
Comerciantes de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, realizarão um protesto na manhã desta quarta-feira (17), contra o “lockdown” decretado pelo Governo do Estado, para conter o avanço da Covid-19 e diminuir as taxas de ocupação dos leitos. A medida determina fechamento das atividades não essenciais em todas as cidade pernambucanas por 11 dias, a partir desta quinta-feira (18), até 28 de março.
Contrários a restrição, os comerciantes organizaram uma carreta que sairá pelas ruas da cidade, com concentração marcada para às 8h, na loja Havan.
Em carta acerta, enviada ao prefeito Miguel Coelho (MDB), e aos vereadores da cidade, os empresários informaram que a partir de hoje não aceitarão e não seguirão “qualquer decreto que impeça qualquer pessoa no Município de Petrolina de exercer seu Direito Constitucional da Livre Iniciativa”.
Veja a carta na íntegra
“Informarmos que a partir do dia 17 de março de 2021 não aceitaremos e muito menos seguiremos qualquer decreto que impeça qualquer pessoa no Município de Petrolina de exercer seu Direito Constitucional da Livre Iniciativa (Art. 1o, IV, CF e Art. 170, CF).
Qualquer novo decreto que impeça o trabalho irá comprometer outro Direito Constitucional, o da Dignidade da Pessoa Humana (Art. 1o, III, CF), seja para Empresários, Colaboradores, Funcionários Públicos, Aposentados e outros, pois, além de inviabilizar a continuidade de atividades, demissão em massa, quem tem seus proventos sofrerá com enorme redução em virtude da inflação no preço dos produtos.
Pedimos que o Sr.Prefeito e Vereadores adotem o tratamento precoce, transparência da vacinação e verbas, façam investimentos na área da saúde, aumento de leitos, insumos, estoque de medicamentos, EPIs, dentre outros que garantam atendimento médico a todos, bem como a fiscalização contínua de festas clandestinas, churrascos e aglomerações.
Reiteramos que Distanciamento Social não é sinônimo de Proibição do Trabalho e Fechamento de Atividades, tendo em vista que 90% do comércio e serviços do Município não possuem aglomerações, devido à crise financeira. Dentro das lojas do centro, shopping ou bairros, são raras as que possuem vários compradores simultâneos e as que possuem, devem controlar os acessos.
Por fim, reiteramos ao Sr.Prefeito que não iremos seguir qualquer decreto que impeça o trabalho a partir do dia 17 do mês de março de 2021 e pedimos que não sejam editados decretos neste sentido, pois a abertura não será uma opção do Sr.prefeito mas do povo petrolinense contra os decretos e a fiscalização, ante a situação, iremos praticar a legítima defesa (Art. 25 do Código Penal), pois estaremos defendendo nossas famílias, nossos amigos, nossos colaboradores, todo cidadão petrolinense e nosso patrimônio.
Pedimos diálogo, honestidade, bom senso e que afastem-se do espectro político, permitindo o povo trabalhar, para que evitemos enfrentamentos desnecessários que possam causar danos, quaisquer que sejam entre quem precisa trabalhar e os agentes da administração pública, seja na legislação, ou fiscalização.
Queremos a paz, saúde e acima de tudo, que todos sejam livres. Atenciosamente, Empresários de Petrolina”.
Em nota, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Petrolina e o Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) também se manifestaram contrários ao fechamento do comércio.
Veja na íntegra:
“A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Petrolina e o Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas), vem a público esclarecer que apesar de respeitar outras formas de pensamentos e manifestações, as entidades representativas do setor Varejista local entendem e apoiam todas as medidas que sejam cabíveis e urgentes no enfrentamento a pandemia, ao tempo em que repudiam que as consequências e as medidas restritivas decorrente de aglomerações irresponsáveis e das exceções que descumpriram os protocolos de saúde pública, pelas quais levaram às recentes decisões de lockdown; recaiam sobre aqueles que de maneira responsável, tem contribuído para o desenvolvimento social e econômico da nossa cidade.
É importante lembrar que desde o início das medidas restritivas, há cerca de um ano, o comércio varejista de Petrolina tem cumprido com as orientações determinadas pelas autoridades sanitárias, como a exigência do uso de máscaras, limitação de entrada de pessoas nos estabelecimentos, disponibilização de álcool em gel, higienização e demais recomendações; garantindo com isso, o funcionamento de suas atividades de forma segura e consciente”.
Da Redação



