
O ano letivo de 2021 da rede municipal de Juazeiro, no Norte da Bahia, terá início no dia 12 de abril, de forma remota, com aulas virtuais e gravadas.
Desde março de 2020, os alunos estão longe das salas de aula e passando mais tempo em casa. Os pais e responsáveis, que em sua maioria enfrentam dificuldades financeiras por conta da pandemia do novo coronavirus, se preocupam com a alimentação dessas crianças e jovens, que antes da pandemia, contavam com a merenda escolar.
“Pensamos que neste ano a situação estaria melhor e nossos filhos voltariam para a escola, mas infelizmente, acho que isso não vai acontecer tão cedo. Estamos desempregados e até o auxílio emergencial não estamos mais recebendo. Com as escolas fechadas, as despesas com alimentação estão cada vez mais altas, sem falar nos preços dos alimentos que só aumentam. Precisamos que a Prefeitura de Juazeiro olhe pra gente e faça alguma coisa. Cadê os kits alimentares que foram doados na gestão passada? Esse ano não teremos direito?”, questionou a mãe de quatro alunos da rede municipal, que preferiu não ser identificada.
Em março do ano passado, o Congresso aprovou e, em abril do mesmo ano, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei nº 13.987 que possibilitou a distribuição dos kits de alimentação escolar para famílias dos alunos da rede pública, alterando as regras do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE.
Ainda em março, antes mesmo da sanção legal e utilizando recursos próprios, a gestão anterior começou a distribuir os kits para mais de 35 mil alunos da rede municipal de Juazeiro. Em 2021, porém, alunos e famílias ainda não receberam as cestas básicas que garantiam a segurança alimentar dos estudantes durante o período de aulas remotas.
Em pesquisa realizada no site do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, o Preto no Branco verificou que a Secretaria Municipal de Educação de Juazeiro já recebeu, nestes três primeiros meses de 2021, o valor de R$ 1.079.638,20 para o suporte alimentar dos alunos da rede pública. Porém, até o momento, a Prefeitura não noticiou nenhum plano de distribuição dos kits.

Entramos em contato com a Seduc em busca de esclarecimentos. Em resposta, o órgão informou apenas que “os trâmites burocráticos para elaboração dos kits estão em andamento e, em breve, o plano de distribuição será divulgado”.
Da Redação




Essa secretaria está uma bagunça só! Cadê os professores? Me ligaram para buscar um módulo pra minha filha realizar as atividades em casa, mas como se demitiram a maioria dos professores, quem vai acompanhar os alunos nesses módulos se a contratação ainda irá acontecer?