“Não adianta paliativo”: comerciantes e usuários pedem transferência do Mercado do Produtor para outra área e ressaltam “é urgente” 

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” Não adianta paliativo, arremedo, arrumadinho. O Mercado do Produtor de Juazeiro precisa de um espaço digno da sua importância. Precisa de uma estrutura que possibilite os comerciantes trabalharem com dignidade e os consumidores, com conforto. O que poderia ser um cartão postal da Capital Nacional da Irrigação, é uma vergonha. Juazeiro precisa tirar do papel os projetos que dizem existir e fazer valer as promessas de campanhas eleitorais, construindo um novo mercado”, assim se manifestou Pedro Antunes, 71 anos, morador do centro de Juazeiro, leitor do PNB, que disse a nossa redação observar as frequentes queixas de moradores de Juazeiro sobre o entreposto.

“Eu sou juazeirense, amo minha cidade e sou antenado com tudo que acontece em Juazeiro. Acompanho os blogs, os programas de rádio e vejo a revolta do povo, as criticas de quem compra no mercado, de quem comercializa, sobre a falta de estrutura do mercado. Um lugar que corre dinheiro, a ‘galinha dos ovos de ouro’ do município e que mais parece uma pocilga, como disseram outro dia. Toda campanha os candidatos falam que vão fazer um novo mercado e nada. Entra e sai prefeito, vereador, deputado, governador e nada. Já era pra Juazeiro ter um mercado exemplo”, relatou PNB.

A fala deste cidadão juazeiresense, se junta a tantas outras que consideram inadmissível que o Mercado do Produtor de Juazeiro não tenha acompanhado o desenvolvimento econômico, a expansão da fruticultura e a importância do entreposto para o Norte/ Nordeste do Brasil.

” Há anos no mesmo lugar? É fato que Juazeiro cresceu, a agricultura, a oferta e o comércio de frutas, cresceram nestes anos todos e o mercado continua no mesmo lugar. Não tem cabimento. O movimento no mercado é grande, mas a estrutura parou no tempo”, voltou a criticar Seu Pedro.

Recentemente, o morador Armindo Severiano, do bairro Dom José Rodrigues, procurou o PNB para reclamar da precariedade da estrutura, a falta de higiene e as péssimas condições de trabalho para os comerciantes do Mercado do Produtor da cidade.

“Um ambiente insalubre para comerciantes e consumidores. O comerciante paga imposto para trabalhar em um local sujo, bagunçado. Os consumidores da mesma forma, compram seus produtos em um local sem organização e sem higiene. A gente não suporta mais esse Mercado do Produtor aqui onde funciona jogado as traças. Não tem como funcionar nesta área, já deu. Se fosse numa cidade séria, se os poderes públicos se preocupassem com a saúde do povo, já não estaria mais funcionando neste local sem a mínima estrutura. Precisamos urgentemente que os poderes públicos de Juazeiro tomem uma atitude para retirada do Mercado do Produtor deste lugar. Tem que se construir um novo espaço, mais amplo e que possa dar, inclusive, melhor condição para os comerciantes e consumidores”, desabafou.

Sizernando Manoel Tavares, usuário do espaço, relatou ao PNB que não suportava mais ter que utilizar o equipamento que mais parece uma “pocilga”.

Na semana passada fui ao mercado do produtor em Juazeiro e me deparei com cenas horríveis. Em qualquer lugar sério desse país aquilo seria fechado, parece mais uma pocilga. Todas as doenças possíveis estão ali, e é visível que esse mercado não tem mais nenhuma condição de estar nesse local”, afirmou.

O leitor Jeanersom Cardoso alertou “Juazeiro corre o risco de perder negócios e ver esse mercado se deslocar para Petrolina“, e fez um apelo “Senhores políticos de Juazeiro acordem, façam alguma coisa, quero ver minha cidade crescer, não aguento mais servir de chacota pra Petrolina. Se vocês não tomarem uma posição logo é capaz do prefeito de Petrolina construir um espaço maior é bem melhor e a gente perder isso aqui”, alertou.

Em fevereiro, os carrinheiros e carregadores do Mercado do Produtor de Juazeiro se reuniram com o Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar e Empreendedores Rurais (Sintraf), que representa os trabalhadores, e entregaram um abaixo assinando cobrando melhorias para a classe que, segundo eles, vem há anos sofrendo com os descasos que existe no entreposto comercial. A reunião contou com a presença do presidente do Sintraf, Edilson Teles, do pastor Avelar ,presidente da associação do Sol levante, e Davi Lima da Coordenação do SAAE de Juazeiro-BA.

Em resposta às reclamações, a Autarquia Municipal de Abastecimento (AMA), que administra o entreposto, declara que está implementando mudanças significativas, que vão desde a preocupação com a limpeza até melhorias na iluminação, no trânsito, reforço na segurança e investimento em tecnologia.

Ou seja, ações “paliativas” com afirmou Seu Pedro no início da reportagem. As mesmas ações de manutenção dos serviços básicos, também realizadas pelos governos passados.

O que a população anseia e é evidente, é que a mudança do Mercado do Produtor daquela área, “é urgente”.

“É urgente. Não comporta mais. Qualquer intervenção ali é jogar dinheiro fora. Juazeiro precisa pensar grande, pensar no futuro. Será que meus bisnetos vão ver o maior Ceasa do interior do norte-nordeste do Brasil, no mesmo lugar? Tirem o projeto do papel e mudem essa realidade triste de Juazeiro”, finalizou Pedro Antunes.

Mercado do Produtor de Juazeiro

O entreposto é um canal de escoamento da produção agrícola local e recebe produtos vindos de outras regiões da Bahia e outros estados do país. São 1.300 comerciantes, 1.360 boxes  e 250 ambulantes. Em média 10 mil pessoas frequentam o entreposto e por dia, circulam entre 200 e 250 caminhões no Ceasa.

Um dos maiores Ceasas do Brasil, sendo o maior do interior do norte-nordeste do Brasil, responsável pela produção agrícola que abastece várias regiões do país.

Da Redação

 

 

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