Jovem de 21 anos morre afogado após pular de pilastra na Orla II de Juazeiro

(foto: divulgação/GBM)

Um jovem de 21 anos morreu afogado na manhã deste sábado (21), após pular de uma das pilastras situadas na Orla II de Juazeiro, no Norte da Bahia. A vítima foi identificada como Luciano Bezerra, natural da cidade de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco.

O tenente coronel Tarcício Ribeiro, comandante do 9º Grupamento dos Bombeiros Militar (GBM) de Juazeiro, acredita que o jovem, que estava acompanhado de um grupo de amigos, tenha consumido bebida alcóolica durante a noite. O comandante também acredita que o jovem não conhecia bem o local, e, provavelmente também não sabia nadar.

Os Bombeiros foram acionados por volta das 6 horas da manhã. A equipe de mergulho resgatou o corpo que estava entre 6 e 10 metros de profundidade. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para encaminhar o corpo de Luciano ao Instituto Médico Legal (IML).

Diversão perigosa

Com o aumento da vazão de Sobradinho, nas pilastras situadas embaixo da passarela na Orla II da cidade, cresceu a quantidade de banhistas que têm enfrentado o perigo e realizado pulos dentro do rio. Há cerca de dez dias, o PNB publicou uma matéria com o tenente coronel Tarcísio Ribeiro, que alertou que brincadeira é bastante perigosa, já que pode causar fraturas e até mesmo levar à morte.

“O Rio São Francisco está muito cheio, invadindo, literalmente, a Orla Fluvial de Juazeiro. O Corpo de Bombeiros orienta que as pessoas não realizem esses pulos para dentro do rio, principalmente pessoas idosas, porque se der um pulo errado, a pessoa pode ficar paralítica. Pode fraturar a coluna ou o pescoço, quebrar uma perna, por conta de uma irresponsabilidade”, diz o tenente coronel.

Recentemente, viralizou o vídeo de uma senhora, que não foi identificada pela nossa equipe de reportagem, que roubou a cena ao pular de um dos blocos. O comandante pontuou ainda que aquele local não é apropriado para realizar esse tipo de ação.

“Em nenhuma condição [rio seco ou cheio, como está agora]. Aqueles blocos não foram colocados ali para serem utilizadas para que as pessoas deem pulos para dentro do rio. Nem jovens, nem adultos, nem idosos. Não estou fazendo pré-julgamentos [em relação aos idosos]. Naquela altura, se o corpo cair atravessado na lâmina d’água, poderá o impacto ser tão grande e causar fraturas, e até mesmo a morte imediata. A orientação é evitar pulos tanto da ponte, quanto dessas pilastras”, diz Ribeiro.

Perigo

A incidência de lesões graves na medula (trauma raquimedular) aumenta no verão, segundo a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), sendo os mergulhos a segunda principal causa das lesões medulares no país. Fora da estação quente, tais acidentes ocupam a quarta posição. Entre as vítimas deste tipo de acidente, 90% são jovens, na faixa etária de 10 a 25 anos.

A SBC alerta: saltar de cabeça é extremamente perigoso. Alguns traumas na coluna, em função desse mergulho de cabeça, podem levar a pessoa a ficar paraplégica ou tetraplégica. Dependendo do grau da lesão na coluna, pode ocorrer uma interrupção parcial ou totalmente das conexões nervosas do cérebro para os membros.

Mesmo em pé, o risco também é grande, visto a possibilidade de fraturar a perna, por exemplo.

Da Redação

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