmo dia, em uma consulta que custou R$ 200.

“Não adianta ter um certificado de médico se trata a gente com desumanidade. É muita ignorância”, finalizou.

Da Redação

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