
(foto arquivo)
O leitor José Clei dos Santos Oliveira entrou em contato com a redação do portal Preto No Branco para reclamar de um descaso, que segundo ele, está ocorrendo no Centro Territorial de Educação Profissional do Sertão do São Francisco (CETEP-SF), Juazeiro, no Norte da Bahia. Ele é aluno do curso técnico de Agropecuária e diz que está enfrentando, junto com o restante da turma, dificuldades para concluir a formação.
“Estamos passando por uma situação delicada com o corpo docente. A Coordenação de estágio não está trabalhando da forma correta. Encerramos as aulas teóricas há quase dois anos e até agora não repassaram a matéria de estágio, obrigatória para a finalização do curso”, contou o aluno.
José Clei afirmou ainda que, a Coordenação de estágio do CETEP também está se negando a entregar um documento necessário para que os alunos iniciem o estágio.
“Corri atrás e consegui sozinho encontrar uma empresa para estagiar, mas agora preciso de uma carta de estágio e eles não cedem. É uma uma tremenda falta de respeito com os alunos”, concluiu.
O PNB encaminhou a reclamação para a Secretaria de Educação da Bahia.
Caso semelhante
Essa não é a primeira vez que o PNB recebe reclamação sobre a dificuldade que os alunos do CETEP-SF enfrentam para conseguir estagiar.
Em 2017, a leitora Priscila Dias, que na época era aluna do curso técnico de Enfermagem, também passou pela mesma situação.
“No início eles nos prometem um curso técnico com dois anos de duração, incluindo os estágios. Hoje, após dois anos de aulas teóricas, ainda não sei quando termino o meu último estágio”, declarou a estudante na época.
Na ocasião, Patrícia também informou que procurou a direção do Centro e a coordenação de estágios para reclamar da demora e foi informada que existia uma fila de espera das turmas dos anos de 2014, 2015, 2016 e que esses alunos teriam prioridade nos agendamentos de estágios. “Temos conhecimento de turmas que terminaram as aulas teóricas em 2014 e que, quatro anos depois, ainda aguardam estágios. Isso é um tremendo absurdo. É um descaso total fazer um curso técnico durar o tempo de um superior. Optamos por essa formação para termos um acesso mais rápido ao mercado de trabalho e agora estamos impossibilitadas de exercer a função por conta dessa demora”, reclamou.
Na época, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia informou que a unidade escolar contava com 03 (três) preceptores de estágio e que já havia autorizado a programação de horas extras para contratação de mais dois docentes enfermeiros para atuarem como preceptores e, assim, sanar todas as pendências de estágios dos alunos.
Da Redação



