Marido reclama do atendimento prestado a sua mulher grávida no Hospital Materno Infantil de Juazeiro (BA)

0

(foto arquivo)

Nesta quarta-feira (24) o PNB recebeu mais uma denúncia de negligência no atendimento do Hospital Materno Infantil do município de Juazeiro, no Norte da Bahia. Essa é a terceira reclamação somente este ano.

O leitor Thiago Yuri, entrou em contato com a nossa redação e afirmou que a esposa, que estava com 9 meses gestação e sentido fortes dores, aguardou 12 horas por atendimento médico, sem nenhuma assistência da equipe do HMI.

“Ontem (23) por volta das 12h30, minha esposa deu entrada no hospital sentindo contrações fortes, muitas dores. Foi feita a triagem e por motivo não informado, foi pedido uma regulação para o hospital Dom Malan, em Petrolina, porém, inicialmente não foi aceita. Minha esposa não teve um atendimento adequado. Ficamos aguardando em pé por 12 horas”, relatou Thiago.

O esposo da paciente acrescentou que a regulação só aconteceu na madrugada desta quarta, após diversas reclamações.

“Minha esposa ficou aguardando na maternidade de Juazeiro sem receber nenhum medicamento, sem nenhuma assistência. Procurávamos os profissionais e ninguém ajudava. Foi um sofrimento para mim e mais ainda para ela. A situação na unidade está precária. Depois que eu reclamei e ameacei denunciar a situação, eles conseguiram fazer a transferência dela para o HDM, onde a cesariana graças a Deus foi feita”, contou.

Thiago finalizou cobrando providências da nova gestão sobre a situação da unidade.

“Gostaria de saber o que a nova gestão de Suzana Ramos pode fazer sobre os problemas que acontecem na maternidade. O que o novo Secretário de Saúde tem a dizer sobre isso?”, questionou.

O PNB encaminhou as reclamações para a Secretaria de Saúde.

Casos semelhantes

Somente entre os dias 30 de janeiro e 01 de fevereiro, o PNB recebeu duas denúncias de gestantes que estavam há dias com dores e indícios de parto e, mesmo após avaliação na unidade, foram mandadas de volta para casa.

No dia 30,  a gestante Joice Milene Rodrigues Santos, de 19 anos, também recebeu alta do hospital, após cinco dias internada sentindo dores, com sangramento, início da dilatação e perda do líquido amniótico. Com 9 meses de gestação, ela chegou a voltar para casa, retornando horas depois para a unidade, onde foi submetida a uma cesariana no dia 31.

“Graças a Deus e ao PNB que nos ajudou divulgando o caso, enviaram (a Secretaria de Saúde) o SAMU e levaram ela novamente para o hospital. No dia seguinte, quando o médico fez a avaliação, disse que ela já tinha perdido todo o líquido e fizeram a cesariana. Mas, se eu não tivesse pedido ajuda, minha neta tinha morrido”, desabafou Lucilene do Nascimento Rodrigues, mãe da paciente.

No dia 01, a gestante Jaciene Santos Leite, de 19 anos, que estava com 40 semanas e 3 dias, vinha sentindo dores fortes há uma semana, mas a equipe do hospital se negava a fazer uma cesariana.

“Eu fui internada semana passada com muitas dores, mas uma médica me deu alta dizendo que eu ainda não estava em trabalho de parto. No domingo, sentindo muitas dores e já saindo secreção voltei ao hospital e fui internada novamente. Só que agora pela manhã, me deram alta novamente. O que me disseram foi que só fazem uma cesariana com 42 semanas. Estou com dores fortes e não posso voltar pra casa assim”, disse a gestante.

Diante dos novos casos, o PNB encaminhou alguns questionamentos para a Diretora Administrativa do HMI, Graça Carvalho, sobre os critérios adotados pela equipe médica do hospital, para realização de cesarianas. (Reveja)

Da Redação

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome