Em desrespeito a decreto municipal, pastor realiza culto evangélico, em Juazeiro

(foto: reprodução)

No último dia 20 de junho, em Decreto Municipal, o prefeito de Juazeiro, Paulo Bomfim, além de outras medidas de contenção à pandemia do novo coronavírus, proibiu a realização de cerimônias e cultos religiosos de forma presencial, recomendando que as celebrações fossem feitas pelos meios virtuais. O decreto foi publicado após um significativo aumento de casos da covid 19 em Juazeiro, no Norte da Bahia, que hoje registra 639 casos da infecção, com 26 mortes.

Mesmo com a gravidade da situação, alguns líderes religiosos insistem em descumprir a medida sanitária e de proteção à vida, como informaram fontes do PNB, que nos enviaram um registro de um culto que foi realizado na noite do domingo (28) na Igreja Assembleia de Deus, no bairro Alto do Cruzeiro.Na foto aparecem 10 membros da igreja, sendo que apenas dois estão usando máscaras durante o culto.

Todos aparecem ao redor do líder religioso da igreja, pastor Luiz Carlos, que também aparece sem máscara, conduzindo o culto evangélico. Uma outra mulher, que assistia a celebração, também estava sem a proteção.

Além disso, todos os participantes do culto evangélico aparecem aglomerados, desrespeitando a distância mínima assegurada por órgãos e especialistas de saúde, de um metro. Impossibilitado de fotografar o público, nossa fonte informou que,  cerca de 80 fiéis faziam parte do culto.

O PNB entrou em contato com o pastor Luiz Carlos, através do Whatsapp, dando-lhe o direito de manifestar-se sobre a denúncia de descumprimento do decreto. Embora tenha visualizado a mensagem, o líder religioso silenciou sobre o assunto e, até o fechamento dessa matéria, não se manifestou.

De acordo com fontes do PNB, o pastor Luiz Carlos também é contra o fechamento do comércio, sendo, inclusive, um dos locutores do carro de som do protesto realizado na última quinta-feira (25), que pedia a reabertura das lojas. O fechamento dos serviços não essenciais, desde 22 de junho, atendeu também uma recomendação do Ministério Público da Bahia.

A promotora de Justiça alegou que a flexibilização das medidas de isolamento podem prejudicar a comunidade local, já que a reabertura das atividades comerciais atrai um elevado número de pessoas aos respectivos estabelecimentos, entre trabalhadores e consumidores, “levando, fatalmente, a uma indesejada aglomeração, seja no interior do espaço, seja no exterior, com a formação de filas”, já que favorece a disseminação da covid-19.

Da Redação