
Em matéria exibida neste domingo, 12, sobre a pandemia do novo coronavírus, em Petrolina, a CNN Brasil cometeu dois erros ao repassar informações.
O repórter Diego Barros, de Recife, e os dois âncoras do telejornal, afirmaram que o município pernambucano entraria em lockdown a partir desta segunda-feira(13), quando na verdade, o município decidiu voltar a fechar o comércio, em decorrência do aumento no número de casos e dos sinais de fragilidade que o sistema de saúde já começa a apresentar, segundo o Prefeito Miguel Coelho.
O gestor determinou o fechamento do comércio, feiras livres e de equipamentos públicos como o Parque Municipal Josepha Coelho e a Porta do Rio, mantendo apenas serviços essenciais. A medida será válida por 15 dias, até nova análise.
A decisão de Miguel coelho, então, foi de endurecer as medidas restritivas de distanciamento social. Já no lockdown, estratégia extrema, as entradas do perímetro são bloqueadas por profissionais de segurança. Além disso, ninguém tem permissão de entrar ou sair do perímetro isolado. O lockdown interrompe qualquer atividade não essencial por um período de tempo.
Outra informação falsa, segundo a Prefeitura de Juazeiro, foi a insinuação de que a ocupação de leitos em Petrolina é majoritariamente de pessoas de Juazeiro, sendo que somente dois (2) juazeirenses ocupam vagas de UTI da rede SUS na cidade vizinha, de acordo com a gestão municipal.
A matéria não informou que ambas as cidades fazem parte da Rede Interestadual de Saúde Pernambuco-Bahia, que atende a 53 municípios cooperados.
Em nota, a prefeitura da cidade baiana, disse que a emissora “promoveu desinformação sobre a pandemia em Juazeiro, ao propagar dados infundados”.
Veja a íntegra da nota da Prefeitura de Juazeiro
Em matéria exibida neste domingo, 12, a CNN Brasil promoveu desinformação sobre a pandemia em Juazeiro, ao propagar dados infundados. A emissora errou ao insinuar que a ocupação de leitos em Petrolina é majoritariamente de pessoas de Juazeiro, sendo que somente 2 juazeirenses ocupam vagas de UTI da rede SUS na cidade vizinha.
Juazeiro ainda tem 1 paciente leito de UTI particular e outro em leito intermediário particular, sendo que estes não contam como sendo leitos da rede PEBA.
Não se sabe com qual objetivo, a CNN omitiu que petrolinenses também se internam em Juazeiro, uma vez que ambas as cidades fazem parte da Rede Interestadual de Saúde Pernambuco-Bahia.
Outra informação estranhamente omitida foi a de que as atividades comerciais não essenciais em Juazeiro estavam proibidas, enquanto em Petrolina funcionavam e isto impactava a cidade baiana no aumento de casos. Ambas as cidades funcionam com um só e, indubitavelmente, o contágio entre as duas populações é um dado da realidade.
Em nenhum momento a administração municipal juazeirense foi consultada durante a produção da reportagem. Juazeiro entende que as duas cidades devem agir de forma articulada e sempre procura este entendimento.
Ascom PMJ
Da Redação
Ascom/PMJ



Gente, sem querer defender a CNN, mas vamos imaginar o óbvio na contrução da notícia. A ascom da prefeitura de Petrolina passou um release, conversou com a produção do jornal… Enfim, no bom português ‘vendeu o peixe’. De forma mto sagaz, o prefeito em sua fala não faz estas afirmações. Deixa a responsabilidade por conta da emissora. Pergunta: a ascom da prefeitura de Petrolina se pronunciou? Mostrou indignação com a matéria exibida? Questionou a fidedignidade das informações declaradas?