
” A situação deste Mercado do Produtor é vergonhosa, inadmissível, depõe contra o município de Juazeiro e contra os poderes públicos. Não tem mais cabimento funcionar nesta área, sem nenhuma estrutura, bem na entrada da cidade. Um ‘cartão postal’ da vergonha e do descaso”, assim se manifestou Armindo Severiano, morador do bairro Juazeiro 4, sobre o primeiro entreposto comercial do Norte e Nordeste em volume e comercialização, e o quarto maior do país nesse segmento, segundo dados do CONAB.
Em contato com a redação do PNB, o morador denunciou, nesta terça-feira (09), a falta da infraestrutura do Mercado do Produtor de Juazeiro e reivindicou uma intervenção imediata do poder público, responsável pelo entreposto.
“A nova gestão deveria estabelecer como prioridade a mudança deste equipamento para um espaço mais amplo. Que se faça um estudo urgente para transferir o mercado para um local digno da sua importância para a economia de Juazeiro e toda região. Faz muito tempo que este espaço não oferece mais condições básicas para comerciantes, trabalhadores e consumidores”, reclamou Armindo Severiano.
Ele relata a precariedade da estrutura, a falta de higiene e as péssimas condições de trabalho para os comerciantes.
“Um ambiente insalubre para comerciantes e consumidores. O comerciante paga imposto para trabalhar em um local sujo, bagunçado. Os consumidores da mesma forma, compram seus produtos em um local sem organização e sem higiene. A gente não suporta mais esse Mercado do Produtor aqui onde funciona jogado as traças. Não tem como funcionar nesta área, já deu. Se fosse numa cidade séria, se os poderes públicos se preocupassem com a saúde do povo, já não estaria mais funcionando neste local sem a mínima estrutura. Precisamos urgentemente que os poderes públicos de Juazeiro tomem uma atitude para retirada do Mercado do Produtor deste lugar. Tem que se construir um novo espaço, mais amplo e que possa dar, inclusive, melhor condição para os comerciantes e consumidores”, desabafou.
Armindo finalizou seu desabafo, declarando sua indignação, como juazeirense, em ver a situação de abandono do entreposto.
“Eu passo todos os dias por esta área, volta e meia faço minha feira no mercado, observo a situação de calamidade, o desrespeito a quem trabalha aqui, e a população como um todo, e isso me causa muita revolta. Fico indignado e com vergonha da minha Juazeiro”, finalizou.
O entreposto é um canal de escoamento da produção agrícola local e recebe produtos vindos de outras regiões da Bahia e outros estados do país. São 1.300 comerciantes, 1.360 boxes e 250 ambulantes. Em média 10 mil pessoas frequentam o entreposto e por dia, circulam entre 200 e 250 caminhões no Ceasa.
Um dos maiores Ceasas do Brasil, sendo o maior do interior do norte-nordeste do Brasil, responsável pela produção agrícola que abastece várias regiões do país.
Da Redação Foto: Arquivo



