
(foto: divulgação/PMP)
Após o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendar que o município de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, intensifique a fiscalização para eliminar criadouros do mosquito da dengue, a prefeitura disse que tem reforçado as ações em toda a cidade e ressaltou que a colaboração de moradores é fundamental no combate ao Aedes aegypti. O último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) mostra que o município está em estado de alerta para surto: este ano em Petrolina já foram notificados 1.126 casos suspeitos de dengue, com 55 confirmações, sem registro de óbito até o momento.
Na decisão, o MPPE orientou que a prefeitura, juntamente com a Secretaria de Saúde municipal, deverá intensificar a fiscalização nas residências e prédios públicos e particulares com o objetivo de eliminar os recipientes que sirvam de criadouro ao mosquito transmissor da dengue. Além disso, deverá identificar e priorizar áreas estratégicas para bloqueio costal no território, avaliando a utilização de UBV pesado (também conhecido como fumacê da dengue), conforme critérios técnicos preconizados pelo programa estadual de controle do mosquito Aedes aegypti (leia mais).
Ao cita que vem reforçando as ações em toda a cidade, a prefeitura disse que durante as visitas, os agentes de endemias orientam os moradores a seguirem os cuidados necessários: nunca deixar qualquer recipiente propenso a acumular água, manter a limpeza de terrenos e quintais em dia, colocar areia até a borda dos vasos de planta, manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo, acondicionar pneus em locais cobertos, limpar e trocar a água de bebedouros de animais, proteger ralos pouco usados com tela ou jogar água sanitária.
Além de inspeções em residências, é feita a vistoria a cada 15 dias em pontos estratégicos – áreas consideradas de maior risco de proliferação de mosquito e que exigem um trabalho específico, a exemplo de borracharias, oficinas mecânicas, construções, casas abandonadas e moradias onde foram encontrados focos do mosquito. “Para impedir que o Aedes aegypti se reproduza, bastam cuidados e atitudes simples que fazem toda a diferença, principalmente nesse período de isolamento social”, reforça a secretária executiva de Vigilância em Saúde, Marlene Leandro.
O ciclo de reprodução do mosquito Aedes aegypti, do ovo à forma adulta, pode levar de 5 a 10 dias, portanto, atitudes diárias podem evitar surto das doenças na cidade. Ainda segundo o último LIRAa divulgado pela Secretaria de Saúde, além das 55 confirmações de casos de dengue, Petrolina registra 150 notificações de chikungunya, com 1 confirmação, enquanto zika tem 169 notificações e 2 confirmações. Também não há registro de mortes por essas doenças.
Da Redação

