“A gente quer curtir, porque a gente é adolescente, a gente quer sair de casa”: jovens lotam festas e levam o vírus pra casa

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No último domingo (1) o PNB publicou matéria sobre a vida noturna de Juazeiro, que tem “bombado”, em plena pandemia do novo coronavírus, quando já se anuncia uma segunda onda na região. Naquele final de semana, pelo menos em três bares frequentados, na sua grande maioria, por jovens, muita aglomeração, contato físico, circulação de clientes sem máscaras, promovendo a propagação do vírus e um risco grande para toda população.

Basta observar perfis de jovens da região, nas redes sociais, para acompanhar a rotina frenética de eventos lotados, registrados em fotos e vídeos, como se vivêssemos dias normais.

Em um vídeo enviado ao PNB, uma jovem em um bar lotado na BR 407, se queixa de não haver mais espaço no local sem nenhuma ventilação, mesmo sendo cobrado um ingresso no valor de R$ 80,00. E ela, irresponsavelmente, justifica a exposição a que se coloca “A gente quer curtir, porque a gente é adolescente, a gente quer sair de casa, mas com prevenção” , diz a voz.

São jovens assim que se tornam vetores do novo coronavírus, aumentando o número de casos da infecção e levando a doença para suas famílias, muitas com pessoas do grupo de risco.

Pesquisas apontam que os jovens já são responsáveis por 20% dos casos no Brasil. Em todo país a infecção avança entre o público jovem. No estado de São Paulo a faixa etária de jovens até 29 anos foi única que teve aumento de contaminações pela covid 19, entre os meses de junho e novembro.

Em junho, esse grupo respondia por 20% da fatia de casos confirmados no estado, enquanto em novembro esse percentual subiu para 27% do total de infectados. As informações são do jornal O Estado de São Paulo .

Dos 1.250.590 casos de coronavírus confirmados até 1º de dezembro no estado, 307.685 correspondem ao grupo de 0 a 29 anos. Esta faixa etária é a menos atingida pelos casos de óbitos, acumulando menos de 500 do total de 42.290 mortes em São Paulo durante o mesmo período. A quantidade é o equivalente a menos de 2%, o que evidencia a resistência maior que jovens têm à Covid-19.

Morrem menos com a infecção, mas transmitem potencialmente e podem levar outras pessoas à morte, incluindo familiares, por conta da vida frenética, circulando nos bares e festas.

Na última sexta-feira (4), após o secretário estadual da saúde, Fábio Vilas-Boas anunciar que a Bahia está vivendo uma segunda nova da pandemia do novo coronavírus, o Governador Rui Costa publicou decreto suspendendo a realização de shows e festas, até o dia 17 de dezembro, com indicativo de renovação.

O decreto proíbe “shows, festas, públicas ou privadas, e afins, independentemente do número de participantes”.

De acordo com informações apuradas pelo PNB, neste final de semana pós decreto, alguns bares driblaram a ordem com shows de Djs, houve apresentação ao vivo sim, festinhas particulares e aglomeração flagrante em um bar na Praça São Thiago Maior, orla da cidade, que virou point da juventude transgressora e transmissora do poderoso vírus.

E nada de fiscalização.

Da Redação

 

 

 

 

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